Arquivo do mês: novembro 2008

Promoção Arretada

receita_do_ouvinte

Promoção gostosa assim me deixa Fê…liz da Vida!

Mas, atenção o contemplado deverá retirar o brinde na rádio, que fica
na Ilha do Governador – RJ

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O que um jornalista faz no curso de Direito?

Ainda que carregando o boleto de bolsista, todo aluno, em algum momento passa por aperto na hora de pagar a faculdade. No quesito negociação, a Estácio certamente ficaria em último lugar, se houvesse um ranking para isso. Ouço histórias de estudantes de outras universidades, que sentam na frente do reitor,  choram e avaliando o histórico da pessoa e, critérios que mudam de um lugar para outro, acabam encontrando um modo de ajudar o aluno. Sei de pessoas que encontraram flexibilidade na UVA, na Faculdade da Cidade, na Facha e até na FGV, acreditem! Mas a Unesa, claro está a cima de tudo isso.

E, dessa forma, acabei deixando de fazer uma matéria correspondente ao terceiro período: Antropologia. De lá para cá, o currículo mudou quatro vezes e, decidiram que a matéria não abriria mais no curso de Comunicação. Fui deixando o tempo passar, porque pedir uma informação no campus Madureira é uma tortura que até os chineses devem achar desumana.  Agora, prestes a me formar, tive que encostá-los contra a parede. A solução: me matricularam em uma turma que eles avaliaram como equivalente: Fundamentos da Antropologia e da Sociologia do curso de Direito.

É impossível deixar de lado o fato de que já havia estudado Sociologia e, portanto, eles me obrigaram a repetir uma matéria a qual fui muito bem aprovada, sob a alegação (que não me convence até hoje) de que o MEC diz que se a instituição oferece uma turma equivalente, não pode abrir um estudo dirigido, por exemplo.

Equivalente adj.2 gen. De igual valor.

Fazer o aluno repetir matéria que já fez pode ser considerada de igual valor?

Mais uma vez, ponto para a competência e atenção do professor, que resolveu em sala de aula uma forma de amenizar essa barbaridade. Até porque em plena monografia ter que me preocupar novamente com Marx e Weber, não mais de forma cultural (como é dado no curso de Comunicação Social), mas como teóricos de embasamento jurídico é coisa que nenhum aluno merece!

Por que lembrei disso agora? Hoje é dia da minha segunda (e espero que última) avaliação da matéria. E queria deixar meu agradecimento ao professor, embora não tenha passado minha indignação com a Universidade Estácio de Sá, ele amenizou a catástrofe com aprendizado.

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Matricular é fácil. Difícil é manter o aluno.

          Agora é assim: a gente tropeça e cai em uma Estácio. Se for shopping em vias de ser desativado então, é aí que a organização finca raízes. E o povo parece nem se lembrar do episódio do vestibulando analfabeto, aprovado no curso de Direito, que foi motivo de muitas manchetes de jornais, no início dos anos 2000. São matrículas em cima de matrículas. E, eu, devo confessar, sou um número ativo, na dita instituição.

Nunca me orgulhou a marca, mas o bom desconto dado aos filhos dos servidores públicos é um atrativo que não tem como ser ignorado. E por conta disso, esquecemos os escândalos do passado e não damos a devida relevância a  máxima que diz: “o barato sai caro”. E se for em relação ao campus Madureira…aí sai muito caro. Mesmo.

Digo isso com propriedade, porque comecei o curso na Barra da Tijuca. No famoso (e bem estruturado) Campus Tom Jobim, existe um departamento fundamenta chamado administração. Também, se não tiver, um monte de filhos de pessoas influentes, além das pessoas importantes propriamente ditas (por lá, já passou até Marlene Mattos) que estudam no local, entram logo com uma liminar para fazer valer os seus direitos.

