Arquivo do mês: agosto 2011

Cobrança. Trabalho. Fim do jeitinho

O brasileiro é conhecido pelo jeitinho, né?! Pois é. Foram dar jeito no bondinho de Santa Teresa e deu no que deu: cinco mortos e mais de 50 feridos. Deram jeitinhos também pelos bueiros da cidade… Melhor evitar passar por perto de um. Vai que você explode junto com ele?!

Não tem mais como remendar. Precisamos de investimentos em infraestrutura: estradas, rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, ciclovias, bondinhos, charretes… Tecnologia, escola, saúde, legislação. É mais ou menos como a música dos Titãs: tem que ser tudo ao mesmo tempo agora. Não tem mais o que priorizar. Nossos impostos têm que aparecer e, dessa vez, em benefício dos cidadãos. Nada mais de cuecas, malas, mensalões.

O sentido é de urgência. O povo tem que se revoltar com o mesmo ardor, obsessão e obstinação que teriam se o Flamengo fosse rebaixado num campeonato qualquer desses da vida. É sim. Mais eufórico e focado que no jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo. Ou vão dizer que não seria mais ardoroso, mobilizador?

Temos que parar de acreditar nessas lorotas que o Brasil está virando superpotência com ares até de cidades de pais desenvolvido que pode sediar eventos internacionais. Vai voar estrangeiro no bueiro de novo. Vai desabar gringo de bondinho. De novo. Com a diferença é de que vai ter muito mais números para aumentar as estatísticas da vergonha. Eu ruborizo só de pensar.

A mediocridade do eterno jeitinho está longe de virar competitividade. É só olhar pela tua janela. Mas não abre muito. Não se investe em segurança por aqui. Pode ser que você seja atingido por qualquer coisa perdida. Por aqui, até estrela cadente pode ser motivo de tragédia. É soprar, soprar, pra derrubar, derrubar.

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Esse é o Clube dos Mudos

Você usa um Nextel? Então você entrou para o clube… Dos mudos! A operadora é só mais um exemplo real de que monopólio em qualquer esfera é uma praga ao desenvolvimento. O serviço é caríssimo e o funcionamento altamente deficiente. Ainda bem que não sou eu quem paga a conta.

A empresa me fornece o rádio para que eu possa ser facilmente localizada. Cadê? O hospital parece estar localizado em uma imensa área de sombra. Sofro o transtorno de tratar todos os assuntos, no meio do pátio, não importa o quanto sigilosos deveriam ser os temas.  Na minha sala e em vários departamentos o sinal é inexistente.

Dentro da minha casa tenho que localizar o melhor local para captação. E isso muda durante o dia. Como estou sempre a disposição da empresa, tenho que ser localizada para qualquer emergência, se não for muito incômodo para a Nextel, claro.

Achei que fosse um problema do subúrbio, afinal de contas, minha vida está toda deste lado da cidade e, não somos lá abastados no serviço de transporte, segurança pública (entre outras deficiências), então, porque contaríamos com o privilégio de termos sinal de rádio?

Olha que mundo pequeno: de tanto reclamar disso, acabei descobrindo que tenho um amigo, em Jacarepaguá, que quando está em casa, tem que ir até a praça do condomínio onde mora para achar sinal e lá, encontra outros moradores que sofrem do mesmo problema. Descobri também que a Ma, não pode usar o Nextel dentro do apartamento no Recreio, porque não tem sinal no prédio. Me irrita muito ter que parar a fofoca quando ela chega a portaria. #muitofranca. Em Guadalupe também há o mesmo problema.

E dentro do Metrô? Gente, a Linha 2, é pré-metrô, o que quer dizer que o trem corre por cima e não por baixo da terra, com exceção da estação Maria da Graça, se não me falha a memória. E daí? É impossível atender a um alerta dentro do vagão.

Daí que estou muito felizinha e fazendo votos de que a Vivo Direto se dê muito bem e comece a incomodar de verdade a Nextel, para ver se isso mudo, quer dizer , muda. Não é uma questão de localização, o clube caladão parece que é global pelo Rio. Como disse lá no início, só não fico mais Fê da Vida, porque é meu chefe quem paga a conta.

Matéria do Valor Econômico informou que a empresa quer triplicar o número de assinantes até 2015. É. Pode ser. O serviço ainda confere um certo status e o povo brasileiro gosta de viver de aparência (desculpa gente, mas essa é a verdade), não importa que seja tratado com indiferença.  Se o quesito fosse funcionalidade ou custo/benefício, dificilmente atingiriam a meta.

