Ídolos substituídos tão rápido quanto um clique

James Dean, Rolling Stones, Michael Jackson, Menudos, Backstreet Boys. Da década de 50 até hoje, os ídolos teens são venerados pelas meninas e copiados pelos rapazes. Se existe alguma diferença fundamental no comportamento da garotada é que os jovens de hoje não colam um pôster na parede. Baixam vários na internet. È normal encontrarmos o mesmo grupo chorando de paixão na Apoteose com o Jonas Brothers em um dia e no outro, se preparando com ardor para a estréia no cinema de Hannah Montana.

Engana-se quem pensa que isso é reflexo de uma geração volúvel. É sim o resultado do excesso de informações, que abre as portas para mais e maiores sonhos. James Dean, por exemplo, explodiu ao ditar a rebeldia, traçar novos conceitos, em um mundo reprimido. Hannah Montana, ao contrário, nasceu com toda a liberdade: é uma uma adolescente de 14 anos que mora em  Malibu  com seu irmão mais velho e o pai compositor. E como se todos os elementos não fossem o suficiente para pintar o mundo de rosa, a jovem ainda guarda uma “identidade secreta”: ela é uma estrela pop. É ou não para sonhar?!

Jonas Brothers não é sonho, mas a realidade que qualquer garoto pediria aos seus “padrinhos mágicos” (se assim existissem). O menino Nicholas Jonas, então com seis anos, foi descoberto em um salão de cabeleireiro enquanto cantarolava para sua mãe que cortava o cabelo; Acabou crescendo nos shows da Broadway e se unindo, por opção da gravadora, aos outros irmãos Kevin e Joe. A explosão de It’s About Time, Jonas Brothers, A Little Bit Longer e Lines e Vines and Trying Times, parece mesmo predestinação.

Os ídolos já não representam a identificação com as tribos como acontecia há dez ou vinte anos, mas a realidade dos tempos de hoje. A busca do glamour é real, tanto quanto a pressa que impôs o mundo virtual sempre em constante formatação.  O que vale hoje em dia é a diversão e o quanto de sonho cada slogan publicitário garante. No mais é vibrar de paixão em um show, imitar os modelitos da moda ao raiar do dia e, amanhã quem sabe?! Será outro dia, ditando “quereres” diferentes. A imprensa que fique esperta às novas tendências (que aliás, não à toa é a palavra da moda).

4 Comentários

Arquivado em Cotidiano

4 Respostas para “Ídolos substituídos tão rápido quanto um clique

  1. Daniel Blanco

    Aeeeee.
    depois de semanas.
    É bom ver você escrevendo de novo.

  2. Ma

    O hoje já é passado!!!
    Eu pensei nisso outro dia quando vi alguem comentando uma tirinha do Calvin( Do Bill Waterson, meu ídolo!) > ” …que fazer, quando o futuro insiste em tornar-se passado…?”
    Assim sendo o hjo, não existe!!!
    Pra pirar , não acha…
    Discussões filosóficas à parte, vamos em frente!!!

  3. Speachless!

    Só isso. E chapada, claro!

  4. Só tenho uma coisa a dizer:

    Deus não dá asas a cobra! 🙂

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