Ele é jovem a ponto de saber tudo

Vamos combinar uma coisa? O Renato Russo era brilhante na sua observação de mundo. As crianças tem uma percepção de mundo muito clara e tem suas respostas bem mais simplificadas ao passear pelo cotidiano. O Gustavo, meu filho, por exemplo, ele é um menino absolutamente inteligente, sagaz, capacitado, mas… Odeia ir pra escola.

Não uma vez ele levantou, ás 6h da matina resmungando:

“Qual é, mãe! Me deixa em casa… Eu aprendo muito mais com o ‘tio’ Google”

Se eu pudesse, muito francamente, realmente apenas concordaria com ele e o deixaria dormir mais um pouco. No entanto, ele precisa de um certificado, da rotina e eu, não estou aqui para ser “grampeada” pelo Conselho Tutelar.

Pensem comigo: Se ressuscitarmos um sujeito falecido há 100 anos, qual o único ambiente onde ele ainda se sentiria absolutamente a vontade hoje em dia? Na escola, claro! O formato: Eu falo, vocês ouvem e não se cria debate, é o mesmo.

Alguém já falou aos educadores que o mundo mudou… Só enquanto você está aqui lendo minhas bobeiras, o mundo já mudou de novo… A coisa hoje é assim. Mas não a escola e o descompasso está ficando tão patético que o Google virou “tio”, com uma inesgotável fonte de saber.

Não estou decretando morte aos mestres. Claro que é necessário orientar as crianças, principalmente neste admirável mundo novo, mas o tipo de informação deveria ser reciclada. O modo como informar também. Esse formato de aulas está cada dia mais chato, sobretudo para as novas gerações. O aluno entra na escola como quem passeia pelo Jurassic Park.

Eu sei, eu sei. Não me atirem pedras! Os docentes no Brasil têm uma carga horária vergonhosa, o salário é ridículo para gerar reciclagem, as escolas públicas não têm nem giz que dirá capacitação profissional… O problema social é muito mais grave do que não se despertar o interesse do aluno com esse currículo escolar petrificado.

Não seria hora de nos juntarmos aos bombeiros? Gritar pela educação que suspira?

O meu filho será uma pessoa bem preparada para a vida. Não tenho dúvida. Ofereço subsídios para isso e, incluo nisso, uma boa escola particular, que anda repensando esse jeito de ensinar, mas gostaria de deixar esse legado para a minha sociedade. Você não? Reflita…

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