Obama Winner

     O senador norte-americano Barack Obama faz história e torna-se o primeiro negro a assumir a presidência dos Estados Unidos. Levantando a bandeira de mudança na atual postura do governo, o novo presidente substituirá um líder que chegou a ser aclamado pelo pulso firme na guerra antiterrorismo, mas que deixa o posto com a imagem desgastada por duas guerras, e arrastando o peso de uma crise financeira sem dimensões ainda muito delimitadas.
    
Falando em colapso da economia, essa é a prioridade do novo governo (que toma posse em 20/01/2009) e, para tanto, Obama promete, entre outras medidas, estabelecer novos padrões na política internacional. O fim da guerra do Iraque é outra meta a ser atingida, além de ações diplomáticas no Oriente Médio, que incluem o diálogo com Irã e Síria.
    
Tudo isso já é, por si só, muito bom, mas esse tipo de notícia é o que mais vamos encontrar por aí. O que eu gostaria de dizer aqui é sobre o lado social desta eleição. Como disse o jornal “El País”, a vitória de Obama é um convite ao sonho!
   
Se há meio século atrás, alguém dissesse que um negro ascenderia ao poder, cairia em total descrédito. Se esse alguém dissesse ainda que esse negro ascenderia ao poder assumindo a presidência dos Estados Unidos, aí seria queimado na fogueira.
   
O American Way of Life era coisa para brancos, porque os negros, como em todos os outros países ditos civilizados eram submetidos a coisas, como por exemplo, ceder seus assentos aos passageiros brancos nos ônibus, ou ter acesso negado a certos institutos. Mais do que uma quebra do comportamento cultural (e absurdo), parece que estamos vivendo uma profecia. 
    
Há quem não acredite, mas a Bíblia Sagrada diz: “Porquanto qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado, e aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado” (Lucas 14:11). Hoje, todos aqueles que ainda tinham algum resquício de racismo, todas as nações capitalistas ditas tradicionalistas, se curvam ao carisma de Barack Obama que chega ao topo do mundo. Navios negreiros ficam para trás, assim como senzalas, trabalhos forçados, guetos e humilhação.
  
Quando o jornal espanhol El País usa a palavra sonho em sua manchete não é à toa. Ninguém poderia imaginar que viveria para comemorar tão grande passo na sociedade. O que espero realmente é que seja feita a nova política internacional e que esta tenha reflexos positivos nos países pobres e oprimidos pela mão de ferro norte-americana.

     Bem-vindos a nova era.

 

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