Arquivo do mês: outubro 2009

Enquanto isso, no asfalto… Faz-se horta-comunitária de maconha

maconha_dunga1O deputado Paulo Teixeira (PT-SP), escolhido pelo Ministério da Justiça para ser o interlocutor do governo para revisão da lei sobre drogas defende não só a legalização da maconha e o porte da droga para consumo pessoal, como também é a favor do plantio para fins medicinais.

Explica-se: O Office of National Drug Control Policy, órgão responsável controle de medicamentos nos EUA patrocinou recentemente um estudo comprovando que a maconha pode produzir um efeito analgésico importante em pacientes que fazem uso de quimioterapia, em pós-operatório, portadores de lesão da coluna vertebral, entre outros casos de dores crônicas. A erva pode ser usada também no tratamento do glaucoma, epilepsia e em casos que sejam necessários a estimulação do apetite.

A partir dessa prática medicinal o deputado acredita ser necessário regular o autoplantio, com licenças concedidas pelo Ministério da Saúde, para permitir que, as pessoas que queiram, possam consumir maconha sem ter de recorrer a criminosos para adquiri-la.

Já contaram ao nobre deputado que ele está no Brasil?

Em primeiro lugar, qualquer dinheirinho compraria um atestado médico indicando a maconha como remédio. Com um pouco mais de moedinhas, se conseguiria o alvará para o plantio direto na fonte, ou seja, no Ministério da Saúde (quem duvida?). Sem contar que a legalização, ia trazer um monte de traficantes de fora para “fumar”, digo comprar, na nossa fonte. Não dou seis meses para isso aqui estar pior que a Bolívia.

Diria que não só mais uma vez é dado Direitos Humanos para marginais em detrimento da sociedade, como um deputado nosso, que recebeu nosso voto, pensa muito mais em benefício próprio do que nas reais necessidades do povo.

fumado um para engolir mais essa!

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O próximo sangue a jorrar pode ser o seu

lutoSabem o drama da mulher que morreu baleada na favela Kelson’s, na Penha, deixando ferida a filha de 11 meses que estava em seu colo? Pois é, aconteceu bem perto de mim. A mãe de Ana Cristina Costa mora na rua da creche em que minha irmã mais velha trabalha. E não raro, elas eram vistas passando aqui no meu portão com as três crianças, hoje órfãs.

Antes mesmo de conhecermos a notícia da tragédia, soubemos de uma ambulância da SAMU que havia prestado socorro à D. Maria que sofre de problemas do coração. A coitada devia de ter recebido a notícia naquela hora.

Pois é, a violência está cada dia mais perto. Não importa quanto mais alto a gente coloque os muros ou quanto mais grades se consiga instalar, esse tipo de fatalidade é uma constante.

Não sei vocês, mas o termo selva de pedra para mim tem feito muito sentido, na hora de descrever nossa realidade. Não me espantaria nenhum pouco, se nas nossas divisas, encontrasse uma placa: “temporada de caça aos humanos”, porque quando abro o portão da minha casa, já me sinto uma presa fácil. Posso ser abatida pelo rifle da nossa despreparada PM ou pela mira da bandidagem que anda cada vez mais senhora de si, tamanha a impunidade.

Animais enlouquecidos suam a camisa pela sobrevivência. Vence o mais forte. Vence a maior sorte. Até às duas da tarde de hoje, tive a oportunidade de continuar com saúde e refletir sobre o medo que me assola dia e noite. Daqui para o fim do dia, Deus permita que as balas se percam noutra direção.

Vira essa boca pra lá?! Viro.

E fecho os olhos também, para fazer de conta que tudo vai bem, porque meu clã tem sobrevivido com a graça de Deus. Mas até quando vamos viver como seres irracionais, aceitando tanto descaso das nossas autoridades e tendo um cérebro que pulsa dentro das nossas cabeças?

Até quando?!

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Salve-se quem puder

No meio desta guerra entre traficantes, que deixa em pânico não só a Zona Norte, como o Rio de Janeiro inteiro (lembrando que o tráfico derrubou um helicóptero da Polícia Militar, o que demonstra bem que tipo de armamento eles têm entocados na boca de fumo), me chega a notícia de que, até o fim do ano, o governo proporá mudanças na legislação, de forma a livrar quem for flagrado vendendo pequena quantidade de drogas da cadeia.

É isso mesmo o que vocês entenderam: Traficante agora terá gênero de delito – pequeno traficante (crimezinho), grande traficante (crimão) -, estando a primeira classe sujeita apenas a pagar penas alternativas pelo mal que faz a sociedade.

O critério para essa avaliação seria cômico, se não fosse trágico. Se o sujeito for pego desarmado, com uma quantidade menor de droga e não tiver ligação com o crime organizado, estará livre. Agora, esperem aí, o fato de estar vendendo este tipo de material, já não é prova suficiente de que a ligação com o tráfico existe? Não precisa nem ser a mãe Dinah, ou estou errada? Convenhamos, a droga não aparece nas mãos do infrator por geração espontânea, alguém repassou.  Além disso, é claro, que os fornecimentos para consumidores de renda mais alta não saem com carrinho de mão da favela. Vem pro asfalto em pequenas porções.

