Arquivo do mês: junho 2009

Redirecionando

topo2

 

 

 

 

 

 

Hoje estava de saco cheio do mundo real que só me traz desgosto.

Fui postar na minha “casinha de praia”.

Clique na imagem para me encotrar.

2 Comentários

Arquivado em Besteirol

Por Que Você Não Disse Que Me Amava?

Ê, vida bandida… Acho que desde “Ensina-me a viver” não postava sobre a vida cultural carioca. Pois bem, ontem a noite, me aventurei na estréia de “Por Que Você Não Disse Que Me Amava?”, no Teatro Nelson Rodrigues, Centro-RJ.

Com direção de Paulo Betti, os atores Cristina Pereira e Rafael Ponzi encenam a vida de um casal isolado pelo tempo: eles não conseguem ficar juntos e nem separados. Já não sabem se amam ou odeiam a relação e, no entanto, só restaram um ao outro como companhia.

Na primeira cena, Gabriela pede para Fernando José tirar do fogo uma chaleira com água fervente. O pedido é ignorado, e a peça desenrola numa metáfora da própria relação que, em ebulição, evapora lentamente o tempo e a vida, até secar por completo os sentimentos.                    

E neste clima de evaporação do que importa na vida, o espetáculo segue lento, sem grandes movimentos, com muitos momentos de silêncio ou permeado por MPB das antigas, como quem ouve a velha vitrola.

De início, me gerou certo incômodo, mas se foi intencional, o vazio passa seu recado quando analisado friamente: te deixa a sensação de que o tempo desgasta e não sobra o que dizer.

Aliás, se as pessoas concluíram o mesmo que eu, também precisaram de tempo; Toda a platéia sem entender bem o The End aplaudiu timidamente, como quem pergunta: Era só isso?!

A sinopse qualifica o espetáculo como comédia, mas não espere morrer de rir. Em relação aos toques de tragédia, também não esperem se comover. Na minha opinião, toda história precisa de um reverso dramático para tocar e, desta vez, ele não veio. Foi vazio apenas, sem nenhuma mensagem especial.

Todo mundo sabe que eu não gosto de “baixar o porrete” em nenhuma produção brasileira, porque só Deus sabe o quanto esse pessoal rala para levar ao público uma história. Por isso, entendam: Não quero dizer com este post que não vale a pena sair de casa para assistir, apenas digo que não me emocionou.

O lado bom? É uma história bem curtinha. Se fosse TV, estaria na MTV. Antes que o povo durma, já acabou. Nisso acertou o diretor.

Serviço:
“Por Que Você Não Disse Que Me Amava?”
Teatro Nelson Rodrigues – Caixa Cultural
Avenida República do Chile, 230 – anexo.
Preço: R$30,00
De Quinta a sábado, 20h; domingo, 19h.
Até dia 28 de junho.

3 Comentários

Arquivado em Entretenimento

Adeus, Amazônia!

Noite passada eu tive um pesadelo! Sonhei que houve uma revolta no mar. De lá saía um molusco que assumia a presidência e doava as terras da Amazônia. Meu filho crescia pagando caro por medicamentos tirados de ervas da nossa pátria amada e patentiados por outros Estados. E meus netos, foram sucumbidos pelo calor devastador do aquecimento global, depois de um desequilíbrio ecológico irreversível causado por madeireiras que devastaram nossa floresta. Me debati, gritei: “tirem esse molusco daí”, mas ninguém me ouviu.

Não era sonho, não. Era premonição. No apagar das luzes de quarta-feira, enquanto o povo descansava do pesado dia de trabalho o senado regularizava a invasão das nossas terras da Amazônia numa Medida Provisória de tirar o sono de qualquer cidadão minimamente consciente:

Em ocupações de até 100 hectares, as terras serão doadas aos posseiros. De 101 a 400 hectares, serão vendidas a preço simbólico. E até 1,5 mil hectares serão vendidas a preço de mercado para os invasores, que terão 20 anos para pagar.

A nossa realidade?! É que alguns atores acreditam que 1,1 milhão assinaturas pedindo o fim do desmatamento vai sensibilizar nosso presidente “cabeça de molusco”, para que tome conta do desmatamento da floresta. Nem a minha falecida avó acreditava em abaixo-assinado, mas a ONG Amazônia Para Sempre acha que desta forma vai conseguir parar com os desmandos desse governo (ou dessa falta de governo).

A realidade mais dura?! É que ao menos a Ong acredita em alguma coisa, pior o povo que não se mexe para nada e assiste pacificamente a nossa própria destruição.  Eu grito, mas ninguém ouve: “Até quando?”

5 Comentários

Arquivado em Política interna

Tem gente planejando novo imposto

Neste momento o mundo se mobiliza no perdido vôo AF447 da Air France. Mas eu que não estava a bordo, nem aguardava por ninguém que nele estava estou mais horrorizada com o noticiário local: ‘O prefeito Eduardo Paes afirmou ontem que é favorável à criação de um novo tributo para financiar a iluminação pública na cidade”.

A taxa de R$3,50 seria embutida no IPTU ou nas contas de luz dos moradores da cidade.

Gente, peraí. Tudo o que a gente paga, tem que pagar de novo para esses governantes acabarem por colocar tudo que arrecadam nas cuecas? Cadê nosso IR, IPTU e tantas outras taxas começadas com “I” que deveriam ser revertidas em benefícios a população e não temos nenhum?

Qualquer dia o funcionário da Light vai pedir lâmpadas de mercúrio na rua se quisermos ter luz. E todo mundo vai achar normal. Faça-me o favor!

A enquete realizada pelo O Dia Online aponta que 92,5% dos leitores que responderam, não acham justo a cobrança; Ainda segundo o jornal, 31 dos 51 vereadores afirmaram que votariam contra esse absurdo, mas quem confia na Câmara? Provavelmente vamos engolir calados mais essa. Não duvido nada que ao se desfazer a cortina de fumaça da AirFrance, já tenham nos enfiado goela a baixo mais esse desmando. Sim, porque votação que interessa ao povo demora, mas para jogar a gente mais fundo no poço, fazem até sessão extra.

Vou ali tomar meu calmante e já volto.

3 Comentários

Arquivado em Política interna