O mesmo acontece no Campus Rebouças (a matriz, na Rua do Bispo). Mas de maneira distinta, porque lá, como se diz no popular, os alunos “armam o barraco” para fazer valer seus direitos. Esse semestre, por exemplo, os alunos (nós) receberam, em cima da hora, o comunicado que o calendário de provas havia sido adiantado. Antes mesmo do e-mail chegar com as novas datas, vi alunos enchendo a coordenação, em busca de explicações:

“Se não me derem uma explicação convincente para isso, essa troca de datas vai ter que ser muito bem negociado em relação a trabalhos e tudo o mais de transtorno que a situação vai gerar”, bradou uma das meninas que estavam lá no motim.

 Não sei se por conta de ações isoladas nesses campi, mas num instante, voltaram atrás com a decisão de alteração do calendário e resolveram adiantar a terceira prova, que não é obrigatória para alunos que atingiram suas médias nas duas primeiras avaliações e estão dentro do limite de faltas. E, assim, ficou bom para todo mundo, inclusive para o pessoal de Madureira que aceita tudo calado.

Aceitam calados inclusive o fato de a pessoa responsável pelo curso dar plantão apenas as sextas-feiras, deixando no local uma outra pessoa que não é exclusiva para o Curso de Comunicação (já me jogaram isso na cara, acreditem) e que ainda somando funções consegue ser mais ausente que o Lula em Brasília.  

Se qualquer um passar pelo setor de matrículas no mês que vêm, vai ver a quantidade de pessoas que têm no campus para admitir os alunos. É um processo demorado, do tipo pega a senha e espera muito, mas as baias estarão com pessoas trabalhando para receber os alunos.

Depois de ativada a inscrição, aí a coisa muda de figura. O aluno ficará a mercê da pessoa não exclusiva para o curso, dos telefones que dificilmente são atendidos no departamento (a telefonista é ótima, mas não sei para quê está lá). O sistema da biblioteca falha o tempo todo (segundo a própria bibliotecária resmungou ontem enquanto esperava meu exemplar)… Aliás, essa informação para mim, foi uma confissão, pois ainda outro dia, colocaram em minha matrícula um livro que nunca peguei e, ainda me disseram que iam ver o que poderiam fazer em relação a retirarem meu nome da “lista negra” da biblioteca, demorando sete dias para solucionarem a questão, ou seja, eles erram e ao invés de agirem logo para pedirem desculpas, fazem você pedir “Pelo amor de Deus” para que respeitem seu direito.  

Aliás, falando em Deus, dou Graças a Ele, quando o sistema ruim da biblioteca (“falha muito”, repetindo as palavras da bibliotecária de ontem a noite), pode me emprestar algum livro, porque o acervo é fraco de mais. Exemplo? Lá vai: Me digam como é possível, uma faculdade de Comunicação, não disponibilizar para o aluno o livro Cibercultura, do Pierre Lévy?!

E tem mais, alunos de um campus só podem pegar livros emprestados do Campus em que está matriculado. Eu, por exemplo, que tenho matrícula ativa em Madureira, mas faço duas matérias no Rebouças, tenho o direito de consultar, mas não de levar para casa um livro que tem em uma biblioteca e não na outra.

 

Agora imaginem um aluno vivendo o desespero da monografia é posto injustamente na lista negra da biblioteca, é impedido de pegar livros; enquanto deveria estar escrevendo o projeto, está se cansando tentando uma retratação, do que já está mais do que explicado e, para finalizar, tem que ter criatividade para escolher os livros no precário acervo para não ser obrigado a abandonar o curso.

Em outras palavras, o pessoal matricula mais do que a capacidade do campus ou mais do que podem oferecer em troca e, depois, “salve-se quem puder”

Quer mais da Estácio?! Vou contar algumas histórias retroativas, para ajudar aqueles que precisam decidir agora, período de vestibulares, entre o acesso fácil e a estrutura de uma instituição educacional.

