Arquivo do mês: outubro 2010

Matemática, não!

Como diria o Joseph Climber: A  vida é uma caixinha de surpresas!

Estudamos a vida inteira uma determinada matéria (tipo Matemática) que detestamos!

Quando concluímos o segundo grau, a primeira coisa que vem em mente é: “graças à Deus, Matemática (ou Biologia, ou Química, ou Física) nunca mais!”. Como é? Nunca diga nunca. O destino gargalha de você!

Quando achamos que acabou, lá vem mais uma peça: o seu filho entra em idade escolar, evolui no processo educacional… O tormento recomeça!

É perímetro do quadrado, MMC, MDC, redução de frações… E não chora, não. Em pouquíssimo tempo, você vai estar desesperado de novo em cima de 1s2 2s2 2p6 , de espectrometria de absorção atômica, da técnica de cromatografia em camada delgada e mais e mais desses absurdos que nos fazem engolir sem nenhuma aplicação prática, dependendo da carreira que você vai escolher.

Então, se você é jovem e está levando a aula de Química nas coxas, meu caro, melhor rever seus conceitos. Cedo ou tarde, você vai ter que entender, pelo menos, um mísero “qualquer” para orientar seu filho! Ou então, encontre um bom emprego pra enfiar ele no Kumon e engolir a chave. Ah, sim, sem levar em conta os concursos públicos que você pode querer prestar depois do Ensino Médio e lá estará a assombração de boca aberta pra te devorar (conheço isso na pele).

Depois dos netos, sim, talvez possamos dizer com toda força e letras: “Matemática: jamais!!!”

Por hora me pergunto: Por que não mudam o maldito ensino brasileiro para coisas mais práticas? Mais lógicas? Mais possíveis de uma mãe sem qualquer raciocínio matemático orientar seus filhos?

Se você ressuscitar um sujeito do século passado a única coisa igual que ele vai encontrar aqui é o sistema de ensino. Será que só eu reparo isso, gente?!

2 Comentários

Arquivado em Cotidiano

Homens não trazem salvação

Não é segredo para ninguém (até porque está no link “Quem” lá em cima) que o início da minha carreira no rádio se deu na Rádio Rio de Janeiro. Tem muita gente que não conhece o dial, não se liga em doutrina kardecista… E eu também era assim. De criação evangélica, falar em Kardec perto de mim era motivo para fazer oração forte e achar que a pessoa não seria salva no dia do juízo final.

No entanto, o tempo foi passando na emissora e as amizades foram se fortalecendo até o dia que um câncer devastador assombrou minha casa. Não havia tratamento possível para o meu pai e todo paliativo que poderia ser ministrado lhe foi negado por nossos órgãos públicos de Saúde, até que consegui acolhida no INCA. Meu pai deu entrada no setor de cabeça e pescoço e veio a falecer 28 dias depois. Os piores dias da minha vida!

Eu, que era mera estagiária da dita rádio tive toda acolhida. O presidente na época, senhor Gerson Simões Monteiro, o diretor do RH, Renan Bianchi, minha coordenadora Cristina D’Elia (a eles meu muito obrigado)… Depositaram todo o meu salário, sem descontos, meu vale Refeição, passagens e ainda guardaram minha vaga por mais um mês, depois da partida do meu pai, para que eu pudesse resolver todos os problemas da minha família e voltar com tranqüilidade.

Quando questionei todo esse auxílio recebi como resposta que havia dado dois anos de bons serviços para casa e o mínimo que eles poderiam fazer era me estender a mão, afinal de contas, minha ausência tinha um motivo nobre: cumpria meu papel de filha.

Dois anos depois, vou parar em uma casa evangélica, com uma obra missionária milionária: TV, Rádio, igrejas em todas as esquinas, no mundo inteiro, cultos lotados de “patrocinadores”… Como profissional assumi sozinha o departamento de jornalismo, mantive 24h de programação depois que perdi o estagiário e minha colega entrou de licença maternidade. O que ouvi? Que meu trabalho não era digno nem de elogio, que dirá de aumento de salário. Felizmente, no dia seguinte recebi uma grande proposta de emprego, pedi demissão e na casa dos evangélicos fizeram questão de descontar meu aviso prévio.

Eu poderia colocar um processo. Ok. Vocês ficam com o aviso, mas me pagam chamadas comerciais de rádio e TV que gravei e ninguém me pagou; Me pagam as horas extras que vocês me obrigavam a não marcar, mas que gravações de câmeras de segurança que vocês mesmos fazem, registram o quanto eu marquei ponto e voltei pra minha mesa pra trabalhar; Fora os outros abusos.

Mas não farei isso. Porque os Kardecistas me ensinaram que a caridade é mais. Então, meu aviso prévio fica como oferta. Humildemente vou exercer meu talento em outra casa que agora, não tem nenhum cunho religioso, entretanto, tenho certeza que essa “promoção” é obra do meu Deus que não está embaixo de nenhuma placa de igreja.

