Arquivo do mês: novembro 2009

Hora de Boicotar o Metrô Rio

Fonte: O Globo online

Lá fui eu fazer exame admissional no Centro da Cidade, achando que nada poderia abalar a felicidade de encontrar, finalmente, um emprego na minha área. Pois o maldito Metrô, tinha que me provar o contrário:

Não estava respeitando o tempo habitual entre as composições (esperei bem mais de cinco minutos na estação) e, o caos, nem tinha começado! Para variar o vagão estava espremido feito lata de sardinha, e ainda trazia o agravante da falta de ar condicionado.

Não é mole, não ser proletário nessa cidade!

Imaginem a superlotação habitual, mas sem nenhuma ventilação? O suor rolava do meu rosto e molhava meu cabelo, como nem a ducha de casa é capaz de fazer. As roupas foram grudando no corpo, eu tentava levantar a cabeça pra respirar e não vinha o ar. Por todo lado, a mesma situação. Fiquei sem saber se havia pago por transporte ou pra fazer sauna coletiva sem eucalipto.

Experimentei de perto a sensação dos judeus no holocausto. Acho que todo mundo lembra que uma das formas de matança era colocar os prisioneiros em um ônibus sem janela e virar para dentro do veículo a liberação do Gás Carbônico. Morte lenta e sofrida. Sofrimento é bem o que define a interminável viagem.

Sim, porque se as composições estavam demorando mais que o normal, não era só por falta de trens, mas porque o metrô estava trafegando em velocidade mais baixa que o normal, por problemas técnicos na estação Central, conforme publicado em O Globo On Line.

É. Sempre tem um motivo pros coitadinhos sacrificarem o povo.

E é com esse ar “coitadinho” que a concessionária Metrô Rio, informa que está ciente dos problemas e informa que está investindo R$ 1,15 bilhão em melhorias para o sistema como um todo. Como eu não acredito em papai Noel…  Gostaria de lembrar que pela internet está sendo articulado um boicote de um dia inteiro: Ninguém viaja de metrô na segunda-feira, 30/11, em protesto.

Sempre que dói no bolso, a resposta aparece.

Por isso, quem usa o metrô, não fure a mobilização. Um dia que se acorde mais cedo, que se use o ônibus ou se ande mais um pouco pode transformar a vida de todo cidadão para melhor. Além disso, esse tipo de protesto organizado é muito mais eficaz do que o quebra-quebra que aconteceu recentemente na SuperVia. #ficadica

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Deixe seu recado…

Eu? Saí, né. Claro. Já viram o sol de rachar lá fora? Dia lindo de mais para nerdices.

O que foi? Saudade louca de me degustar? Não dá pra esperar???

Então vai lá, sou o prato do dia no Mulheres à La Carte.

See you

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Da Lei Seca

Reprodução TV Globo

– Ah, não! Outra Blitz da Lei Seca. Olha o maldito balão lá embaixo.
– E daí?
– E daí, o quê? Fico tensa com isso.
– Tensa por quê? Tu só bebeu água e Coca Cola a noite toda.
– Verdade. É que eu já nasci de porre.

 

Moral da história: a gente vive tanto de “jeitinho”, que quando está limpo, mantém os dois pés bem atrás.

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O que a Geysa tem?

No Fantástico ontem? Geysa Arruda (de novo). Em todos os sites de jornalismo ou não, desde o episódio mini-saia/Uniban, no dia 03/11? Geysa Arruda, lógico. Eu apostava em uma semana de blábláblá sobre o tema, mas pra minha surpresa, os desdobramentos entraram o mês, como se nada mais estarrecedor estivesse acontecendo no país.

Se eu não fico Fê da Vida com o machismo? Com a violência sofrida pela moça?

É. Achei que foi muito barulho por uma mini-saia. Principalmente no país do carnaval, onde todos já deveriam estar acostumados a topless, tapa sexo, roupas curtas, decotes enormes…

Em São Bernardo do Campo o pessoal não tem praia ou sambódromo e, portanto, acha falta de respeito a moçoila desfilar em trajes curtos? E quanto à tolerância a diversidade que deveria ser proporcionada pelos ares da universidade?! Ignorados pelos acadêmicos, com aval da direção da universidade que acabou por expulsar a aluna. Medieval isso!

Não estamos falando de Leila Diniz e sua gravidez exposta num biquíni duas peças, quando a repressão dominava o Brasil ou de Chiquinha Gonzaga, uma mulher separada manter-se como maestrina em mil oitocentos e poucos… É simplesmente uma mini-saia, num tempo em que aos 13 anos, qualquer meninota do colégio já está com sua sexualidade aflorada.

Barulho de mais da Uniban!

Mas o “culto a Geysa” que se instalou desde então me aborrece mais ainda,  ultrapassa os limites de tolerância a profecia dos 15 minutos de fama, formulada pelo cineasta norte-americano Andy Warhol há mais de 20 anos.  

Já pararam pra pensar, que sempre que sobe uma cortina dessa proporção para entreter o povo, na seqüência, vem uma notícia que atingirá muito mais diretamente a vida das pessoas? Por hora, achei debaixo da saia de Geysa, o Kassab, querendo aumentar em 40% o IPTU dos paulistas, além do apagão que até hoje ninguém explicou, embora tenha afetado quase todo o país… O que mais de importante não temos de destaque na mídia em detrimento às micro razões do caso Uniban?

