Arquivo do mês: julho 2009

Por um Fio ganha os palcos do Rio de Janeiro

Depois de uma temporada muito bem repercutida na mídia paulista, na última quinta-feira, estreou no Teatro SESC Ginástico (RJ), o espetáculo Por um fio, livremente adaptado do livro do Dr. Dráuzio Varella que vendeu mais de 200 mil exemplares desde seu lançamento em 2002.

No palco, Regina Braga (que é também esposa do médico) e Rodolfo Vaz apresentam uma seleção de 11 histórias extraídas do livro que nada mais abordam do que a necessidade de se viver plenamente os pequenos momentos da vida.

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“Por que comigo?”… O câncer… A desigualdade social… A esperança (ou a completa ausência dela) e o encontro de um novo ponto de vista quando a vida está por um fio. Como no livro, este é o desenrolar da peça que muito longe de deprimir a platéia, emociona, toca, faz rir e chorar. Aliás, como tudo que passamos na vida.

Quem vivenciou o câncer, tratando a doença ou perto dela de alguma forma, imediatamente cria a identificação e entende que não está sozinho. Ganha conforto. Quem nunca vivenciou, acredito que fica um grande recado: pode acontecer com qualquer um e a consciência da finitude da vida faz renascer.

Não esperem encontrar a biografia de vida ou de carreira do médico famoso mas sobre a maneira de perceber o tempo e a vida.  Também não esperem dramatização, os atores fazem apenas a narração dos personagens, como quem lê em voz alta a alma das pessoas descritas no livro. O espetáculo está muito mais focado nas histórias e em suas morais do que no jogo cênico.

O resultado disso? Platéia tocada e aplausos calorosos de pé. Com muita justiça.

Serviço:
LOCAL: Teatro SESC Ginástico
Endereço:
Av. Graça Aranha, 187 – tel: 21 2279 4027
HORÁRIOS: 5ª a domingo, às 19h          
DURAÇÃO: 70 min.
INGRESSOS:
R$ 5ª e domingo, R$30,00, R$15,00 (meia) e R$7,50 (comerciários)
6ª e sábado, R$40,00, R$20,00 (meia) e R$10,00 (comerciários)CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: 12 anos                 
TEMPORADA: até 13 de setembro

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Olimpo (ainda) de portas fechadas

O que o Twitter é e como funciona muitas matérias na mídia impressa e digital já se encarregaram de contar. A novidade agora é a onda de celebridades que resolveram criar seus perfis na rede: Rubens Barrichello, Fernanda Young, Bruno Gagliasso, Júnior Lima (da Sandy), a própria Sandy (que agora é Leah) e, o mais frenético deles, Luciano Huck.

Quando ouvi, sábado a tarde, o apresentador anunciar o seu “@” para milhares de pessoas na TV, eu que sou idealista, gritei: “ponto para a interatividade!”  Afinal de contas, o Twitter tem como principal finalidade a troca de informações, o compartilhamento de idéias e ações. Aparecer por aparecer, essas pessoas já estão em evidência, não precisam se expor mais. Portanto, tive a breve ilusão de que finalmente baixaria a ponte elevadiça do Olimpo e viveríamos tempos de “Aldeia Global”, ao menos na Internet.

Não é nada disso o que acontece por lá. Olimpianos só se comunicam entre si e, expõe sim, suas viagens, férias, sets de filmagem. Bom pra eles, que agora possuem um canal de fofoca sem precisar dos fofoqueiros de plantão. Eles mesmos falam de si, falam o que querem que saibam, claro, saciam a necessidade de quem gosta de acompanhá-los feito novela e, o que é melhor criam o imaginário de proximidade que todo plebeu gostaria de ter.

Para o mundo virtual nada acrescentou. Luciano Huck, por exemplo, o máximo que chegou perto do público foi abrir campanha para doar 5 televisores LCD para os primeiros a lhe mandarem mensagem quando seu perfil atingisse 1500 seguidores. Claro, aproveitou e divulgou seu parceiro Ricardo Eletro (que vem acompanhando o quadro Lar doce Lar, no Caldeirão). Depois disso, agradeceu a participação e… Nada mais! Suas twittadas seguem sempre para o Marcelo Tas, Rubinho entre outros do seu próprio mitiê.

Claro que as mensagens pra ele deve chegar aos montes e, é difícil administrar (olha minha porção fã falando). Mesmo para nós, nerds, tem dias que é difícil, mas uma outra deveria lhe chamar a atenção ou não?! Nem que fosse por graça, por solidariedade, não sei. Fato é que o Olimpo apenas colocou uma janela para o mundo, mas ainda não divide seu manjar com os mortais.

Como idealista, continuo acreditando na Internet e em suas possibilidades e sei que um dia, ainda poderemos sugerir pautas, quadros, coisas que mudem a TV nossa de cada dia pra melhor. 

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Triste é depender de “busão”

BUSÃO

Em todo anúncio de emprego está lá impresso nos “benefícios” o Vale Transporte. Pois é, Até que a ajuda no ir e vir do trabalhador seria lucro, não fosse as empresas de ônibus, sua não regularidade, seus motoristas sempre prontos para matar (no mal sentido).

