Upload na Independência

Mais um Sete de Setembro. Mais paradas militares de norte a sul do país que se juntarem os públicos não dá uma edição do Fashion Rio. O motivo é muito simples, embora ninguém pare e pense nisso: Descredulidade no evento.

Não há independência quando muita gente que deveria ser economicamente ativa pelo seu suor ainda pede dinheiro emprestado ou mora na casa dos pais por impossibilidade de seguir outros caminhos. Muito prazer, essa sou eu!

Por que não trabalha? Por que não se dedica? Por que é preguiçosa? Por que não se preparou?

Não.

Simplesmente porque a corrupção e a impunidade acabam INVIABILIZANDO iniciativas que levariam ao grito de independência do povo (ou já que direcionei as perguntas para mim mesma, vamos atentar para o meu umbigo e o meu grito de independência).

A CPMF, por exemplo, surgiu em 1993, a pretexto de resolver o caos na saúde pública. Naquela época eu sofria a cada nova crise de asma no HCPM. Que era o que o meu pai podia me dar. Em 2007, quando o total de recursos já passava de 40 bilhões de reais, suspenderam a cobrança.

E eu? Eu já pagava plano de saúde caríssimo para mim e para um filho. Porque 7 anos antes eu sofria na mão de uma obstetrazinha de merda, no Hospital Carmela Dutra, que deveria ir muito bem, obrigado, as custas de 14 anos de impostos caros sobre qualquer transação bancária. A minha vida evoluiu. A do Brasil, não.

E no ano seguinte, sem a famigerada CPMF, o Lula tratou de gerar um tributaço nunca antes visto na história desse país. Impostos que eu saiba é para gerar bem estar para os cidadãos. Ou não?

Por aqui, a resposta é não. Paga-se duas vezes por escola, saúde, segurança… Fora os empresários que lesam os cidadãos desrespeitando pisos salarias e benefícios e fiscalização é nula. A gente aceita ou é desempregado.

Nesse ritmo, como é que podemos nos dizer donos do nosso próprio nariz? Somos cada vez mais dependentes e solidários, seguindo um ciclo, se não vicioso, desesperado.

O que o Brasil precisa hoje é de um novo grito de independência… Que ecoe como basta!

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