Cilada.com: Bom para Youtube.

Todo mundo sabe que sou avessa a fazer crítica muito dura a qualquer produção nacional por um motivo simples: produzir qualquer coisa no Brasil é um ato de heroísmo. E se está em cartaz, temos mais é que prestigiar; E numa dessas, lá fui eu conferir a produção e atuação do também autoral Bruno Mazzeo. Devo confessar (até porque há testemunha): Eu ri. Mas não foi lá essas coisas. Esperava mais da graça e acidez do humorista (podemos classificar Bruno Mazzeo assim?).

Basicamente a história mostra um cara que trai a namorada (Fernanda Paes Leme) e, como vingança, ela publica uma performance ridiculamente curta dele na cama na web. Essa cilada, já não é lá, por si só, de se achar graça: constrangimento gratuito, deslealdade com quem depositou em você a confiança de se mostrar na intimidade…

Parênteses aqui: NUNCA tenha a brilhante idéia de gravar ou permitir que grave suas pequenas libertinagens. O Youtube é um rastilho de pólvora pronta pra acabar com sua vida sem a menor cerimônia. Se há alguma dúvida, o filme serve (e muito) como um #ficadica.

Claro que no meio dessa exposição de um mau momento, o que se espera é ver o clichê: o mocinho irritadinho, os rostos estupefatos dos coadjuvantes, a busca pelo desenrolo da trama ser ainda envolto em outras pequenas cenas ainda mais cotidiano-ridículo e a redenção, que nesse caso são os heróis se descobrirem irremediavelmente apaixonados, com o moral da história: o amor tudo supera, tudo releva…

O que faltou nisso tudo? As “pequenas cenas ainda mais cotidiano-ridículo” não me convenceram. Não teve a menor graça brincar com a moça bonita com bafo (Carol Castro), a travesti que se passa como mulher, história já batida no recente “Se beber não case 2”, a atuação de Sérgio Loroza que cai no mais do mesmo: sujeito desengonçado, aquele que só tem tamanho…

Não que pagar para ver Cilada.com na telona seja uma grande armadilha (pra não repetir cilada só pelo trocadilho infame, embora merecido), mas sinceramente, se for para falar em humor nacional, eu ainda fico com as duas sequências de “Se eu fosse você”, por mais humor romântico copiado e colado de temas batidos Holliwoodianos.

A grande questão é que o fim do longa deixa caminho aberto para uma sequência que pode ser ainda mais xarope ou não, se Bruno Mazzeo aprender com os erros da atual produção. E ai, essa sequência… Pode ser que valha mais a pena. Do contrário, outra dessa só em DVD (e olhe lá).

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