Arquivo do mês: julho 2011

Capitão América: 3D que deixa a desejar

É difícil falar de personagens da Marvel Comics (ou qualquer outra) sem ser lá uma fã de quadrinhos. Conheço vários personagens pelo nome, claro, como qualquer um que mora no planeta Terra, mas não conhecia os cenários de cada um deles, até começarem a invadir a telona.

 Aliás, obrigada ao gênio que teve a brilhante ideia de apresenta-los um a um, antes do gran finale: “Os Vingadores”. Ok. Ok. Sei que não foi nenhum favor. Eles vão ganhando grandes bilheterias “enquanto seu lobo não vem”, por outro lado, pessoas como eu ficariam perdidinhas se começassem de trás para frente, e sim, isso poderia acontecer.

De qualquer forma, o filme se passa quase toda na década de 40 e a tecnologia que já estava disponível assusta. Se havia uma força capaz de criar uma arma que desintegra qualquer matéria, menos o escudo do Capitão América, já naquela época, porque criarem uma bomba atômica que jogou tanto sangue para o alto retorceu ferros, etc?

Um dos pesquisadores foi morto, mas o outro esteve vivo para contar a história e… Estamos ai, né?! Outra grande tecnologia perdida nesse tempo é a que transformou Steve Rogers (Chris Evans) de garoto mirrado que sonha servir seu país em um brucutu mega musculoso (e lindo, muito lindo).

Isso fica claro que a tecnologia se perde e serão necessários muitos anos para ser refeito, mas se um cientista de 40 podia, porque não um de hoje em dia, né? Será que os cientistas ficaram mais burros? Vazios? Menos patrocinados? É no mínimo curioso…

Enfim… Acho que eles querem mesmo que nos atenhamos ao fato de que um rapaz sonhou defender a América, não por fama ou dinheiro, mas por amor a pátria. Embora seu físico e histórico médico não colaborasse tanto, ele persistiu no sonho. Após tentar diversas vezes sem sucesso ingressar nas forças armadas, ele é “descoberto” por um cientista que está trabalhando em um projeto que promete virar a mesa na Segunda Guerra Mundial. E Yes, we can!

Como você deve imaginar, o garotinho é o escolhido para ser o cobaia do projeto por seu grande caráter e mais uma vez o American way of life se cumpre.

Se houve um grande barato nesse longa, é que o Capitão América, foi mesmo criado durante a Segunda Guerra Mundial, lutou contra hordas nazistas, mas depois caiu no esquecimento, claro. Acabou a guerra… Acabou o milho, acabou a pipoca. Mas em 64 o personagem foi ressuscitado sob o mote de que havia caído de um avião experimental no Atlântico Norte e passou décadas em sono profundo, uma quase morte.

E é desse jeitinho mesmo que o filme termina. Dando abertura, então, para “Os Vingadores”, em 2012. Aliás, quem tiver saco de esperar 12 minutos de crédito depois do final do filme, vai ter o prazer de acompanhar um teaser para esse longa (agradecendo aos amigos Alexandre e Fabíola, que me fizeram esperar aquelas letrinhas subindo na tela quase uma eternidade para conferir 1’30” de chamada para o próximo capítulo. Como é bom ter amigos! Rs).

Quanto ao 3D… Dessa vez, acho que pagaria pelo cinema convencional, se soubesse que apenas duas jogadas de escudo seriam a grande emoção por pagar mais caro. Desculpem os críticos, mas Transformers 3 me encantou mais em termos de cenário digital.

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Absurdo era deixar como estava

Enfim, estou começando a ver vultos de que o povo brasileiro vem começando a entender o que é Democracia e como se utilizar dela. Está rolando na Web um movimento de caráter apartidário, que atende por “MOVIMENTO ABSURDO“. Descobri esse “pequeno sinal de fumaça” via Facebook, mas acredito que há potencial para encorpar e atingir outras redes sociais.

O movimento começou entre moradores de Nova Friburgo, que depois das enchentes do início do ano, foram esquecidos pela opinião pública e enfrentam desvio de verba do governo federal que deveria estar sendo investida na reconstrução da cidade. A iniciativa já rendeu um bom fruto: influenciaram a composição de uma CPI na Câmara Municipal que vai apurar esse “Triângulo das Bermudas” que toma dos cidadãos a recuperação da sua dignidade.

