Ô Abre Alas que o “Discípulos” vai passar

Pediatra e clínico no ambulatório da Ensp, chefe da equipe de emergência no Hospital de Paquetá, homeopata, candidato a doutorado, ator, poeta, cantor, compositor e sambista, essas são algumas das muitas artes da vida de Pedro Jonathas, que pelo segundo ano consecutivo emplaca o samba do Bloco Discípulos de Oswaldo.

            Quem vê de fora, acha inusitado, mas conciliar Ciência e Arte não chega a ser uma novidade: Pela Mitologia Grega, Esculápio, o Deus da Medicina, oferecia no centro médico da cidade espaço para poesia, música e outras manifestações artísticas, como forma de ajudar na cura dos pacientes. Na opinião de Pedro Jonathas, trabalhar essas muitas facetas é apenas uma retomada dessas raízes humanas:

            “Eu durmo cantando. Acordo cantando. Não existe conflito entre a Medicina, a música e o teatro. Eu me preencho com esses elementos, ninguém pode tirá-los de mim. O meu ser é hora médico, hora artista. Dá tempo para tudo isso, por que não?”, diz em tom apaixonado.

            Parece natural que para quem se divide entre consultórios e poesias o tema Dengue tenha vindo a calhar. No entanto, o compositor explica que foram três dias estudando o assunto, se envolvendo com as palavras até chegar o samba que convenceu os jurados e vai ganhar as ruas do Amorim, no dia 18 de fevereiro. Diferente de uma poesia livre, os sambas devem se encaixar em um enredo determinado e, por isso, o exercício de composição é inevitável:

            “Enquanto as pessoas estão envolvidas com outras coisas, você está ali rasgando papel, pensando no tema, sozinho com aquela história, e aí, parece que a inspiração vem por merecimento. Não sei se é coisa de Deus, de uma energia maior, mas a gente tem que trabalhar para merecer a letra”.    

            Depois do solitário exercício de composição,  Pedro Jonathas afinou o tom com os parceiros Raphael Pinheiro e Waldy Jorge que sugeriram detalhes e harmonias que fizeram a diferença para o nascimento de “Dengue… Ontem, hoje e até quando?”, da forma como os foliões de plantão podem conhecer no site da Asfoc-SN.

            No meio de tanta animação o único obstáculo para Pedro foi o dia de defender o samba:

            “Eu achei que não ia ganhar este ano. O rapaz do cavaco me deixou ‘na mão’. Foi um sufoco”, comenta.             Águas passadas. Dificuldade transposta. Agora é só esperar para viver mais uma vez a emoção de ver os “discípulos passarem” animados por um samba composto por ele.    

 

            “O carnaval é a grande manifestação da arte. Quem ali é artista ou platéia? Tudo é uma coisa só, assim como na festa de Dionísio. A música me emociona. Fazer o que? Eu nasci assim”, conclui entusiasmado.

 

            Serviço:

            Bloco Discípulos de Oswaldo

            Quarta-Feira, 18/02

            Concentração: Padaria do Amorim / RJ

            Hora: 19h

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