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Malhação com nova identidade

Onde foi que andei que não fiquei Fê da Vida com o apagão da última terça-feira? No escuro, como quase todo mundo da região sudeste do país. E quando, clareou o dia, como todo brasileiro, degustei a pizza de não ter responsáveis (como sempre) pela falta de luz e que o Ministério Público vai apurar causas e responsáveis que não irá punir (como sempre).

Em outras palavras, no Brasil, tudo igual, só que com uma noite no escuro. Não sei nem mais do que reclamar… Então, como todo cidadão que não reclama nada, empurra com a barriga e dorme mal no calor piorado com a falta de energia, no dia seguinte eu fui tratar de entretenimento em grande estilo: na Central Globo de Produção, em Jacarepaguá.

Por lá, tem um gerador próprio de energia. Se fosse confirmado que o caos se arrastaria por três dias, ao menos a minha quarta-feira seria no geladinho do ar condicionado. O escape, claro, não foi premeditado (embora fosse providencial). Alguns dias antes, a Divisão de Relações Externas da emissora, convidou a mim e mais um seleto grupo de blogueiros para conversar com Ricardo Hofstetter (autor da nova temporada de Malhação ID) e os atores Fiuk, Cristiana Peres e Caroline Figueiredo sobre as mudanças da nova temporada da novelinha e a influência das mídias digitais na composição do produto.

Elenco

E o que podemos esperar?

Por um lado, o telespectador vai curtir o resgate dos patins roller e de uma trilha sonora anos 80. Vão conferir também uma geração de cenários 360º com câmeras no ombro, para dar mais mobilidade às cenas. Por outro lado, o público jovem vai ser fisgado pela Comunidade Malhação ID que traz websérie de 3 minutos totalmente improvisada pelos ídolos teen, o espaço Escondidinho que, por enquanto traz uma divulgação para o novo personagem nerd Jpeg, mas que em breve terá a participação de vídeos do público; Dá também para brincar de realidade aumentada, vestindo as camisas da abertura da novela. Entre outras atrações que só clicando para ver.

Ricardo Hofstetter @malhacaoid“Não temos a ilusão de chegar aos 49 pontos que conseguimos com a Vagabanda, em 2004. A concorrência da Internet existe, sim. Por isso, a idéia é usarmos os canais digitais para trazer a galera e, com isso, subir alguns pontinhos de Ibope, isso é possível.”, arrisca o autor.

É possível. E o Fê da Vida desde já aposta nesta TV de vanguarda. Cliquem, experimentem e identifiquem-se. Depois, não esqueçam de me contar. Ah! E pra quem quiser mais conteúdo inédito, pode seguir o Ricardo Hofstetter no twitter: @malhacaoid. #ficadica

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Acabou-se o que era doce

Se tem uma coisa injusta na natureza, essa coisa é a paixão.

Reparem bem nos casos que vocês já vivenciaram. O grande problema é que a paixão quando começa a arder, inflama os dois. Mas quando a chama se apaga, geralmente, deixa cinzas de um lado só.

O outro não entende… Cadê o calor que estava aqui? E todas as promessas? Os planos??? Começam as cobranças, o ciúme exagerado, o precipício.

Negação. Tentativa. Fracasso. Culpa. Medo…

O que fazer? Leia em MULHERES À LA CARTE  – que agora é mulheresalacarte.com -.

Hoje é dia de Mulheres à la carte

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Choro mais uma vítima social

IMG_0186Naquele dia, sabe-se Deus porque, o médico decidiu tirar o bebê de 11 meses, ainda com uma pneumonia avançada, do Centro de Tratamento Intensivo (CTI) e transferi-la para a enfermaria. Alta madrugada, sua mãe foi procurar uma enfermeira, pois a pequena estava com 200 batimentos cardíacos por minuto e respirava com dificuldade.  Depois de algum tempo, recebeu a indicação de que o pediatra não estava onde deveria estar (cumprindo seu plantão), mas que o quadro era normal.

Sem confiar muito na informação, mas com pouca experiência, a mãe viu seu bebezinho espumar, revirar os olhos (como quem lhe pede socorro) e falecer, sem socorro médico, dentro do Hospital Municipal Lourenço Jorge, depois de 2 dias de internação.

Toda essa cena aconteceu às 3h30 da madrugada. O médico, só chegou para autorizar a transferência da criança às 6h, quando já não havia mais vida a ser salva. Onde estava esse profissional? Dormindo? Cumprindo outra jornada, em outro ponto da cidade?

“Mataram minha filhinha, tia” – ela gritava no telefone, quando me ligou pra dar a notícia.

É. Mais uma tragédia na minha casa, em conseqüência do silêncio do nosso povo, que é roubado pelo governo diariamente, chora as mortes dos seus filhos e acha isso normal.

E os nossos direitos humanos?! A cada dia me sinto uma cadela vira-lata, perdida em um beco escuro de uma sociedade que não me pertence. Isso não é ser cidadão.

Se precisarem de mim hoje:

Cemitério do Pechincha
Capela C – Sepultamento às 13 h de Ana Luíza Bastos, 11 meses de vida.

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