Enquanto isso torçam por mim: Vou entregar hoje meu projeto de monografia, todo embasado em apostilas passadas por professores durante o curso. Espero que meu acervo seja próprio para o que quero, porque se depender de estrutura…

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Dia da consciência negra

Hoje é feriado em 364 municípios de 12 estados brasileiros diferentes. O motivo? Homenagear Zumbi dos Palmares, a maior referência negra nacional da luta contra a escravidão e ícone mundial da luta pela liberdade. A data foi escolhida por se tratar do dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695 (segundo a Wikipedia), quando Domingos Jorge Velho, um bandeirante paulista, invadiu o quilombo e matou o líder negro a tiros e punhaladas, levando sua cabeça decepada a Recife para servir de “exemplo” para os demais.

Se a História, deu uma reviravolta no último dia 05/11 e a pudemos ouvir o primeiro presidente norte-americano negro discursar em Chicago: “Se alguém ainda dúvida de que os Estados Unidos são um lugar onde tudo é possível (…) que ainda questiona a força de nossa democracia, esta noite é sua resposta”. No Brasil, embora a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, revele 49,5% da nossa população se  declarou preta ou parda, um estudo do Dieese, publicado em novembro do ano passado, revela que o ganho mensal das pessoas negras no país pode ser até 52,9% menor do que o das declaradas não-negras. Além disso, a Fundação Cultural Palmares, apontou em uma outra pesquisa que apenas 4% da programação das três principais emissoras públicas do país (TV Cultura, TVE Rede Brasil e TV Nacional) abordam em seus programas elementos da cultura negra.  

Os norte-americanos saíram na frente (mais uma vez), dizendo “sim” a campanha Change de Barack Obama. O que faremos nós, além do feriado, para mudarmos mais esse quadro de vergonha, de racismo velado?

Convido a todos a colocarem a mão não só em suas consciências negras, mas na sua consciência cidadã. Não vamos mais deixar que o Estado nos prive do direito à igualdade social (previsto no artigo 5º da Constituição Federal) seja por cor, credo ou classe social. Que a luta por liberdade (e para termos liberdade é preciso ver garantidos nossos direitos sociais) não esmoreça ao longo dos séculos. Viva Zumbi!

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Imagens falam mais que mil palavras

O Governador Sérgio Cabral, no início do seu mandato, em um ato inédito e porque não dizer comovente, visitou cada um dos hospitais estaduais e tomou ciência de que medidas imediatas deveriam ser geridas. Mas as providências, não chegaram. E a saúde do estadual tem vivido um colapso.

Sim. Já manifestei aqui minha indignação com os servidores públicos. Porque na minha opinião, não é só o Governo que tem que fazer o país andar é a nossa consciência individual; mas no imaginário coletivo, parece que isso não acontece e funcionário concursado não trabalha e o povo ainda agradece.

No entanto, quando a estatística passa a ser um ente querido a ferida aberta arde e maltrata. Meu pai, 65 anos, operou em 2004 um câncer no Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no Estácio/RJ. O médico na época informou que o nódulo recente havia sido retirado integralmente, porém, que ficasse atento a qualquer alteração, porque a doença é silenciosa. Percebendo uma alteração no pescoço, em janeiro deste ano, ele retornou ao hospital. Teve início a sua via-crúcis.

Exames marcados para até 30 dias à frente, resultados, mais demorados ainda. E a lesão, aumentando. Prescrito uma tomografia, o aparelho quebrou e sem data para o conserto, ficaram de entrar em contato quando o serviço fosse restabelecido. Passados 40 dias o exame foi realizado, porém, novamente uma data mais distante para o laudo foi dada, já que todos os exames estavam atrasados com a quebra do equipamento. Os meses foram passando…
             No dia 04 de setembro, quinta-feira, ele foi internado, no HCPM. Festa para a família? Não. A correria nem tinha começado. A lesão foi dada como uma metástase e, no dia seguinte a internação, a equipe do Major Gerson, o liberou com um encaminhamento para a triagem do INCA, na Praça da Cruz Vermelha. Em outras palavras, depois da demora, lavaram as mãos.