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Invista em solidariedade

Se o cinto anda apertado porque você, como eu, está gordinho. Dane-se. Se o cinto está apertado porque as finanças estão no limite (ou já estouraram como a minha). Dane-se também. A gente comete tantas loucuras com a balança e com as nossas finanças, que amanhã temos um bom motivo pra não estar nem aí: é momento de mais uma edição do Mc Dia Feliz: A maior campanha de socorro a crianças e adolescentes com câncer, coordenada há 23 anos pelo Instituto Ronald McDonald. Considere que é um investimento de  solidariedade!

Quem comprar um Big Mac estará contribuindo com recursos para 74 projetos de 59 instituições sem fins lucrativos. Desde 88, a campanha já arrecadou 114 milhões de reais para o combate ao câncer infanto/juvenil. Esses recursos viabilizam leitos, ambulatórios, casas de apoio, salas de quimioterapia, quartos de internação, unidades de transplantes de medula óssea e diagnósticos precoces. Isso mesmo, a cura de crianças e adolescentes pode estar na cura da nossa vaidade ou do nosso egoísmo! Bóra esquecer a dieta!  Só começaríamos mesmo na próxima segunda.

Posso afirmar que esse investimento vai mesmo para outro ser humano que está infinitamente mais necessitados que nós, porque estão lutando por sua saúde. Quem já teve a oportunidade ou a necessidade de passar pelo Inca, certamente já viu a Van na porta transportando as crianças com o maior carinho desse mundo. Esse programa, sim, é o verdadeiro Criança Esperança.

Ao menos neste sábado, devorar um Big Mac vai te garantir leveza, ao menos de coração e espírito.

Vale a pena e há muito tempo tem a minha contribuição. Não esqueça de levar a família.

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Marcha por um Brasil para o povo

Já que a onda agora é marchar pela maconha, pelos direitos dos homossexuais, pelos direitos da família, pela liberdade religiosa… Está em tempo de entendermos que todos somos brasileiros e nos reunirmos maconheiros, gays, heteros, religiosos,  minorias e maiorias em marcha por um país melhor para todos.

Tudo bem que todos estávamos mobilizados com a morte da Norma, mas enquanto o Gilberto Braga cumpria bem o seu papel de desviar o foco da realidade (a proposta é mais antiga que a novela, esse é só um exemplo de como uma purpurina qualquer pode mobilizar mais do que assuntos que realmente fazem a diferença), abriram em Brasília a discussão de dividir o estado do Pará em três: Pará, Carajás e Tapajós. E não para por aí: Existem outros projetos de esquartejamento do território nacional que, se aprovados, nos farão saltar de 26 para 45 estados, além do Distrito Federal.

Ai você me pergunta: E daí, encrenqueira?

Se estados menores garantissem bem-estar, segurança e prosperidade, o Rio, o Piauí e o Sergipe seriam Paraísos na Terra. Você tem comido manjar dos deuses por aqui? Eu não. Muito ao contrário. Isso quer dizer que o Brasil não precisa de mais despesas com mais deputados, mais senadores, mais prefeitos, mais governadores ou mais representações que sugam o salário de quem trabalha.

Ao invés de mais políticos com planos pessoais, porque quando as excelentíssimas bundas ocupam cadeiras em Brasília é o só o que conta, o país precisa de mais faxina como a que está acontecendo na Itália, onde foi instituído um pacote de redução de gastos, que promete cortar 45 bilhões de euros, mediante a extinção de 1.500 municípios italianos. Vão desaparecer 1.500 prefeitos e quase 20 mil vereadores que, no final, são boquinhas desnecessárias mamando o congresso nacional.

O que acham de fazermos valer o mote do “orgulho de ser brasileiro” não por conta do futebol, mas por termos marchado pelo fim da corrupção, proteção do nosso salário, em defesa de um Brasil de direito para os brasileiros? Desperta, galera!

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Conta de telefone (ainda) me tira o sono

Se dependesse de mim e do Gustavo, as operadoras de telefone teriam um rendimento baixíssimo. Claro, estamos na era digital: Skype, MSN, e-mails resolvem perfeitamente TODAS as coisas das nossas vidas cotidianas. Eu ainda uso um pouco de telefone celular, bem pouco, mas o Gustavo nem isso. Ele odeia ficar ao telefone!

Acontece que minha mãe e irmã, não sabem sequer passar um SMS. Não importa quanto tempo se perca ensinando. Os procedimentos, simplesmente, não entram na cabeça delas. E toma-lhe de ficar pendurada em telefone.

Aqui em casa passei tudo para o Oi Conta Total. As ligações para números fixos são ilimitadas. Os celulares da casa falam entre si de graça, mas os minutos são divididos entre eles. Quem disse que é o suficiente para elas? Quem disse que hoje alguém atende pelo número fixo? Isso não existe mais!

E aqui ainda tem um mal crônico: As pessoas dão toquinho para elas retornarem e, sim, as lindas SEMPRE ficam com dó e retornam.