O fenômeno ainda é local, mas penso que nós podemos nos unir nessa indignação. Hoje levantamos a bandeira da Região Serrana, amanhã pode ser por um objetivo mais amplo que abranja a cobrança de novas leis e mecanismos de controle externo da sociedade. Este é um processo democrático legítimo que pode ser firmado pela minha e pela sua voz. Afinal de contas, esse não é o primeiro desvio, tampouco o último dos absurdos cometido por nossos governantes.

É hora de trabalhar, meu povo! “Denunciar é participar”

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Novela invade rede social

Enquanto tem gente tacanha que relega a segundo escalão o tipo de entretenimento oferecido pela produção de novelas (e quem as assiste), tem gente contemporânea que viu nisso uma possibilidade de tornar seu trabalho visível. Está no ar, à primeira Tweet-novela do país.

O jornalista Eduardo Fenianos que pelo Twitter responde por @urbenauta está viajando pelo Brasil desde o dia 8 de julho e construindo uma trama pelo microblog: passar pelas 26 capitais do país, além de Brasília, com apenas um salário mínimo por mês. Claro que isso vai dar mais pano pra manga, do que a vingança da Norma, em Insensato Coração. Até porque, ele está por aí, em carne e osso. Não é um personagem protegido no Projac.

Portanto, para viabilizar essa aventura, ele precisa, por exemplo, se hospedar cada dia na casa de uma pessoa diferente. Um estranho, neste país imenso, precisa abrir suas portas para recebê-lo e alimentá-lo, como bom anfitrião.

Acompanhar esses “capítulos” tem sido um prazer.  Ele vai mostrando como é a vida Brasil a dentro, longe dessa realidade cosmopolita cibernética em que estamos inseridos. Tweet a tweet vai se construindo um cenário com particularidades e outros causos factuais. Uma obra aberta e cheia de obstáculos, como qualquer trama das 21h.

Será que ele vai encontrar sinal para manter a promessa de 185 dias de aventura? Eu como não posso me dar ao luxo de colocar a mochila nas costas e o Iphone no bolso para copiar essa ideia, vou torcendo por ele. E viva a reinvenção da novela!

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Cilada.com: Bom para Youtube.

Todo mundo sabe que sou avessa a fazer crítica muito dura a qualquer produção nacional por um motivo simples: produzir qualquer coisa no Brasil é um ato de heroísmo. E se está em cartaz, temos mais é que prestigiar; E numa dessas, lá fui eu conferir a produção e atuação do também autoral Bruno Mazzeo. Devo confessar (até porque há testemunha): Eu ri. Mas não foi lá essas coisas. Esperava mais da graça e acidez do humorista (podemos classificar Bruno Mazzeo assim?).

Basicamente a história mostra um cara que trai a namorada (Fernanda Paes Leme) e, como vingança, ela publica uma performance ridiculamente curta dele na cama na web. Essa cilada, já não é lá, por si só, de se achar graça: constrangimento gratuito, deslealdade com quem depositou em você a confiança de se mostrar na intimidade…

Parênteses aqui: NUNCA tenha a brilhante idéia de gravar ou permitir que grave suas pequenas libertinagens. O Youtube é um rastilho de pólvora pronta pra acabar com sua vida sem a menor cerimônia. Se há alguma dúvida, o filme serve (e muito) como um #ficadica.

Claro que no meio dessa exposição de um mau momento, o que se espera é ver o clichê: o mocinho irritadinho, os rostos estupefatos dos coadjuvantes, a busca pelo desenrolo da trama ser ainda envolto em outras pequenas cenas ainda mais cotidiano-ridículo e a redenção, que nesse caso são os heróis se descobrirem irremediavelmente apaixonados, com o moral da história: o amor tudo supera, tudo releva…

O que faltou nisso tudo? As “pequenas cenas ainda mais cotidiano-ridículo” não me convenceram. Não teve a menor graça brincar com a moça bonita com bafo (Carol Castro), a travesti que se passa como mulher, história já batida no recente “Se beber não case 2”, a atuação de Sérgio Loroza que cai no mais do mesmo: sujeito desengonçado, aquele que só tem tamanho…

Não que pagar para ver Cilada.com na telona seja uma grande armadilha (pra não repetir cilada só pelo trocadilho infame, embora merecido), mas sinceramente, se for para falar em humor nacional, eu ainda fico com as duas sequências de “Se eu fosse você”, por mais humor romântico copiado e colado de temas batidos Holliwoodianos.