A triagem do Inca nos enviou ao departamento de cabeça e pescoço na rua Washington Luís, Centro do Rio. No local, o médico informou que ele seria recebido se fizesse uma biópsia, porque o procedimento não é realizado pelo Inca:

          Volto eu ao HCPM, para solicitar o encaminhamento para a biópsia, afinal, o major que é médico, devia ter esses caminhos mais claros do que eu.

– Sinto muito o Major chegou tarde e saiu cedo.

– Como assim? Ele vai embora e ninguém da equipe pode?

– Não! Volta na terça, senhora…

 

A terça era ainda a outra semana. Alguém explica como é que pode isso?! Porque eu não tenho palavras.

No dia seguinte, minha mãe  (tão ou mais revoltada que eu) vai ao Hospital de Cascadura (também da PM), onde chorou (literalmente) para o comandante, para que ele conseguisse um encaminhamento para o Hospital dos Servidores do Estado. No Hospital dos Servidores, outra resposta negativa:

 

– Sinto muito, agendamentos de Biópsia somente daqui a 40 dias

 

Todos eles sentem muito, mas ninguém faz nada. Bom, o governador gosta de estar presente em funerais. Solidário nos funerais que só… Não paga médicos e são vagabundos, não muda a estutura dos hospitais que visitou, mas constrói mais UPAs, para fazer curativo. Talvez ele, muito trabalhador, se sensibilize e pague as flores que vão enfeitar o caixão de mais um PM morto pelo sistema que ele ajuda a emperrar.

          Conseguimos, então, através de conhecimentos em Macaé, que meu pai fizesse a biópsia no Hospital Público Municipal, único lugar aliás, onde ele foi tratado com dignidade.

           Nem falo o que foi essa viagem. Meu pai já muito debilitado, ficou roxo com desoxigenação na cérebro, enrolou a língua, paramos várias vezes para os primeiros socorros. O trajeto que levaria 3h, durou mais de 4 longas horas… Mas o procedimento cirúrgico foi feito e, voltamos ao Inca, da Praça da Cruz Vermelha.

           Já cientes da gravidade do problema, os médicos pediram ainda uma segunda bateria de exames (os mesmos “recentes” feitos no HCPM) e fizeram questão que fosse levado a lãmina onde havia sido feito o exame. Como nenhum médico havia dito que isso seria necessário, teve que ser agendado com o laboratório uma data para a entrega e uma nova viagem a Macaé para buscá-la, mas claro, estamos nadando em dinheiro, nem sei porque não pago o tratamento particular do meu pai.

           Com a lâmina em mãos ainda não chegava a solução, ainda marcaram dentista, que por sua vez marcaram uma mesa redonda para ver o que farão pelos dentes do meu pai, enquanto o tumor o devora em vida.

            Bom, a conclusão disso tudo? As imagens são fortes, mas minha revolta me dá o direito de mostrar. Como diria Kafka: “Como cães!!!!” 

 

            

 

      

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O preconceito que ninguém vê

Dois jovens de 18 anos e um de 16 estupraram uma adolescente de 15 anos, no interior de Santa Catarina.  A menina ficou embriagada em uma festa, após ingerir Vodka com guaraná, segundo divulgado na imprensa. Os rapazes, a levaram para o banheiro, e lá com a vítima desacordada executaram o crime. Os mais velhos abusavam da moça, enquanto o mais novo filmava a ação. O vídeo foi parar na Internet. Quem denunciou o caso foi um quarto rapaz, porque há indícios de que a vítima tenha sido coagida a não se manifestar.

Esperei um pouco pela manifestação da opinião pública antes de escrever o post. Para dizer a verdade, esperava que reacendesse a discussão de diminuição da idade penal, para que o tal cúmplice fosse então severamente responsabilizado, mas não foi o que aconteceu.

Lembram do caso João Hélio? Para quem não lembra (ou não conhece a história) o menino de seis anos morreu após ser arrastado por mais de sete quilômetros, preso ao cinto de segurança do carro da mãe que havia sido roubado momentos antes. Dentre os envolvidos no crime, estava também um jovem de 16 anos. Por conta disso,  durante semanas discutiu-se a necessidade de reduzir a maior idade penal, para que se pudesse responsabilizar o monstro que arrastou a criança, sem piedade.