Antes que me perguntem, eu não sou kardecista. Mas se você coloca esse teu dedo em riste para dizer que esse ou aquele vai pro fogo do inferno e que você é salvo porque freqüenta essa ou aquela igreja: cuidado. Em várias passagens da Bíblia, Deus nos ensina que o maior de todos os mandamentos é o amor. E eu vi o amor, a caridade, a solidariedade de perto em uma casa espírita e em nenhum momento provei desta obra daqueles que se dizem santos.

Faça sua reflexão. Religião cada um tem a sua, mas seja como for, antes de seguir ao homem, queira a Deus no seu coração.

Não sei porque mas precisava dividir isso com os visitantes desse blog.

Deixe um comentário

Arquivado em Cotidiano

Eu acredito em fadas!

Está olhando com essa cara por quê? Em algum momento da nossa vida a gente acredita mesmo. Em fadas, duendes, papai Noel, Coelho da Páscoa, bicho papão… E o melhor de se ter filhos é que conforme eles crescem você se dá novas oportunidades de voltar a acreditar em magia.

Estou falando isso com um certo atraso (me desculpe a produção e assessoria da peça), porque no último sábado, dia 9, estive na estréia de “Peter Pan – Eu acredito em fadas”.

A história, claro, é a saga de Peter Pan – um menino que se recusa a crescer e que enxerga a vida como uma grande aventura. Mas a leitura de Tay Dias (escritora, produtora e diretora do espetáculo, tudo isso aos 21 anos) desperta até nos adultos da platéia a necessidade de se ter um espírito jovem, que grita dentro de si: cresço, mas não me aborreço.

Cabe dizer que o figurino e o cenário são primorosos e criam mesmo atmosfera de Terra do Nunca. O passeio dos personagens pela platéia também foi uma grande sacada para envolver principalmente os menores, que não se contentam em passar uma hora sentadinhos na platéia e, aproveitam para amarrar de vez os adultos na magia.

“Eu acredito em fadas! Acredito! Acredito!”

Então, gente, fica a dica para o final de semana com a garotada:

Teatro Fashion Mall – Sala 01 – Shopping Fashion Mall (Estrada da Gávea, 899 / São Conrado) Sábados e domingos, às 17h. Ingressos: R$ 40,00 inteira e  R$20,00 meia)

Vale muito a pena conferir!!!

1 comentário

Arquivado em Entretenimento

Pensem pela Urna

Agora que Deus ouviu minhas preces e  Dilma e Serra estão disputando o 2º turno, nossa missão agora, enquanto eleitores, é procurar saber o que o (a) novo (a) presidente (a) fará na Economia.

A gente não tem que se contentar com pouco. Bolsa Familia, Bolsa gás, são no fundo bolsa vazia para o cidadão. Não votem por isso. Não avaliem tão por baixo. Pelo amor de Deus! (Sim, apelo de novo ao divino).

Com as atenções voltadas somente aos dois fica mais difícil eles desviarem do assunto “Economia” que, aliás, é o que fizeram durante os debates (que conseguiram ser mais chatos que a propaganda eleitoral gratuita, e nem quero mencionar os palhaços que erraram de endereço e saíram dos programas dedicados a comédia pra ajudar a inchar o horário gratuito).

Até aqui, Dilma e Serra fugiram dos temas econômicos como o Diabo foge da Cruz.

Mas, eles não são candidatos a síndico de um condomínio em Brasilia. Portanto, eu, gostaria muito de saber da Dilma, por exemplo, como ela pretende reduzir os juros, os impostos, os gastos públicos, e principalmente, a folha de pagamento da empresas. A madame, passou 8 anos no governo Lula e faz de conta que esses problemas não serão herdados por ela.

A bonitinha inclusive, já chamou de rudimentar a política do então Ministro da Fazenda, Antonio Palocci. E se não sofro de amnésia (como a candidata), essa política monetária ainda está em vigor. Aliás, hoje, esse mesmo Palocci, antes duramente criticado é orientador da presidenciável e adivinhem onde…?  Justamente nessa área.

É. Dona Dilma, tem gente no povão que está atento e quer saber:  A economia rudimentar, por acaso vai mudar? Já estamos por aqui vendo indícios que muito pelo contrário, visto que os aliados são os mesmos.

Quanto ao Serra, gostaria de saber:

Candidato, quem vai mandar na economia? O Ministro da Fazenda? O presidente do Banco Central ou o senhor mesmo, se for eleito? Heeeein? É. O tucano já manifestou preocupações com a autonomia da Fazenda, com a independência do BC e com a interferência de Lula, na área econômica. Só que até agora, não me mostrou números (como se eu – ou se o povo – fosse importante) que comprovem como ele vai tratar essas distorções.

É fundamental nesse momento, que os dois candidatos sejam claros sobre esses desafios, porque o maior interesse por trás das eleições é o interesse econômico. Depois de passada a festa democrática, o oba oba de carreatas, é a Economia que os espera no Palácio do Planalto. Foi assim nas duas vitórias de Fernando Henrique (Plano Real) e nas duas vitórias de Lula.

Deixe um comentário

Arquivado em Política interna