Há exatos 37 dias fui assaltada na Leopoldina, Centro do Rio. A onda de arrastões no trânsito naquela região era notícia constante nos jornais. E já como leitora, me perguntava o que fazia a polícia diante daqueles fatos que vinham sendo publicados há pelo menos uma semana. Não é possível que as delegacias não tomem ciência, que o governador, o prefeito, não tenham assessoria que dêem conta do cenário caótico. Simplesmente não é possível.
No dia 25/09, fui entregar minha prova na faculdade e quando saí, ainda em horário de rush, fiquei presa no trânsito. De leitora a vítima. Mas, acredite, entrar para a estatística é ainda uma posição mais incômoda. Você vê o cara assaltar o carro da frente, do lado e, fica ali parada, esperando a sua vez. Nessa hora, a gente se pergunta de novo, onde é que anda a polícia que não lê os jornais, mas a revolta é ainda maior.
Por puro descuido o meliante não levou o meu celular. Primeira providência: chamar 190, claro!
Absurdo 2 (o primeiro é a polícia não ler os jornais e posicionarem o contingente para defender os cidadãos): o atendimento da emergência vai logo dizendo que não pode fazer nada, que você tem que se encaminhar a delegacia.
Absurdo 3: Eles não sabem informar a que distrito você deve se encaminhar.
Me conformo em perder todos os meus documentos, como toda pessoa de fé (porque neste país a única justiça é a divina), agradeço à Deus por não ter morrido, pelo bandido não ter levado meu carro e sigo para casa.
Pensam que terminou?! Aguardem…
1 Comentário
Novembro 1, 2008 às 12:04 pm
Como assim você foi assaltada de novo? Fê, tá brabo, hein? Como você está? O que levaram desta vez?