Arquivo do mês: junho 2011

Pedagogia a toda prova

E então Gustavo chega com a circular da escola: Provão de Final de Semestre.

Avaliação extra para avaliar os conhecimentos globais do aluno, com 50 questões divididas entre todas as matérias, não obrigatória, mas com benefício de 3 pontos na média do bimestre para os que aderirem a iniciativa. Além disso, os três primeiros lugares recebem… Desconto de TRINTA POR CENTO NA MENSALIDADE de Agosto.

Ouço isso e me regozijo! [barulhinho da caixa registradora]

– Sabe o que isso significa, mãe?
– Sei. Que você vai estudar feito um corno!
– Bem… Eu ia dizer que os nerds da minha turma não iam deixar chance
– Começando por agora. Boa sorte!

Moral da história: Ensine cedo que nenhum nerd é melhor do que aquele que mora em você. Mas se quiser, faça isso com mais carinho. No meu caso, a gente se diverte com minhas ferraduras maternas.

E ainda dizem por ai, que Agosto é mês de desgosto… E eu embolsando 30% de desconto. Quem duvida?

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Metrô pra que te quero

Passado quase uma semana, posso falar com mais tranquilidade, que mais uma vez fui vítima do Metrô Rio, no último dia 21.

Imaginem que, depois de meses de xaveco resolvo sair pra um almoço executivo (Se é que me entendem). Pego o Metrô na estação em Acari, desço em Del Castilho, para encontrar o bofe escândalo. Uma hora e pouquinha de pura degustação e quando chego de volta a Estação… FECHADA.

Faltou luz, caros leitores! SIM o nosso transporte elétrico não tem gerador… Ou sabe-se lá o que aconteceu, porque ninguém explica.

Que jeito? Volto correndo até o ponto de ônibus mais próximo (só tinha levado RioCard, afinal de contas, o tal trajeto levaria 15 minutos – como foi na ida – se pudesse contar com o Metrô Rio), passam DOIS coletivos que me serviriam por fora, fico VINTE MINUTOS ESPERANDO uma nova oportunidade equando embarco: ENGARRAFAMENTO.

 De Del Castilho a Acari, tudo parado. Por quê? Senão tem Metrô, se o transporte regular deixam a pé os trabalhadores, as Vans e Kombis irregulares e caindo aos pedaços ganham as ruas… Ou então, quem tem o privilégio de ter um carro, claro, não fará como eu e contar com o ineficiente (porque não dizer vergonhoso) transporte público. Conclusão? Eu lá parada, suando frio…

Não tinha avisado que me demoraria tanto na rua. Nem esperava por isso… Passo um rádio pra chefe de gabinete or not? Que história vou inventar???

Duas horas e quarenta minutos depois consigo desembarcar. E o que posso dizer? Que o Ministério Público quer explicações sobre esse apagão? Que ótimo! Eu também, mocinhos!

Mas vamos combinar? Se você é como eu, vigiada por Murphy, 24h por dia, 7 dias na semana, sem trégua ou cochilo… Não repita isso em seu horário de expediente. Eu mesma não sei porque ainda me aventuro! E só porque não perdi meu emprego e entre mortos, feridos e não iluminados salvaram-se todos… Podem rir a vontade de mais essa tragédia da vida real.

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Tecnologia para o desemprego

Estava lendo que em Boston, donos de restaurantes estão substituindo os cardápios de papel por tablets, como o iPad. A tecnologia serve para que, os próprios clientes consultem o menu, façam o pedido e peçam a conta. Nesse cenário, os garçons são responsáveis apenas por servir a comida e a bebida.

Os empresários, claro, estão adorando: nos restaurantes que disponibilizam o iPad, os clientes consumem até 12% mais do que nos tradicionais. Claro! Não precisa esperar o garçom atender!

O problema é quando os donos de restaurantes acordarem que não precisam da figura do garçom nem pra servir. No Japão já tem um robô especializado pra esse tipo de serviço. E tecnologia, meus caros, barateia a olhos vistos, mesmo no que tange robótica. Componente fica mais barato, tecnologia obsoleta, logo começam a rifa… Também tem a boa e velha esteira, aquelas da linha de produção das fábricas, se bem adaptadas, pode colocar na rua meia dúzia de profissionais.

