Arquivo do mês: fevereiro 2010

Perdi o Controle

Já até ouvi os pensamentos de vocês: Grande novidade! Você perde o controle sempre. 

É. Eu sou exagerada mesmo. Quando fico Fê da Vida, meu senso entra em colapso…

Mas dessa vez, eu perdi mesmo o controle remoto da TV. No clima mais pastelão possível. Só que essa história… Conto na casinha de praia. Bóra que é dia de Mulheres a La Carte.

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Mãos ao alto é… A Cedae!

CEDAEEstão sentados, né?! Eu imagino que sim. Mas eu não estava quando chegou a conta d’água aqui em casa no mês passado, nada menos que QUATROCENTOS REAIS, eu caí sentada!  

Não é desperdício, não. Todo mundo sabe que sou eco. Mas um vazamento na caixa d’água aqui de casa nos agraciou com a facada. Como fica lá no telhado, ninguém tem acesso regularmente, deu um problema, nenhuma umidade e quando detectamos, era tarde de mais. 

Minha mãe foi até a agência de atendimento da Cedae para solicitar a vistoria de um técnico (até porque não víamos onde estava o vazamento) e claro, para tentar negociar a dívida. O técnico veio, mas a orientação era de esperar que a próxima conta chegasse, para que com as duas juntas fosse feito o parcelamento. Uma dessas burrocracias do nosso sistema. 

Sexta-feira, dia 19, o marcador chegou. 

Mãe: Ai, até que enfim! Estava esperando ansiosa a marcação de água deste mês.
Marcador: Por que?
Minha mãe contou a história e completou: como o técnico veio, detectou o problema e nós consertamos, queria saber se realmente era só esse o problema.
Marcador (com o aparelhinho na mão, faz cara de espanto): Pois é, senhora. Não deu certo, não. Essa conta também veio altíssima. 
Minha mãe, claro ficou desesperada. O marcador se adiantou, rasgou a conta, olhou para ela e disse que se ela arrumasse uma cervejinha, ele marcava outro número pra vir uma conta mais na média do que a casa pagava geralmente. 

Mãe: Uma cervejinha? Quanto?
Marcador: Uns vinte Reais a gente negocia.
Mãe: Ai, moço! Desculpa. Mas eu não tenho esse dinheiro, não. O senhor pode aí reimprimir minha conta mesmo, que vou dar um jeito para pagar. 

Ele reimprimiu a conta. Que era de R$27,00. E pediu a minha mãe que jogasse fora a tal conta altíssima no lixo. Minha mãe pegou a conta baixa. Olhou pra cara dele sem entender nada, ainda agradeceu, achando que ele tinha feito o favor de graça.

Depois que ele foi embora, ela desembolou o papel e viu lá que era a mesmíssima conta. Quer dizer, o safado ia tirar dela um valor quase igual ao da conta que já era baixa, aproveitando-se do desespero de uma senhora idosa.

Hoje em dia, os bandidos entram na casa da gente até usando uniforme de empresa pública. E depois ninguém entende porque eu vivo sempre Fê da Vida.

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Escola de quê?

Só podia ser mesmo o Gustavo a me fazer tirar as teias de aranha do bloguinho. Aliás,a galera cai na folia, mas até neste momento, lá está a politicagem… É que entorpecidos a gente não nota, né?! Então, bóra jogar confete…

Duvidam? Pois bem, enrolados na cama, vendo os primeiros minutos do desfile das Escolas de Samba (nunca chegamos a ver a primeira até o final), ele dispara:

– Ô, mãe… Afinal de contas, porque é Escola de Samba? Essa gente ensina o que lá no barracão? A sambar?

Você já se perguntou isso? A mãe do pequeno gênio, ou seja, eu, que nos primórdios da carreira trabalhou com samba (tempo bão lelê, que espero que volte lá lá) já e daí respondi pra ele, e respondo a quem interessar possa:

Era uma vez, um prefeito chamado Pedro Ernesto  – Olha a política ai, gente! – que saiu do seu gabinete para visitar uma favela… E o Lula achando que isso é novidade na política, coisa nunca antes vista na História deste país – o que mostra que ele não sabe nada da História do nosso país, bem como não sabe de outras coisas-.

Enfim… Pedro Ernesto foi até a favela, e encontrou o sambinha rolando. Lá pelos idos anos 30, rodas de samba era vagabundagem, coisa proibida na sociedade. Mas o prefeito, que julgava que a favela era um meio provisório de moradia achou por bem institucionalizar a manifestação cultural do lugar. Qual foi a idéia brilhante?

Que todas mudassem para um nome comum: Grêmio Recreativo Escola de Samba…

E a adoção do termo permitiu a elas passarem a contar com recursos públicos para o seu desenvolvimento. O primeiro desfile oficial, com julgamento, aconteceu em 1935.

Desfile vencido pela Portela, e que tinha como porta-bandeira uma menina prodígio: Dodô. Dona Dodô, com seus 90 anos, está viva, ativa e lúcida. Sobe e desce o morro da Providência de sapato alto. É mais fácil me achar em casa do que ela na casa dela. E, aliás, a casa dela é um museu da Portela. Tem tanta coisa, gente… Cês não fazem idéia. E ela trata de limpar todos os dias os objetos expostos, com maior carinho. Só não sei se também de saltinho alto.

Acácia Vieira na casa de Dodô da Portela

Uma das felicidades do Jornalismo? Conhecer História do Brasil, contada por lendas vivas como D. Dodô.

Aliás, Lula, querendo eu dou o endereço da Queridíssima D. Dodô, para o senhor conhecer mais de História do Brasil, antes de falar bobaginhas por aí.

Falando nisso, o orgulho da mamãe… Claro que é o Gustavo, né gente. Não é D. Dodô…. Faz dez anos, neste dia 17 (amanhã). Nem preciso de post novo pra dizer da emoção de ver meu bebê ficar mais perto de ser homenzinho.

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