Arquivo do mês: setembro 2011

Um novo tempo

Quem viu o Jornal Nacional, na última quarta-feira, dia 28, levanta o mouse. Eu não sei vocês, mas eu me emocionei quando Fátima e Bonner mostraram o troféu Emmy no final da edição e comentaram que foram cumprimentados na rua, por onde passaram depois de ganhar o Oscar da TV, o que também incluía agentes de segurança dos Estados Unidos.

Lembrei das aulas de jornalismo (sim, houve um tempo, antes do Lula, em que jornalistas frequentavam a faculdade, coisa da qual me orgulho muito pelos motivos a seguir), em que o professor passava um vídeo da evolução do telejornal. Antes, o Repórter Esso, lia as notícias, sem encarar o telespectador. Depois, Cid Moreira, por anos na bancada mais importante do país, o JN,  já tinha um TP, que permitia que ele lesse as notícias, olhando para o público, mas o rosto ainda era frio,  sem esboçar qualquer opinião. Acho que Boris Casoy, no Brasil, foi o primeiro a dizer que corrupção “era uma vergonha”, mas não na Rede Globo. Lá a linha sempre foi mais dura para as bancadas de telejornal. E assim o foi por mais de 30 anos. Um sorriso ou outro foi sendo permitido timidamente.

Aliás, o repórter também era quase um poste, decorava sua “passagem” (é assim que se chama, na TV, quando o repórter aparece, falando, no local da notícia) e tinha a obrigação de ser impessoal, frio, distante.

A cena que se seguiu na última quarta-feira seria digna de uma monografia, se ainda fosse preciso se formar em jornalismo. Foi, em minha opinião, a grande cena do admirável mundo televisivo novo e merece ser destacado. Um mundo mais real, mais próximo, mais “normal”, mais contemporâneo, bem a cara do “tio” que tem centenas de seguidores no Twitter (embora interaja muito pouco com eles, sendo bem franca) e muitas vezes se pauta, pelo zunzunzum da rede.

Fazendo valer a máxima “Antes tarde do que nunca” (porque só agora tive tempo de sentar e escrever) vale dizer que eu me emocionei!

1 comentário

Arquivado em Cotidiano

Cadê minhas gotas de chocolate?

Todo mundo sabe que foto publicitária é muito diferente do produto em si; Até porque esse tipo de  imagem é especialmente produzida para a difusão comercial do produto, independente do suporte escolhido pelo anunciante, que tanto pode ser a mídia impressa – jornais, revistas, cartazes, out-doors, ou folhetos – quanto audiovisual, como multivisões e anúncios transmitidos pela televisão ou pelo cinema. Manipulação mesmo, para te dar água na boca.

O Big Mac que vem na caixinha para nossa mesa, nem de longe parece com a fotografia sobre o balcão. Assim como as comidinhas do Giraffas, as guloseimas do Habib’s, os congelados da Sadia… Não tem como fugir!  Mas nada me frustrou mais que os cookies da Bauducco.

Gente, cadê as gotas de chocolate?

O produto é mesmo para se comer apenas com os olhos… O chocolate Hershey’s aqui é só mesmo um cheiro, bem longe.

Ai, você me diz: Também…Vai comprar coisa barata!!!

Tudo bem, nada supera os fabulosos Chocookies. No entanto, não é a primeira vez que compro o “genérico”, por isso, é maior minha frustração: antigamente os cookies Bauducco não deixavam tanto a desejar. Agora, sim, essa embalagem não é foto publicitária, mas a maior de todas as propagandas enganosas.

Ô, Bauducco… Que coisa feia! Devolve ai, as gotas de chocolate.

1 comentário

Arquivado em Cotidiano

Educação Financeira é preciso

Essa semana contei do problema que minha mãe passou junto ao Itaú (e aquele parcelamento indecente que eles chamaram de acordo.), para quem não lembra, mencionei que ela só teve um conta corrente em banco depois que o meu pai faleceu há dois anos. Essa realidade econômica para ela é muito recente e, para falar a verdade, a maioria absoluta desses novos clientes com o mesmo perfil que ela precisa de educação financeira ou reeducação econômica, como noções elementares sobre dívida, financiamento, poupança ou investimento – tudo o que gira em torno do bom e velho dinheiro em instituições financeira, porque essas, não estão pra brincadeira.

