Arquivo do mês: dezembro 2009

E lá se vai 2009

Geralmente prefiro deixar o balanço anual para o dia do meu aniversário. A gente vai ficando mais velha e a sensação de recomeço, ao menos para mim, é mais intensa. Promessas de ano novo… Não. Definitivamente não as faço. Seja qual for o balanço, aceito de bom grado as experiências e encaro as novas, de peito aberto. Prefiro planejar de pouquinho em pouquinho as arestas que vou aparando e os objetivos que preciso alcançar.  

Entretanto, o ano que acaba merece um tchau pela dor que me causou.

Em janeiro, perdi meu pai. Perdi um pedaço do meu chão. E embora, ainda hoje, todo mundo me diga que ele descansou, encerro o ano com a mesma dor que ele começou. Não sei bem se um dia essa ferida virará só uma leve cicatriz, mas definitivamente, 2009 marcou minha vida a ferro, com dor.

Foi o fim também do meu contrato na Fiocruz, depois de uma linda cobertura fotográfica da Colônia de Férias. Nunca vou esquecer os dois anos de trabalho e os colegas que fiz por lá. Foi a primeira porta no jornalismo aberta pra mim, profissionalmente falando. E, de verdade, marcou minha vida. Ter que dizer adeus, me traz lágrimas aos olhos ainda hoje. Talvez mais um sentimento que amenize com o tempo.

E falando em tempo, obrigada de mais aos amigos da vida real que me permitiram alugar ouvidos e entregaram seus corações. O clã fica cada dia menor, mas o time fica cada dia mais eficiente no socorro.  

Ô Braaaaand (piadinha interna)…

Em particular, obrigada ao Twitter que me trouxe a irreverência do @inverbis. Não teria atravessado o caos dando tantas gargalhadas, não fosse essa figura (Aproveitando o retrô, esse foi o ano que o Twitter bombou e já era tema da minha monografia um ano antes. Sim, sou genial).

Apesar de todos os medos, cheguei aos 30. Não senti mais dores por isso. Continuei moleca, sonhadora e tendo decepções amorosas cada vez piores. Felizmente, onde há espinhos, também há rosas. Em dezembro voltei à redação de rádio e, apesar de tudo, estou feliz com a minha falta de tempo até pra cuidar do blog. Prenúncio de um 2010 de mais alegrias e realizações.

É o que desejo pra mim, e pra vocês.

Vejo vocês o ano que vem.

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Avalie seu prefeito

Pesquisa Datafolha liberou a avaliação dos prefeitos das capitais, segundo gosto popular. Seguindo o critério ÓTIMO+BOM x RUIM+PÉSSIMO, o prefeito do Município do Rio, Eduardo Paes, ficou com a marca de 29% x 29%. Ou seja, o pessoal de novo não sabe pra onde vai.

Quanta novidade!

Só pra constar, esse é o prefeito do Choque de Ordem.

Pois é, ele não ofereceu alternativas para estacionarmos nossos carros em local que não atrapalhe o passeio público, mas soube bem multar e rebocar carros. Alguns prédios antigos da Zona Sul do Rio não possuem garagem para nenhum carro, portanto, essas pessoas, que já estavam habituadas a parar nas proximidades dos edifícios, não foram avisadas para retirarem os veículos em um ‘prazo X’. Apenas, um belo dia de manhã, viram colados nos vidros o adesivo de Multado.

Detesto carro. Odeio dirigir. Mas andar de bicicleta na França e no Japão funciona. No Rio de Janeiro, está arriscado perdermos a bike para um meliante ou morrermos de bala perdida em um desses confrontos aí sem planejamento da polícia. Desta forma, carro é um mal necessário para os cariocas e o prefeito quer o que? Que a gente desmonte o veículo para não ficar na rua?

Acho que não, né. Ele deveria oferecer alternativa viável antes de punir com rigor. E falo com propriedade, porque já fui agraciada com o “choque de ordem” do prefeito, mesmo não morando e indo pouco a Zona Sul.