Já aumentei os minutos. Já mudei de planos… Só não consigo é diminuir a despesa. A conta de celular não fica menos que 300,00. Acho que nem o dono do hospital onde trabalho paga tanto de telefone.

Há outra particularidade: O famigerado DDD. Minha mãe tem parentes em Macaé, Rio das Ostras, Ponte que partiu. E as fofocas parecem nunca estar em dia. Resposta para isso: “Não saio pra lugar nenhum, quero saber do meu museu”. Ok. Está coberta de razão? Quem sou eu para questionar?

Sei que, feliz da vida, esses dias entrou um comercial da TIM oferecendo DDD ilimitado. Eu ri. Ri de orelha a orelha. Ao usar o código 41 nas ligações, clientes de planos pós-pago de qualquer operadora fixa do Brasil pagarão apenas R$ 0,41 por chamada nacional ou internacional, independentemente da duração.

O que meu cérebro processou na hora é que, o usuário poderá falar à vontade sem se preocupar com o valor da conta. Será mesmo? Porque meus cabelos estão ficando brancos só em matutar como acabar com essa “farra do boi telefônica”.

Liguei lá para 103 41, cadastrei minha linha e soube que não há fatura separada para cobrança das ligações: para comodidade do cliente, os valores das chamadas serão incluídos na fatura da operadora de telefonia fixa do assinante.

Mas, atenção o Infinity 41 possui ainda uma taxa única de uso mensal do serviço de R$ 4,99, cobrada na primeira ligação do mês. Tudo bem se eles resolverem meu problemão. Se a TIM for realmente Infinity, adeus Oi, sua feia que me fez gastar tanto por tão pouco tempo.

OBS.: Esse não é um post patrocinado. É um post desesperado. Inclusive, se você tiver boas experiências com a operadora, deixem a dica pelos comentários. Reduzir custos é preciso! tu…tu…tu…tu…

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Um Coach de Mulher

Acho que todo mundo curte encontrar um ex-relacionamento qualquer na rua e perceber que ele está mais velho, mas gordo, mais ferrado ou com a mulher mais feia do mundo. E quando a verdade é outra? E o bofe se deu melhor na vida que você?!

E se você entende que a vida dele só deslanchou porque ele seguiu a risca os planos que vocês fizeram juntos, mas que todas as diretrizes nasceram da sua cabeça? Doeu?! É. Dói mesmo. Muitos de vocês devem ter sentido isso uma vez na vida. Claro, atrás de um grande homem, tem que ter o dedo de uma grande mulher… Não façam cara de arrogante em negação.

Fazer o que? Rir disso? Podemos, sim, mas lá no Mulheres à La Carte.

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Mídias Sociais e a Imprensa

No último dia 16, Pierre Lévy, filósofo professor da Universidade de Otawa e estudioso em cibercultura, estampou a capa do  Segundo Caderno, do Globo. Na entrevista, destaquei:

“Os grupos de mídia que não se adaptarem ao novo momento, em que as comunicações são completamente descentralizadas e mais distribuídas, serão dinossauros e vão morrer. Eu acho que as notícias serão consumidas através das redes sociais, como Twitter, Facebook ou Google+. A mídia social permite que você escolha as suas fontes e ordene suas prioridades entre as fontes. Você pode personalizar a forma como vai receber as notícias. Será assim no futuro: o usuário terá a habilidade de priorizar as fontes e os temas, e escolher deliberadamente o que ele quer saber. Será uma atividade que a próxima geração já vai aprender a fazer nas escolas.”

A se comparar com os Topic Trends Brasil do Twitter nesta última semana de Insensato Coração (novela também Global das 21h), espero que as escolas estejam aptas a preparar os novos internautas a selecionar seu conteúdo.

Claro que seu dedo já está em riste, me condenando por também ter feito parte dessa onda. Mas o que leio durante o dia inteiro? As notícias que tenho que dar conta, fora as outras que participo na construção? Entretenimento faz parte da vida. Entretenimento barato faz muito mais parte ainda da rotina da massa. Não me envergonho em ser “noveleira”. Entretanto, me envergonho muito em ver cidadãs brasileiros não lutarem por seus direitos, quer seja por desconhecimento, quer seja por descanso.

Seres lobotomizados podem ser feitos muito mais facilmente de joguete. Podemos ser ainda mais roubados em nossa cidadania, em nossos direitos. Temos que estar mais ligados no mundo e temos ferramentas para isso cada vez mais ao nosso alcance. Será que estaremos prontos para usar?!

Por insegurança neste sentido, explico na minha casa que o Google não serve apenas para encontrar as dicas para o jogo maneiro, também possibilita um universo de vantagens. E você, sabe o que é priorizar? Está pronto para ensinar? De que maneira queremos transitar por esse admirável novo mundo de cauda longa?  Pense nisso. Mas anda rápido, nesse universo um segundo basta para estar obsoleto e ver tudo ruir.

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