Viva o Ano Novo

Escrevo este post com 24 horas de atraso. Queria ter tido ânimo de fazê-lo antes, mas confesso que preferi algumas taças de vinho, já que a ocasião ajuda (e porque não dizer, pede). Que diferença faz? As caixas de e-mail de toda a população virtual devem ter passado as duas últimas semanas abarrotadas de felicitações, frases feitas e, claro, muitos Gifs animados, talvez, uma mensagem a menos deva até ter sido um alívio, principalmente agora que todos estão fartos de tanta rabanada.

 

Enfim, por educação (ou reflexão, chamem como preferir) entrego-me ao atraso de abrir meu balanço de 2008, aos meus poucos e caros leitores. Gostaria de ter sido politizada e escrito algo com mais conteúdo, mas volto a dizer, no auge do  meu delírio ébrio, só posso mesmo entregar-lhes minha filosofia de botequim:

 

Neste ano que passou, não casei, mas quase. Ao menos, aprendi que se apaixonar pela pessoa certa é muito bom. Fui oradora da turma na colação de grau. Continuei recebendo muitos elogios pelo meu trabalho, só que, mais uma vez, não me firmei profissionalmente, ou seja, continuo na barra da saia da mamãe. Casa própria é um sonho latente e uma realidade distante. Meu livro continua engavetado. Não emagreci nenhuma grama. Ao contrário, engordei. Pela primeira vez pensei seriamente em cirurgia plástica. O cabelo cresceu e eu, o cortei… errado de novo! 

 

Me arrisquei algumas vezes na cozinha. Na faxina da casa também. Não morri de crise de asma, o que significa que a saúde melhorou.

 

Fiz novos amigos. Desisti de alguns antigos. Continuo assombrada com a velocidade que meu filho cresce. Sofri. Sofri mesmo, como águia que arranca as próprias unhas para amadurecer. Não pratiquei nenhum esporte. O sonho de ter uma bicicleta, parece tão distante quanto a casa própria. Dancei bastante no primeiro semestre. Ouvi bandas e artistas novos. Virei fã de Marina Machado. Redescobri músicas antigas. Comemorei meu aniversário por 24 horas (e isso não é exagero). Criei um blog. Desisti. Criei outro blog. Estou tentando.

 

 

A notícia da possibilidade de ficar órfã de pai me pegou de surpresa. Inevítável.  O Câncer. Aguardar o momento e pensar: e agora? O cansaço. A dor. A força.

 

 

Abraços. Beijos. Decepções. Surpresas. Certezas. Dúvidas.Gargalhadas de doer a barriga. Choro. Vazio. Euforia. Mudança.

 

Em suma, olhando para trás percebo que eu vivi. E o que parecia um texto “fim de festa”, só me faz desejar que em 2009, venha mais vida e coragem para todos nós. Apenas isso. Viva!

1 comentário

Arquivado em Cotidiano

Uma resposta para “Viva o Ano Novo

  1. Daniel Blanco

    E estou muito feliz por achar a pessoa certa.
    Poder vivenciar a vida com vc nestes meses q passaram, foi uma coisa extraordinária. E pode ter certeza q ficarei do seu lado para as próximas alegrias e tristezas q virão. Não vou te abandonar.
    Beijos do seu, Dan

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