No picadeiro do Eduardo Paes tem ainda outras palhaçadas difíceis de achar graça. Mas acho que só pelo Choque de Ordem que não tem objetivo de desobstruir passagem, mas arrecadar mais dinheirinho, não sei pra que (porque o pobre nunca vê o benefício da arrecadação), ainda não vi nada melhorar em educação, segurança, iluminação (agora tem até taxa de iluminação urbana) ou saúde… Ele já deveria levar 100% de Ruim, Péssimo, Ridículo, Inominável.

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HO HO HO

FÊ-LIZ NATAL PARA TODO

 MUNDO! 🙂

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É nois de banda larga

 

Sabem qual foi a notícia do dia? O Governo do Estado inaugurou um serviço de internet gratuita em toda a Avenida Brasil. Isso aí, instalaram 163 antenas de recepção em toda a via. Os brinquedinhos custaram à população algo em torno de R$4,5 milhões.

A inauguração, claro, foi na parte mais segura da Avenida, em frente a Fiocruz, em Manguinhos. Afinal o Sérgio Cabral e o excelentíssimo secretário estadual da ciência e da tecnologia, não iam arriscar fazer festa onde tem wi-fi, mas não tem segurança.

Imaginem um tiroteio na hora do discurso? Depois quem ia acreditar quando o governador enfiasse a cara na TV pra dizer que os problemas de segurança no Rio são casos isolados? Ah, coisa de vândalo, né governador?

Voltando a rede… Se beneficiar do serviço é muito fácil. Basta ter um laptop equipado com placa de rede sem fio ou um celular com tecnologia Wi-Fi. Coisinhas que as Casas Bahia vendem fácil em prestações de 18 vezes sem juros.

Certamente a garotada toda que brinca naquela vala suja de Manguinhos, vai ganhar um agrado desse no natal. Vão até poder tirar segunda via das contas de consumo que seus pais nem tem, porque nunca providenciaram ali a formalização do consumo, se é que me entendem.

Enfim, esse milagre tecnológico, já funciona no Morro Dona Marta, em Botafogo (onde o mesmo Cabral acabou com tráfico de drogas), a Cidade de Deus , em Jacarepaguá e outros seis municípios da Baixada Fluminense.

Os PAMs não têm mais emergência, porque elas passaram a ser no UPA, que não tem médicos (contei isso aqui recentemente). As comunidades carentes que receberam esse investimento substancial em serviço de internet sem fio, não têm onde se consultar quando passam mal, mas isso… Deus há de ajudar, né Cabral?

Melhor é investir mesmo em tecnologia. E os palhaços aqui… Bom, eu vou ali em Bonsucesso publicar esse post e já volto.

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A minha homenagem aos homens com força de vontade

Agora quem vai ficar “Fê da Vida” é o meu amigo, que é também personagem principal do meu último post no Mulheres à La Carte.

Por que, Fernanda? Afinal, você falou da sua vitalidade, força de vontade e… Virilidade (claro).

Cá entre nós? Eu contei a ele que sua recuperação merecia um post na “casinha de praia”, e o trato era só publicar, se ele lesse primeiro. O que não aconteceu.

A publicação estava programada pra sexta-feira, mas as mulheres, se enrolaram lá com o envio dos posts e aí… O único que estava lá foi adiantado. Soma-se a isso, o fato de não ter o encontrado on em tempo hábil e… Foi.

Ta no ar. É uma homenagem. O meu carinho. E, depois que ódEo que ele sentir de mim passar, que ele possa aprovar e, quem sabe, se emocionar.

UmbeijoEumqueijo.

Clica aí. Vai pra lá.

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Mais rápido que a velocidade da luz

Tem dias que é o universo que me deixa Fê da   Vida. Ah, vai. Não faz essa cara aí, dizendo pra tela que eu reclamo de tudo. Simplesmente tem um dia que o alinhamento dos planetas formam o mapa de “vou te ferrar, baby”. Acontece nas melhores famílias e hoje, o raio caiu aqui em casa.

Acordo às 4h30 da madrugada para assumir meu plantão às 6h na rádio. Pois hoje, uma revolta na minha barriga, me tirou da cama bem antes disso. Despertador biológico, mais rápido que a velocidade da luz, se é que me entendem. Fiquei trancada no banheiro até às 5h15. Acreditem se quiser.