Ora, por que o monstro que participa de um estupro não gera a mesma comoção? Alguém vê diferença de “feiúra” nas situações? Claro! Todo mundo vai dizer: “o menino era só uma criança!”. Concordo. Mas dirão também: “Essa jovem, estava bêbada em uma festa, provocou a situação”. Aí eu digo: Não sejamos hipócritas! Afinal, quem nunca aprontou na adolescência? Quem um dia não se excedeu entre os amigos? E, por conta disso, seguramos a placa de “Faça-me vítima?”. Porque a conduta dos outros é sempre pior, meus caros?

Vamos abrir os olhos. O que temos aqui é um clássico! Outra vez em cartaz: “só filho de pobre é marginal e deve ser punido severamente”. Os três estupradores são estudantes de Administração, possivelmente de famílias no mínimo remediadas. E aí, o que a imprensa faz é consultar uma psicóloga que diz: esse é um problema da má formação, onde os pais ausentes acham que compram educação apenas pagando escola e não é só disso que uma criança precisa. Lindo o discurso, não?!

Então vamos mais a fundo… Não estamos falando só de rapazes de classe média, trata-se também de um crime contra a mulher. Coisa bem medieval, mas que a nossa sociedade ainda permite. Nós, mulheres é que provocamos o instinto selvagem dos maníacos e pedimos para sermos violentadas. “Prendam suas cabras que meu bode está a solta”, diria bem meu avô e sua mentalidade retrógrada.

Temos que acabar com essa alienação e fazer cumprir a lei de maneira igual, exatamente como rege nossa Constituição. Se é para queimar na fogueira, que seja fomentado de assassinos pobres de criança, e estupradores remediados de jovens desavisadas, porque no “frigir dos ovos” o que muda é a nossa falta de consciência para algumas coisas e a falta de senso crítico para não vivermos tão manipulados pela opinião dos outros que são veiculadas na mídia.

E, só para lembrar, eles não mataram a moça, mas poderiam. Para ela que vai conviver com essa lembrança para o resto da vida, será que não é uma experiência de morte em vida? A vitória de Obama, nos Estados Unidos, foi apenas um primeiro passo para a profunda mudança cultural pela qual devemos passar. Enfim, pergunte a si mesmo: qual o endereço do seu preconceito?

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Madureira Candelária Pratica Coronelismo em Pleno Século XXI

           A empresa Madureira Candelária é detentora da única linha de ônibus que realiza o transporte para o Centro da Cidade, no Bairro de Vista Alegre. A linha 349, oferece a opção rápido (que trafega pela faixa seletiva da Avenida Brasil) e parador, que corta bairros como Cordovil, Penha, Ramos e Bonsucesso, esta aliás é a que eu utilizo (ou tento) todas as manhãs.

            Há algum tempo atrás, a mesma empresa mantinha linhas como 343 e 344, que cortavam o bairro em direção ao Centro. Uma outra empresa também era responsável pelo 336, porém, os ônibus foram ficando cada vez mais escassos, até que desativaram por completo o transporte. Por conta de reclamações, a Madureira Candelária reativou o 343, que faz ponto em Cordovil, até um certo horário de manhã. Acontece, que para pegá-lo, o morador de Vista Alegre precisa andar uma distância significativa e, além disso, para quem trabalha depois daquele certo horário onde a linha sazonal não funciona, fica mesmo a mercê da única linha 349.

            No início do ano, o dito ônibus parador, mantinha os horários de 7h, 7h10, 7h20 e 7h30. No mês passado, passamos a contar apenas com o primeiro e o último horário. E, nesta semana temos sido surpreendidos com os ônibus que passam de hora em hora. Quem perde o primeiro “pau-de-arara”, ou anda quilômetros para conseguir condução em outro bairro ou liga para empresa dizendo que vai chegar muito mais tarde (que chefe agüenta isso todo santo dia?).

