A marolinha virou Tsunami aqui em casa

No ano passado houve um crescimento de 5,1%, no PIB brasileiro, mas no último trimestre do ano o que presenciamos foi uma forte retração no mercado. Efeitos da tal marolinha que jamais chegaria do lado debaixo da linha do equador? Ou tive um delírio com um certo discurso do nosso presidente?!

Faz parte deste delírio também o fato de ter aberto os jornais e lido que as agências financeiras dizem que a crise ainda não chegou ao fundo do poço e, que por isso, os problemas nas empresas se estenderão até o segundo semestre deste ano – na melhor das hipóteses-?

Agora, tudo bem que as exportações estão ligadas a commodities, que a estagnação do mercado é prejudicial à saúde das empresas… mas as perguntas continuam: por que patrão na hora de aumentar o salário dos funcionários fala em 0.5%, no máximo 1.5%, mas na hora de chorar o fantasma da crise mundial, tratam logo de cortar 20% dos rendimentos dos empregados?! Essa parte, me desculpa presidente, não foi pesadelo, não.

Como também não estava dormindo quando antes desse generoso corte houve demissões em massa na empresa.

O mais curioso é que pouco após a marolinha ter virado Tsunami no orçamento da minha casa, uma certa BMW, de um certo patrão, precisou fazer o motor (que lástima!) e ele desembolsa, sem esconder, e sem medo de ser feliz VINTE E CINCO MIL REAIS. Quais os parâmetros?!

O cara é rico, independente da crise, mas para manter os funcionários depende da produção da empresa. Agora, se já houve cortes na empresa, não deveria servir para deixar estável o bolso dos que ficaram? Então tiram o pão da minha mesa (que aqui perto de casa aumentou de novo, a revelia, porque ninguém fiscaliza mesmo) para colocar motor no carro de um sujeito que tem mais três carros importados na garagem?

Eu volto a perguntar: até quando vamos agüentar calados os desmandos do topo da pirâmide social?!

4 Comentários

Arquivado em Política interna

4 Respostas para “A marolinha virou Tsunami aqui em casa

  1. Ma

    Para todo o sempre, Fefê…É só dar um aumento de R$3, um feriado em seguida, que todo mundo acha que aki é a Suécia…
    ô paízinho de merda…

  2. Daniel Blanco

    O coração dói quando o filho precisar comer, contas para pagar, conforto que podemos perder a qualquer momento devido a essas situações. A gente se sente um nada quando não temos nada para poder oferecer. E não se mais um nada ainda quando trabalhamos duro e não saímos do lugar porque os que estão lá em cima não olham aqui para os de baixo.

  3. Guapa!!!!

    Dados enviados para a D. Engraçadinha!!!

    =)

    PS.: Seu blog é muito sério e eu sou loira na origem. Como não vou conseguir fazer nenhum comentário relevante e para não ficar com cara de pseudo-intelectual, não vou comentar nada!

    =P

    Besos…

  4. Rog

    se o cara é rico. é rico. fim.

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