Levantava brava com a situação.

“Ah, chega. Deu. Foi o suficiente”. E não era.

Livre do suadouro. Vou eu correndo para o ponto de ônibus. Para compensar o atraso. De ônibus, claro. Eu mereço dormir mais uma horinha. Se for dirigindo, não vai rolar, amigos.

Quando estou chegando… Vem o bendito. Ufa, bem na hora. Berro, me estico, corro, embarco. Passo o Rio Card

PI PI PIIIII – SALDO INDISPONÍVEL

Como assim, gente? Comecei a trabalhar dia 1º, peguei o cartão novinho!

PI PI PIIIII – SALDO INDISPONÍVEL

Ta, né. Vou pagar em dinheiro. Abro a bolsa, a carteira, a bolsinha de moeda… Nada.

O dinheiro caiu na porta da minha casa, quando saí correndo do banheiro pro mundo.

Desço dois pontos depois. Volto correndo (literalmente) pra casa. Agora, não tem jeito, vou ter que ir de carro, até porque depois de tanta agonia, quem é que tem sono?!

Chego em casa e… Meu carro está preso. Meu primo colocou o carro dele na frente do meu. Não tem como sair. Pra acordar ele? Ah, daria outro posto fácil (mas não vou dar Ibope pra ele).

Sorte do dia? De madrugada ninguém respeita sinal, não tem engarrafamento… Quinze minutos de atraso é tolerável, principalmente num sábado. Agora o motivo, só conto no blog.  #prontocontei.

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Sistema Único de (não) Saúde

Ontem minha mãe estava com uma aguda crise de estômago. Desde a noite anterior não comia nada, nem bebia água. Aí, antes de mais nada vocês me perguntam:

Caramba, você deixou tua mãe passando mal 24 horas até socorrê-la?

Pois é. Ela não é mais uma menina. Estava escondendo a situação e se auto medicando. Quando a coisa ficou evidentemente grave, coloquei ela (contra a vontade) no carro e… Começa a via crúcis:

Primeira parada o Pan de Irajá.

Entramos pela lateral, onde deveria estar a emergência. Só encontramos dois funcionários fumando na escadaria

– Emergência, senhora? Não tem mais. Só no UPA 24h, perto do Metrô de Irajá.

Segunda parada UPA 24h.

Eu disse VINTE-E-QUATRO HORAS? UPA seria o que mesmo? Unidade de PRONTO atendimento?

Pois é… Nem uma coisa, nem outra.

– A senhora vai aonde?
– Socorrer minha mãe, não te parece?
– Ela é diabética ou hiper tensa?
– É hiper tensa.
– É que lá dentro temos 15 pessoas no aguardo. Já passou da hora da médica que está atendendo. SE o médico da noite vier, ainda tem essa fila aqui fora de 5 pacientes. Aconselharia procurar outra unidade…

Ou seja, se for diabética ou hiper tensa, problema é o nosso. Porque a médica tem hora e outro plantonista é incógnita.

Ainda bem que os dois hospitais ficam bem perto do cemitério, né?! Se depender do nosso excelente Sistema Único de Bandalha, digo, de Saúde, é melhor escolher uma cova por lá e esperar sua hora em lugar estratégico.

Felizmente, eu que já pago pela saúde com meus impostos,  posso pagar de novo por uma consulta particular para socorrer minha mãe. Esse foi o final da história: R$130,00 em uma clínica por consulta, exame e medicação. Glória a Deus!

Enquanto tem político enfiando dinheiro na meia, o povo morre na fila, aliás, aos outros 20 que deixei na espera, espero de coração que tenham tido  sorte!

E depois a gente ainda não pode usar o blog para desabafar (minha solidariedade a amiga blogueira Claudia Mello que publicou em 2007 o ‘excelente atendimento médico’ que recebeu e foi condenada a pagar R$2.940,00 ao sujeito que nem a examinou.). A Justiça nesse país, assim como a saúde (e todo resto) funciona de maneira duvidosa.

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