A grande questão é que o fim do longa deixa caminho aberto para uma sequência que pode ser ainda mais xarope ou não, se Bruno Mazzeo aprender com os erros da atual produção. E ai, essa sequência… Pode ser que valha mais a pena. Do contrário, outra dessa só em DVD (e olhe lá).

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Fazendo História

Com a regravação de O Astro, minha mãe estava aqui outro dia na sala falando do frenesi que as fãs tinham com seus ídolos da TV antigamente. Um papo de serem rasgados na rua, no afã de serem tocados ou serem apedrejados por conta dos vilões diabólicos. Imaginem: Saídos de rádio novelas, onde a imaginação conta mais do que o enredo em sim e de repente desembarcando no sofá das donas de casa… Uma mágica! As pessoas não sabiam administrar, entender que tudo seguia um roteiro, uma sinopse, etc.

Mesmo muita gente achando que o rádio está obsoleto, tem pessoas fiéis, que continuam usando o meio para fazer companhia. Há uns dois anos, mais ou menos, estava fazendo um comentário no rádio, quando o locutor faz uma brincadeira:

– Eu quero saber o seguinte: você ajuda sua mamãe em casa?
– Ajudo, claro. Sou assistente de cozinha
– Ah, é? Você descasca os legumes, separa as receitas?
– Tá doido? Eu chego em casa, me estico no sofá e quando a panela cheira eu grito: Manhêêê, tá queimando!!!

A história foi improvisada, mas rendeu tantas ligações, de gente querendo puxar as minhas orelhas, que a brincadeira persistiu por mais dois dias, em entradas minhas no mesmo horário. Compraram o barulho e não foram só as vovós, não.

E aí, você pensa: O rádio é ouvido por gente mais antiga, que ainda tem aquela imaginação do início. Cumprem fiel pacto ficcional.  E nós que somos jovens com a internet? Todo mundo sabe que por trás de grandes marcas (ou não tão grande assim) tem uma agência de publicidade, um analista de mídias, um profissional capacitado pra nos envolver ou nos responder, mas ainda assim, tem gente que não cai a ficha.

Acham que os “Eduardo e Mônica” aparecem do nada, que garotos são capazes de pular o carro em movimento, e mais todos os virais são comprados como verdade e digeridos por bilhões de pessoas que nem se questionam. Ah, sim, claro, também tem os alucinados que cutucam empresas no FB… Gente, não sei pra que cutucar alguém, que dirá uma empresa…

Voltamos ao tempo da vovó, mas agora nós seremos as vovós que viveram os primórdios virtuais e, assim como nossos antepassados, criamos identidade e vínculo afetivo com os personagens dessa nova forma de trabalhar e entender o mundo. E como tudo caminha muito mais rápido hoje, mais cedo deixaremos de ser História Contemporânea, para ser História (pós) moderna.

O que tem demais? Nada. Hoje estou apenas contemplativa.

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Dia do Amigo

Porque eu poderia substituir “Ben” por Marta, Dani, Adriana, Flávia, Cris, Brand, Marcelle, Deborah, Sabrina, Fabiana, Meri, Érica, Vivian, Iesita…

Ou por Wagner, Rodrigo, Alexandre, Diego, Anderson, César, Jorge, Cass, Rafael, Júnior, Eduardo…

Cada um parceiro de um momento, ou de uma vida toda. Amizades que o tempo não dissolve ou diminui a intensidade do amor (por menos que a gente se veja)

“They don’t see you as I do. I wish they would try to”

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Recado

Hoje não tem post. Tem um sentimento. E esse é especialmente para você que ao invés de me ligar, entra aqui porque está com saudade de mim…

Se não entendeu, me procura que eu desenho.

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