Felizmente que não será amanhã que todos os restaurantes terão iPads ou robôs. Melhor ainda que no Brasil onde o desemprego está em queda só pra Dilma, isso tudo vai demorar um pouquinho a acontecer. Mas apesar de não ser instantânea, essa mudança vai acontecer, como já foi com as catracas eletrônicas nos ônibus da cidade. Adeus cobradores, adeus garçons, mais cedo ou mais tarde.

E ai eu pergunto: Você já está se adaptando para o admirável mundo novo?

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Memórias póstumas de ‘Dinho’ Pai

Hoje meu pai faria 68 anos, se o Hospital Central da Polícia Militar tivesse dado alguma atenção à gravidade que é arrastar um câncer. Talvez se ele também fosse menos orgulhoso e nos deixasse leva-lo ao Inca, enquanto havia algum tempo para a sobrevida.

Enfim… A vida não é feita do que poderia ser, mas daquilo que é. E hoje, em seu aniversário ele não está mais aqui conosco. Será?

Sentada aqui agora, olhando para tela branca, revivi um sujeito meio cara fechada que adorava um paparico de aniversário.

“Eu só quero saber de quem é o aniversário hoje”, “comprou o que para o papai?”, “Jacira, as bailarinas estão atrasadas para o baile”.

Todo ano as mesmas frases e o mesmo entusiasmo para sua própria festa, que nunca aconteceu. Ele não era dado a receber em casa. Era um homem de muito poucos amigos, mas gostava de festejar sua própria coleção de primaveras.

Muito possivelmente a trilha sonora da casa hoje seria Júlio Iglesias. E eu, ia me esgueirar pelos corredores, para que ele não me puxasse para dançar um bolero atrás do outro. Dançar com o pai é enjoado, né?! Até que você não precisa mais fugir dele….

Pai, se eu soubesse que teríamos tão poucos boleros a dançar na vida, eu teria deixado você ser meu partner até te vencer pelo cansaço.

E como o nó na garganta já me impede de homenagear: Onde quer que você esteja: Feliz Aniversário!

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Da série: Por que não pensei nisso antes

Eu sempre falo que, no Brasil, o que conta é a criatividade. Olhem pra mim: investi em faculdade, cursos de especialização, leituras diversas, mantenho o blog atualizado para ser uma vitrine, mas… Meu foguetinho não decola. Por quê? Porque, por mais que eu faça tudo com o maior T, fico no mais do mesmo. Sem nenhum “click” excepcional.

Longe da Comunicação, mas no quesito ideia brilhante, estava surfando pela web quando encontro a Toalha de Praia MP3. Como assim?

Todo mundo curte ouvir um som no ônibus, caminhando, no trabalho, pegando um sol… Só que nesse último caso tem uma questão: o fio do fone de ouvido atrapalha o bronzeado! É ou não é? Marca de fio no corpo… Isso não é legal!

Pensando nisso, os espertinhos do Hi-Fun criou uma toalha que toca música! Isso mesmo! O mimo vem com caixas de som (potência de 100HZ-20KHZ) acopladas que se conectam aos aparelhos de mp3. O Gagdget toalha vem com uma bateria de Lithium que pode ser recarregada através de uma porta USB. Na praia, você curte teu som longe dos fios e na hora de lavar a toalha é só tirar a caixa de som.

Acabou? Não. As toalhas têm cores diversas e se transformam em bolsas quando dobradas.

Agora, vamos combinar? Não vai usar essa dica contra mim no verão. Se eu te encontrar pela orla enchendo o saco de geral com um funk infernal, TOMO a toalha de você… Rá

E se eu tivesse pensado nisso antes? De repente agora estaria pensando em estender minha criação em alguma praia das ilhas gregas… Ainda não foi dessa vez que entrei pro Hight Society

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Cinema: Kung Fu Panda 2

Graças a Deus não sou crítica de cinema, porque ainda me divirto com algumas coisas na telona, que eles odiariam, a começar por continuação de filmes. Eu chorei no terceiro e último episódio de Toy Story (micos que o Gustavo sempre tem na manga para me fazer passar ridículo entre os amigos) e vibrei muito com Meu Fusca Turbinado, por exemplo. No entanto, a continuação de Kung Fu Panda não me convenceu.