Pior ainda, quando a empresa só arca com um modal por dia, porque isso, condena o trabalhador ao aperto do busão que poupar mais sola de sapato e, que claro, traz mais sofrimento ao proletário.

Só de pensar ficou “Fê da Vida”, não foi?! Quem não fica?! Por isso, estou inaugurando hoje mais um bloguinho: Viação Busão.

Aparece lá. Garanto que a viagem é rápida e de frescão.

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Mulheres sufocadas pela Crise Mundial

Já bem diz o ditado: “Quem tem padrinho, não morre pagão”.  A recíproca é verdadeira, principalmente para a mulher, no mercado de trabalho.  Essa crescente história de QI, até para servir cafezinho, põe abaixo todo o meu investimento em cultura e educação e me deixa Fê da Vida.

Só que essa história, publiquei no Mulheres à La Carte. Vejo vocês lá.

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A torcida grita em coro: Avante Bonsucesso!

thefixParece incrível, mas apesar de ser brasileira e morar na cidade de um dos maiores estádios do mundo eu não torço para nenhum time de futebol. Em geral, mesmo quem não acompanha, escolhe um time qualquer, seja por influência da família ou para não ficar de fora da roda de amigos. Eu, simplesmente, decidi fazer graça. Quando alguém insiste que tenho que ter um time, eu digo logo: torço pelo Bonsucesso.

Diz a Wikipedia, que o clube já foi finalista do Campeonato Carioca da 1º Divisão, em 1924, quando foi derrotado pelo Vasco na final por 1 a 0, sagrando-se vice-campeão carioca. Quanto orgulho! Hoje em dia, a “força Rubro Anil”, não é nem figurante em nenhum campeonato de expressão e aí, que é perfeito para mim, que passo bem longe do futebol.

A explicação para isso é muito racional: sempre percebi articulações nos bastidores, no sentido de comprar resultados e criar calendários, bem como jogos rentáveis, principalmente nas Copas do Mundo. Claro que o torcedor no auge do seu fervor não vai dar o “braço a torcer” para o óbvio, mas assim como eu, o jornalista canadense Declan Hill deu e foi além: acaba de lançar o livro “The Fix Soccer and organized crime”. Não existe ainda tradução, mas seria algo como Armação do futebol e o crime organizado.

Entre algumas articulações, Hill, descobriu que máfia do futebol se concentra nas bolsas de apostas asiáticas para “fabricar” os resultados, entre eles, quatro jogos do Mundial de 2006, na Alemanha. Incluindo o que fez de Ronaldo o maior artilheiro da história das Copas, com a vitória da seleção canarinho sobre o Gana por 3 a 0. O combinado com alguns jogadores ganeses, conforme apurou o autor, era o Brasil vencer por dois ou mais gols de diferença.

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Enquanto a Fifa apurar o caso (se é que não sabem e não estão envolvidos, claro), vai se aproximando a Copa da África do Sul. E eu, como dos outros anos, enquanto o povo brada “que é brasileiro com muito orgulho e muito amor”, aproveito a folga do jogo para tirar um soninho, ou ler algum livro atrasado na gaveta. Até porque a nossa pátria tinha que ter era luva de boxes nas mãos (para lutar por direitos que nos são roubados, inclusive os de lazer, vide a compra dos resultados dos jogos) e não chuteiras nos pés.

A reportagem completa sobre o livro, você pode encontrar aqui.

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Operação Sorriso na UFRJ

UFRJ

Pelo segundo ano consecutivo o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (Hospital do Fundão) recebe o “Operação Sorriso”, que realiza cirurgias plásticas reparadoras em pacientes portadores de fendas lábio-palatinas, Este ano, o projeto vai ajudar a 100 pessoas, por isso, vamos ajudar a divulgar. Passe a frente esta idéia, nunca se sabe, onde haverá alguém precisando.

 

Clique aqui, para obter outras informações.

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Sinceridade Infantil

Eu vou confessar: meus finais de semana tem sido completo tédio, por motivos que não convém discorrer em um post. Mas não vou ficar amargurada com isso (pelo menos, tento não ficar). Por isso, dei uma de maluca e comecei a dançar coisa brega e da antiga, que era pra rir de mim mesma.

Desencavo do baú uma Macarena, que era música certa em qualquer festinha. Meu filho de 9 anos entra no clima. No final, nos jogamos no colchão e ele, no meio de uma crise de riso,  dispara:

– Ai, mãe. Quando eu crescer quero ser igual a você.

Eu cheia de mim, pergunto com o sorriso largo no rosto:

– Verdade, meu filho?! Por quê?

– Porque vai ser muito legal ter um filho igual a mim.

desconfiado

 Então tá. Pelo menos, tenho que reconhecer, está muito perto dele ser mesmo como eu quando crescer: indiscutivelmente temos a mesma modéstia.

Bom domingo cinzento!

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