No caso da minha mãe, os descontos do valor mínimo, fizeram ela acreditar que pagando este valor e não voltando a gastar o cartão, a dívida acabaria. Pura inocência de quem entrou agora na jaula dos lobos famintos!


Enfim, depois desse episódio, meu amigo Alex Campos (comentarista de Economia da JBFM) me indicou a campanha “Você manda no seu bolso”. Uma iniciativa da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), que traz como carro-chefe um hotsite com temas sobre o uso do cartão; entre eles, planejamento financeiro, pagamento mínimo da fatura e empréstimo do crédito a terceiros.

Além disso, por lá está em construção um“simulador de despesas” que vai  ajudar o visitante a traçar suas metas, sempre com base em atitudes conscientes e responsáveis. Espero que entre logo no ar.

A campanha quer estimular decisões corretas de compra no cartão de crédito – que deve ser usado como instrumento de organização financeira, sem perdas e danos no orçamento doméstico.

Mesmo quem está acostumado a essas ferramentas da vida moderna deveria dar uma passada por lá. Sempre pode-se aparar arestas do orçamento. É ou não é?! E, para quem não conhece, como no caso da minha mãe, é uma ótima oportunidade para não cair mais no conto do vigário

Então, clique aqui para conhecer as dicas da Abecs.

Boa sorte!

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Itaú: Dor de Cabeça pra você

Descobri recentemente que minha mãe também estava enrolada até o pescoço por conta de um Itaucard (todo mundo sabe que todo mês travo uma luta com a tal instituição); Sim, ela é dessas que esconde as coisas até o fim com medo de brigarmos com ela. E, no final, brigo mesmo, porque ela consegue transformar qualquer marolinha em Tsunami financeira, principalmente por incapacidade de lidar com o banco. Meu pai sempre foi o provedor da família e essa coisa de ser pensionista, administrar as contas, tem sido um grande desafio para ela. Sobretudo, porque com o Itaú deve-se ter os dois olhos bem abertos no gato e também no peixe.

O caso é que ela conseguiu que a fatura do tal cartão chegasse a R$2.000,00 (e uns quebrados). Nesse hábito de lesarem constantemente o consumidor, o Itaú começou a descontar na conta corrente dela o pagamento mínimo. Claro, que não havia como fazerem o pagamento integral.

A minha dúvida é: Minha mãe diz que não autorizou o débito em conta, a instituição pode fazer isso automaticamente? O departamento de cobrança não deveria ao menos fazer um contato para tentar negociar a dívida antes de resolver sozinho roubar um consumidor idoso? Não seria isso uso de má fé descarada?!

Vale ressaltar que, mesmo conhecendo essa dívida, o Itaú liberou para ela um cartão múltiplo (desses que serve para crédito e débito), ou seja, mesmo ela tendo já contraído uma dívida que, segundo eles ela não podia pagar, já que escolheram por ela o débito do valor mínimo da fatura, lhe deram ainda mais crédito.

Inocentemente o que fez minha mãe? Encostou o primeiro cartão. Não mais o usou e, já que eles continuavam a descontar o mínimo em conta, quando vinha o demonstrativo, ela simplesmente o ignorava. A dívida, claro, só cresceu.

Ela então entrou em contato duas vezes pela central telefônica e lhe disseram que não podia ser feita uma negociação. Ou ela pagava tudo, a vista, com a fatura pelos Correios ou continuaria sendo descontado o valor mínimo por débito automático:

“Esse é um procedimento normal do banco, senhora. Se o cliente não paga a conta e é correntista, automaticamente o débito do mínimo é feito em conta”.

Entendeu direito quem interpretou que não só as lojas de crédito consignado abusam e enrolam os idosos… Cuidado também com os grandes bancos!