            Claro que os que preferem esperar, são seres humanos especiais, daqueles que conseguem atingir o estado gasoso ou líquido. E isso não é brincadeira.  Basta ver a quantidade de “bóias-frias” que cabem dentro do ônibus. Nem fazendo contorcionismos pode-se explicar como tantos corpos podem ocupar o mesmo lugar no espaço: Um desafio a Física.

 

            Reuniões com a Vereadora Local

           

            Na região, a vereadora Rosa Fernandes é conhecida pela atenção que dá a população local. Verdade seja dita, vira e mexe ela faz reuniões públicas no bairro. É figurinha conhecida no bairro, do tipo que freqüenta mesmo as padarias dos “senhores Manéis”(não à toa foi a vereadora mais votada do Brasil, assumindo seu quarto mandato).

           Mas que outra verdade também seja dita, a personalidade do subúrbio é filha do (já falecido) Deputado Estadual Pedro Fernandes e, por isso, acredito que nunca tenha dependido de transporte púbico ou ganho vale transporte em sua vida. Existe ainda uma outra hipótese: o povo não saber reclamar seus direitos de forma clara.

            A questão é que, em uma dessas reuniões públicas, mencionaram o caos do transporte para o Centro do Rio e prontamente, a vereadora implantou o ponto de Vans, na esquina da Rua Ponta Porá. Uma maravilha! Porém, o dito transporte alternativo não faz o caminho do “parador”, não recebe o Rio Card (aliás, como todo transporte alternativo) e, não funciona para quem recebe R$4,20 da empresa para cumprir o seu trajeto.

            Me parece que o papel da Vereadora é, propor leis e fiscalizar as atividades da Prefeitura. Se os ônibus municipais são de responsabilidade do prefeito e não funcionam, seria mais cabível reclamar junto a associada Rio-ônibus e fazer o transporte circular do que implantar ponto de Vans. Mas, para isso, mais do que ser presente tem que pensar como povo.

 

            Madureira Candelária

            A garagem fica na Rua Citéria, em Irajá. A desculpa que se dá na empresa é falta de ônibus, mas quem fica esperando por uma hora o ônibus “349-parador”, no ponto entre a Rua Ponta Porá e Florânea, em Vista Alegre vê bem a distribuição dos carros que dobram a Avenida Brás de Pina para tomar seu itinerário. A quantidade de ônibus destinados as linha 298 (Castelo-Acari) e 355 (Vila Kosmos-Tiradentes) é infinitamente maior.

            Sem contar que, hoje de manhã por exemplo, entre 7h e 8h, quando finalmente consegui embarcar, passaram três ônibus para o itinerário “349 rápido”. Por experiências anteriores, já dá para imaginar que de escasso a linha passará a inexistente em pouco tempo.

 

             Bilhete Único

 

            Promessa de campanha de Eduardo Paes, o bilhete único permite ao usuário pegar mais de uma condução pagando só uma tarifa dentro de um período pré-determinado. Desde já, espero que pelo menos essa promessa saía da campanha e assuma as ruas de Vista Alegre. Porque se perdermos de fato a única linha que serve aos que trabalham as margem da Avenida Brasil, certamente não deixaremos de receber o Rio Card munido de R$4,20 diário para trânsito e com isso, a solução vai ser mesmo a baldeação.

 

            Fetranspor

 

            Enquanto isso, o presidente executivo da Federação de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), Lelis Marcos Teixeira, figurou os jornais nesta segunda-feira (10/11) informando que a empresa pretende lançar dia 1º de dezembro um call center 0800, que receberá as reclamações, ligados às empresas de ônibus. O serviço também funcionará pela Internet. Tomara que além de ouvir os usuários, a organização fiscalize e tome medidas cabíveis, porque um trabalhador ficar uma hora esperando condução para o trabalho e, pior ainda, ser servido apenas por uma única empresa de ônibus é coronelismo dos mais descarados.

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