Matricular é fácil. Difícil é manter o aluno.

          Agora é assim: a gente tropeça e cai em uma Estácio. Se for shopping em vias de ser desativado então, é aí que a organização finca raízes. E o povo parece nem se lembrar do episódio do vestibulando analfabeto, aprovado no curso de Direito, que foi motivo de muitas manchetes de jornais, no início dos anos 2000. São matrículas em cima de matrículas. E, eu, devo confessar, sou um número ativo, na dita instituição.

Nunca me orgulhou a marca, mas o bom desconto dado aos filhos dos servidores públicos é um atrativo que não tem como ser ignorado. E por conta disso, esquecemos os escândalos do passado e não damos a devida relevância a  máxima que diz: “o barato sai caro”. E se for em relação ao campus Madureira…aí sai muito caro. Mesmo.

Digo isso com propriedade, porque comecei o curso na Barra da Tijuca. No famoso (e bem estruturado) Campus Tom Jobim, existe um departamento fundamenta chamado administração. Também, se não tiver, um monte de filhos de pessoas influentes, além das pessoas importantes propriamente ditas (por lá, já passou até Marlene Mattos) que estudam no local, entram logo com uma liminar para fazer valer os seus direitos.

O mesmo acontece no Campus Rebouças (a matriz, na Rua do Bispo). Mas de maneira distinta, porque lá, como se diz no popular, os alunos “armam o barraco” para fazer valer seus direitos. Esse semestre, por exemplo, os alunos (nós) receberam, em cima da hora, o comunicado que o calendário de provas havia sido adiantado. Antes mesmo do e-mail chegar com as novas datas, vi alunos enchendo a coordenação, em busca de explicações:

“Se não me derem uma explicação convincente para isso, essa troca de datas vai ter que ser muito bem negociado em relação a trabalhos e tudo o mais de transtorno que a situação vai gerar”, bradou uma das meninas que estavam lá no motim.

 Não sei se por conta de ações isoladas nesses campi, mas num instante, voltaram atrás com a decisão de alteração do calendário e resolveram adiantar a terceira prova, que não é obrigatória para alunos que atingiram suas médias nas duas primeiras avaliações e estão dentro do limite de faltas. E, assim, ficou bom para todo mundo, inclusive para o pessoal de Madureira que aceita tudo calado.

Aceitam calados inclusive o fato de a pessoa responsável pelo curso dar plantão apenas as sextas-feiras, deixando no local uma outra pessoa que não é exclusiva para o Curso de Comunicação (já me jogaram isso na cara, acreditem) e que ainda somando funções consegue ser mais ausente que o Lula em Brasília.  

Se qualquer um passar pelo setor de matrículas no mês que vêm, vai ver a quantidade de pessoas que têm no campus para admitir os alunos. É um processo demorado, do tipo pega a senha e espera muito, mas as baias estarão com pessoas trabalhando para receber os alunos.

Depois de ativada a inscrição, aí a coisa muda de figura. O aluno ficará a mercê da pessoa não exclusiva para o curso, dos telefones que dificilmente são atendidos no departamento (a telefonista é ótima, mas não sei para quê está lá). O sistema da biblioteca falha o tempo todo (segundo a própria bibliotecária resmungou ontem enquanto esperava meu exemplar)… Aliás, essa informação para mim, foi uma confissão, pois ainda outro dia, colocaram em minha matrícula um livro que nunca peguei e, ainda me disseram que iam ver o que poderiam fazer em relação a retirarem meu nome da “lista negra” da biblioteca, demorando sete dias para solucionarem a questão, ou seja, eles erram e ao invés de agirem logo para pedirem desculpas, fazem você pedir “Pelo amor de Deus” para que respeitem seu direito.  

Aliás, falando em Deus, dou Graças a Ele, quando o sistema ruim da biblioteca (“falha muito”, repetindo as palavras da bibliotecária de ontem a noite), pode me emprestar algum livro, porque o acervo é fraco de mais. Exemplo? Lá vai: Me digam como é possível, uma faculdade de Comunicação, não disponibilizar para o aluno o livro Cibercultura, do Pierre Lévy?!

E tem mais, alunos de um campus só podem pegar livros emprestados do Campus em que está matriculado. Eu, por exemplo, que tenho matrícula ativa em Madureira, mas faço duas matérias no Rebouças, tenho o direito de consultar, mas não de levar para casa um livro que tem em uma biblioteca e não na outra.

 

Agora imaginem um aluno vivendo o desespero da monografia é posto injustamente na lista negra da biblioteca, é impedido de pegar livros; enquanto deveria estar escrevendo o projeto, está se cansando tentando uma retratação, do que já está mais do que explicado e, para finalizar, tem que ter criatividade para escolher os livros no precário acervo para não ser obrigado a abandonar o curso.

Em outras palavras, o pessoal matricula mais do que a capacidade do campus ou mais do que podem oferecer em troca e, depois, “salve-se quem puder”

Quer mais da Estácio?! Vou contar algumas histórias retroativas, para ajudar aqueles que precisam decidir agora, período de vestibulares, entre o acesso fácil e a estrutura de uma instituição educacional.

Enquanto isso torçam por mim: Vou entregar hoje meu projeto de monografia, todo embasado em apostilas passadas por professores durante o curso. Espero que meu acervo seja próprio para o que quero, porque se depender de estrutura…

1 comentário

Arquivado em Cotidiano

Uma resposta para “Matricular é fácil. Difícil é manter o aluno.

  1. Daniel

    Boa sorte hj.
    Tomare que dê tudo certo, pois essa “estácio” para mim é um nada em relação a ajudar o aluno.

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