No dia 19 de maio, o ex-prefeito César Maia, no seu ex-blog “fez uma breve retrospectiva sobre os fatos que fizeram com que o Rio perdesse a centralidade cultural no país” – trecho retirado do texto original -. Claro, que a sensível historinha era para defender os vultosos gastos com a construção da Cidade da Música em sua gestão e atacar a atual administração pela obstrução das obras que claro trazem iguais prejuízos, já que o prédio está lá na Barra da Tijuca, como um bom elefante branco, que é.
Terreno político adubado. Um pouco de pirlimpimpim extraído das gordas tetas dos nossos impostos e hoje vem a notícia, que Eduardo Paes autorizou a retomada das obras da Cidade da Música, mesmo ainda estando em andamento a auditoria que tramita na Câmara dos Vereadores para investigar o rio de dinheiro que saiu dos nossos bolsos direto pro empreendimento cultural que tanto faz falta aos cariocas (ouviram o “ó” da multidão ao fundo?).
Mas embora tenha “aberto as pernas” para a construção que abominava em época de campanha, o atual prefeito é durão: ordenou à Riourbe que elabore outro escopo e um novo orçamento para a obra, com corte de custos (prendam as gargalhadas que é feio rir da autoridade).
O que eu sei é que no início do mês, uma jovem mãe, de uma comunidade aqui próxima, me pediu o favor de socorrer o filho dela, ainda recém nascido, de alguma coisa que parecia asma, mas não tinha certeza. Era um domingo. Passeei pelos UPAs (Unidade de Pronto Atendimento) de Irajá e da Penha, não havia pediatras. Ah, é. O Upa é responsabilidade do Governo do Estado. Não tem nada a ver com Paes.
Com o bebê já desfalecendo, fui dirigindo até mais 3 hospitais públicos e a essa altura nem me interessa saber a qual órgão do governo está ligado: Ninguém atendeu a criança. Foi quando eu o trouxe para casa e usei meu nebulizador e minha experiência como mãe (sem diploma de Medicina), para salvá-lo. Poderia ter agravado a situação. Quis Deus que fosse a heroína.
Mas a gente não quer só comida (e saúde). Precisamos muito de Diversão e Arte, afinal faz toda a diferença ser ou não pólo de cultura, claro, se a gente sobreviver às outras mazelas para ver.
Cultura no rio aumenta, e a taxa de mortalidade também.
Esse governo é uma vergonha, preferem se preocupar com Imagem do estado do que com o povo que vive nele.
Mas graças a Deus que vc com pouco conhecimento salvou o bebê.
Minha heroína.
A falta de médicos em hospitais públicos é a má remuneração.Pagam muito pouco.
Nessas horas eu acho melhor ficar calada.
Sairia muita merda da minha boca e sei lá… Depois que a Xuxa processou o Twitter tudo pode acontecer!
=P
Se a cultura fosse viltada ao povo, concordaria em levantar a bandeira da diversão e da arte. Mas, sabemos que somente uma parcela da população terá acesso a Cidade da Música.
Minha dúvida é: Já que virou hábito roubar do povo, ou melhor de nós, poruqe não pega um pouquinho das verbas desviadas (e olha que esse pouquinho pode chegar a milhões, rs) e investe na em educação e saúde. Com a população satisfeita, eles roubariam sem ser incomodados.
O que vocês acham????
Bjs Fê.
Pingback: Meu Google Reader | 30 & Alguns