Se a medida não for arquivada no Congresso, acho que o COI vai ter escolhido mesmo uma praça de guerras para os seus pacíficos jogos Olímpicos de 2016. E o que será de nós até lá? Só Deus mesmo para saber!

Obs.: Fui entrevistada para o O Estado RJ Online, e a matéria está no ar. Visitem!

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É guerra!

E não é que estou com uma dívida de cinco dias para a atualização do blog?! Não porque não tenha ficado Fê da Vida com nada nos últimos dias… Foi na minha cidade que bandidos derrubaram um helicóptero e, também é por aqui que está acontecendo uma guerra cada vez mais sangrenta, que deixam bandidos a solta na rua, enquanto nós, vivemos em pânico, cada vez mais trancados em casa. Neste cenário, se a gente não morre por bala perdida, morre de ódio mesmo.

Fico me perguntando como é que o governo pode querer gastar 854 milhões de Reais    na construção de uma Vila Olímpica, R$60 milhões em um moderníssimo Velódromo para 2016, enquanto o povo fica no meio do fogo cruzado e ainda acha bom. A falta de prioridades e a irresponsabilidade com os gastos públicos, é uma coisa que não tem nem me inspirado mais a postar. Minha única vontade é de sentar e chorar.

O que eu gostaria de saber é se solicito ao governo federal, estadual ou municipal, os equipamentos a prova de balas para que eu consiga transitar e trabalhar no Rio de Janeiro. Afinal, tenho que gerar mais riqueza pros deputados enfiarem nas cuecas (porque não metem uma bomba no *) e salve-se quem puder.

Em sua crítica no Jornal da Globo, o Arnaldo Jabor, foi muito feliz ao concluir que as armas que estão causando esse caos, vem pelo ar, mar e terra e, que para isso temos Aeronáutica, Marinha e Exército.

Quer dizer, não sei. Será que temos?!

Valha-nos Deus, porque a emergência dos nossos homens é fazer mais pizza em CPIs e Olimpíadas para desviarem mais alguma coisa. Eles acham pouco e, nós, não sabemos gritar.

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Zé Mayer Facts

A pulga não sai de trás da minha orelha: Antes do #zemayerfacts pular do Trending Topics do Twitter (as tags mais publicadas) para uma matéria do Fantástico, eu fiz o primeiro elogio ao charme do ator no site.

Do que é que eu estou falando?! Eu conto. Mas só se você clicar e abrir o cardápio do Mulheres à La carte.

mulheres

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Estação: Fundo do Baú

E daí que o causo é velho? Para blogueiro causo é causo. Além disso, na minha opinião, história velha é mais gostosa: mata saudade, gera retrospectiva, renova aquela gargalhada de outrora.

Do que eu estou falando? Da Estação Fundo do Baú, que você pode descer comigo no Viação Busão, topas?

BUSÃO

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Soluções Google para quase tudo

Chamando Dr. Google

Chamando Dr. Google

O Google é um oráculo eficiente, com respostas rápidas para tudo o que paira sobre a face da Terra. Concordo. Se não está no poderoso site de buscas, então, não existe. Fato. Ainda que não exista somente para, nós, os internautas, o que já é, em si, motivo suficiente para ter metade da verdade.

O que me espanta é que o site agora é motivo para insônia. Minha irmã outro dia, me ligou apavorada com a consulta que fez ao Google de um sintoma que havia apresentado e que, segundo sua busca, era característica de tumor maligno na região. Ela leu aquilo, somou ao fato da quantidade de casos de câncer na família e, se acabou de nervoso.

Quando ela ligou nervosa, falei que tinha tido o mesmo problema há um tempo atrás e que um remedinho bobo pra controle hormonal tinha resolvido a questão. Bom, mas eu não estava em desespero, ela já tinha se consultado com o Dr. Google e fim de feriado. Para todos nós. Ela porque estava doente em fase terminal e, nós preocupadas com que o desespero acabasse mesmo lhe colocando doente.

Acho muito interessante, quando após um diagnóstico, se consulte um site para saber mais sobre o assunto, encontrar especialistas ou métodos alternativos. Na ocasião da doença do meu pai, consultei muitas vezes o “doutor virtual” atrás de uma esperança ou um consolo. Entretanto, fazer o diagnóstico através do www é quase suicídio, gente! E, o primeiro passo para automedicação, que todo mundo já sabe, não é recomendável.

A Fiocruz pretende lançar até o final do ano um laboratório de avaliação dos sites com informações de saúde. Por um lado os médicos vão dizer quais sites são confiáveis e, por outro, pacientes irão consultar e avaliar se a linguagem é acessível a todos. Assim, os ansiosos de plantão, poderão fazer suas consultas de forma segura e se municiar de perguntas que ajudem na comunicação com o médico. Prestaram atenção? Nada substituirá o médico e seus anos investidos em estudos e conhecimentos.  

Sintomas estranhos devem levar você, amigo leitor, ao médico (ainda que o SUS seja de doer) e não à internet.

Cuidem-se!

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