Quando ela me contou toda história, pedi que ela tirasse um histórico dos extratos desde o ano passado, quando começou essa novela. Somei tudo e, os descontos “do mínimo” não só teria quitado toda a dívida, como ainda sobraria uns trocados… Ao invés disso, mesmo sem ela gastar absolutamente nada do cartão, a dívida não diminuía, bem ao contrário.

Fiz a reclamação por e-mail para o banco. Nada adiantou. Entrei com o número do protocolo no Banco Central. Resultado?

Fizeram com ela o acordo de pagar 12X de R$100,00. Isso quer dizer que:

1-      O Itaú escolheu por ela a forma de pagamento da dívida

2-    Não entraram em contato nenhuma vez para informar que o MÍNIMO não quita a dívida, na verdade, incide juros muito mais pesados (ela não fez Matemática Financeira não é obrigada a saber)

3-      Quando ela fez o contato para parcelar a dívida, por DUAS VEZES negaram o acordo. Orientando que ela pagasse a fatura toda de uma vez ou nada poderia ser feito por ela.

4-      Apesar disso tudo, DE TODOS OS ERROS, ainda fazem com que ela pague mais R$1.200,00

Minha mãe aceitou, claro. Só o que ela queria era se livrar da bola de neve, mas Itaú, na boa? Nem agiota é tão cara de pau.Ou vocês não percebem que o cliente está pagando o erro de vocês?! Está sendo onerado pelo mal atendimento de vocês, das informações desencontradas de vocês (que TODOS OS MESES eu sou vítima e deve ter esse histórico bem detalhadinho aí na Central de Relacionamento do Twitter). E ainda consideram essa conta cretina como acordo.

Eu nunca tive tanta dor de cabeça com uma mesma instituição em um espaço de tempo tão curto. Tal filha. Tal mãe.

1 comentário

Arquivado em Cotidiano

Máfia Fundamental

Gustavo fazia a lição de casa, quando comenta:

– Lembra aquele trabalho de casa que você me gastou porque dei uma dormidinha antes? A professora elogiou!

Pronto. Até esqueci que postei no Facebook uma foto bem malcriada da situação. Logo o peito de inflou de orgulho.

– É, meu filho? Como foi isso?
– O Vinícius esqueceu de fazer o trabalho de casa. Emprestei o meu para ele, que copiou. Aí, a professora pegou um outro trabalho sem conta nenhuma… Comparou logo: “Tá vendo fulaninha? O trabalho do Vinícius está com todas as contas, os resultados não apareceram por geração espontânea”. Mal sabia ela que o elogio era meu.
– É, Gustavo… Isso acontece. Chama Papagaio come milho, periquito leva fama. Mas, cuidado, hein. Agora, o trabalho chamou atenção, levando nome do Vinícius. Vai que ela marcou isso!? Vocês erram a mesma coisa, ela vai achar que você colou.
– Não, mãe. Tranquilo. Conferi antes o meu trabalho com o do Pedro. As respostas estavam idênticas.

Pausa

– Na verdade, sempre fazemos isso… Conferimos os trabalhos antes.

A picaretagem começa cedo… Já no ensino fundamental. Quanto as provas… Não tive coragem de perguntar. Essas coisas há de se ter mais tato.

2 Comentários

Arquivado em Uncategorized

Gula – O Clube dos Anjos

Nunca falei de livros por aqui, né?! Pois é… Eu simplesmente amo ler.  Mas sofro de um problema sério: Não consigo ler em movimento. Sabem? Essa coisa de gente que lê no ônibus, no metrô?! Tenho muita inveja de quem consegue ocupar de forma saudável esses probleminhas (leia-se o trânsito infernal do Rio de Janeiro) de rotina.

Ah, sim… Também tenho o problema de me ocupar de mais com o besteirol da web. Não precisam apontar o dedo no meu nariz. O vício virtual tem me afastado um pouco das prateleiras. Eu sei.