A animação não chega a ser um porre de chata:

O Panda Po finalmente cai na real que não pode ser filho biológico de um marreco, passa a ter pesadelos por causa dos pais que perdeu, principalmente a mãe, que o teria abandonado. No meio dessa perturbação interior, começa a perceber que sua origem tem a ver com o supervilão, que é um Pavão meio Heródes, manda matar tudo quanto é panda por conta de certa profecia que dizia que ele um dia seria vencido por uma dessas coisinhas fofas. Claro que o Dragão guerreiro e seus companheiros vão ter que enfrentar o pavão e é nisso que a história se desenrola.

O problema é que nesse meio, existe uma busca pela paz interior, filosofia oriental demais pra ser engraçado. Não sei se porque essa busca pelo equilíbrio faz parte de uma trajetória muito recente da minha vida (e eu sei como é atribulada) ou se porque realmente as questões não foram caricaturadas o suficiente para despertarem o nosso lado ridículo que faz rir.

Na opinião do Gustavo, esta segunda parte da saga foi mais legal que a primeira (palavras dele). Talvez porque tenha apresentado a ele uma cultura mais distante – ele curte esse tipo de descoberta – ou por conta do visual em 3D é belíssimo.

Como o filme é por excelência para divertir as crianças e não os mais crescidinhos, como eu, deixo valendo a opinião do meu filho. Divirtam-se!

OBS.: Já sei que a minha análise veio bem depois da estreia, mas eu só escrevo sobre o que vivencio e a tia aqui assistiu ao longa depois da novidade nos cinemas. Vamos fazer uma mobilização? Estúdios e Distribuidoras voltem a convidar a Fe Freitas para as cabines de imprensa.

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Ele é jovem a ponto de saber tudo

Vamos combinar uma coisa? O Renato Russo era brilhante na sua observação de mundo. As crianças tem uma percepção de mundo muito clara e tem suas respostas bem mais simplificadas ao passear pelo cotidiano. O Gustavo, meu filho, por exemplo, ele é um menino absolutamente inteligente, sagaz, capacitado, mas… Odeia ir pra escola.

Não uma vez ele levantou, ás 6h da matina resmungando:

“Qual é, mãe! Me deixa em casa… Eu aprendo muito mais com o ‘tio’ Google”

Se eu pudesse, muito francamente, realmente apenas concordaria com ele e o deixaria dormir mais um pouco. No entanto, ele precisa de um certificado, da rotina e eu, não estou aqui para ser “grampeada” pelo Conselho Tutelar.

Pensem comigo: Se ressuscitarmos um sujeito falecido há 100 anos, qual o único ambiente onde ele ainda se sentiria absolutamente a vontade hoje em dia? Na escola, claro! O formato: Eu falo, vocês ouvem e não se cria debate, é o mesmo.

Alguém já falou aos educadores que o mundo mudou… Só enquanto você está aqui lendo minhas bobeiras, o mundo já mudou de novo… A coisa hoje é assim. Mas não a escola e o descompasso está ficando tão patético que o Google virou “tio”, com uma inesgotável fonte de saber.

Não estou decretando morte aos mestres. Claro que é necessário orientar as crianças, principalmente neste admirável mundo novo, mas o tipo de informação deveria ser reciclada. O modo como informar também. Esse formato de aulas está cada dia mais chato, sobretudo para as novas gerações. O aluno entra na escola como quem passeia pelo Jurassic Park.

Eu sei, eu sei. Não me atirem pedras! Os docentes no Brasil têm uma carga horária vergonhosa, o salário é ridículo para gerar reciclagem, as escolas públicas não têm nem giz que dirá capacitação profissional… O problema social é muito mais grave do que não se despertar o interesse do aluno com esse currículo escolar petrificado.

Não seria hora de nos juntarmos aos bombeiros? Gritar pela educação que suspira?

O meu filho será uma pessoa bem preparada para a vida. Não tenho dúvida. Ofereço subsídios para isso e, incluo nisso, uma boa escola particular, que anda repensando esse jeito de ensinar, mas gostaria de deixar esse legado para a minha sociedade. Você não? Reflita…

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