O caso é que Luis Fernando Veríssimo, é o cara. Sempre chama minha atenção, me prende, me arrebata…  O Gula – O clube dos anjos – caiu na minha mão e seguiu a regra: me devolveu o paladar pelos livros. Acabei devorando o bendito em menos de duas semanas, apesar dos blogs, do Facebook, do trabalho, do cansaço, da impossibilidade de ler no caminho…

Pausa para Sinopse: “O clube dos anjos é um livro onde a gula, um pecado capital, e a euforia do homem é relacionada de tal forma que podemos notar o desejo da fome. O livro conta a história de dez homens que, em uma tradição, reunem-se há 21 anos. Tudo começa com uma pequena reunião no “Alberi” e depois passam a freqüentar lugares de melhor qualidade tanto em ambiente quanto na comida. Quem conta toda a história é Daniel, que cita os dez amigos que fazem parte do “Clube do Picadinho”. Ao conhecer Lucidio, um rapaz misterioso que cozinha muito bem, Daniel resolve fazer um jantar como nos velhos tempos, afinal, depois da morte do líder dos integrantes, Ramos, o clube nunca mais foi o mesmo. Ao longo do livro, ele contará sobre a gula e a euforia que cada um dos integrantes desse grupo têm pela a comida.”

E por que esse nome curioso? O livro faz parte de uma coleção “Os sete pecados capitais”. Cada pecado foi escrito por um autor diferente. E ai, que me apaixono ainda mais pelo Veríssimo. O sujeito, mesmo embarcando numa de literatura encomendada consegue mandar bem. Meu ídolo!

E será que tem mais gente boa nessa que eu nem sei? Fiquei curiosa de ler os outros 6 pecados. Alguém já leu algum outro pecado e tem ai para emprestar?

Sou dessas que assalto estante dos amigos. Mas ó: “Eu cuido direitinho e devolvo rápido”. Rs

3 Comentários

Arquivado em Entretenimento

Planeta dos Macacos – A Origem

Acho que essa foi a estreia que mais deixei pra depois. Talvez não tivesse nem visto, se minha amiga Pitanga (ou o querubim dos Pampas) não tivesse elogiado tanto aqui. O motivo é muito simples: o longa é oficialmente uma referência da famosa série Planeta dos Macacos, que depois virou não apenas série de TV,  mas já teve uma infeliz aparição na telona (2001), que não só foi trágica como ainda rendeu a carreira de Tim Burton uma mancha pesada.

Grata surpresa! O diretor inglês Rupert Wyatt (muito prazer, não te conhecia antes) conduziu com precisão e eficiência a historinha batida. Aliás, o roteiro também é muito inteligente e vai justificando as ações e atitudes dos personagens, para não transformar tudo em uma guerrinha de primatas mais ou menos desenvolvidos.

A trama mostra um laboratório que faz experiências com macacos (claro). A grande experiência trancada a sete chaves é a cura para o Alzheimer. Por uma série de coincidências a droga cria uma geração de macacos chamados de Olhos Brilhantes. Na verdade, o que acontece é que sem querer, uma das cobaias tem um filhote, que traz consigo o DNA transformado pela droga. Depois que a “mãe macaca” provoca uma confusão no laboratório levando o projeto a ser cancelado, o cientista adota o macaquinho e começa o analisar de casa. A tal experiência faz com que o processo de pensamento e reflexão do primata seja apressado fazendo crescer novas células. Enquanto o macaco vai crescendo, o pesquisador experimenta com seu próprio pai, que sofre de Alzheimer, os efeitos nos humanos e até consegue bons resultados, mas que são passageiros.

Aliás, essa questão com humanos deixa porta aberta para uma próxima edição, que se comparado a primeira, vai dar um banho em muito blockbuster dessa geração.

Em relação ao elenco, o verdadeiro astro do filme é esse macaco geneticamente modificado, chamado Cesar. Enquanto nos filmes anteriores, os animais eram apenas atores vestindo roupas e maquiagem de macacos, neste longa encontramos incríveis efeitos digitais, captação no estilo de Avatar (já contei que assisti esse filme 2 vezes no cinema e outras 30 vezes em casa? Já deu pra entender porque fiquei hipnotizada, né?). Cesar, é na verdade, o famoso Andy Serkis, (O Senhor dos Anéis) quer serviu de modelo para a captação de detalhes.

Simplesmente, vale a pena conferir!

1 comentário

Arquivado em Entretenimento