Arquivo do mês: outubro 2011

Hoje meu novo tempo que começou

Já tem um certo tempo que o Gustavo diz que vai ser design de jogos.

Sabem essa coisa “o que você vai ser quando crescer?” Há um tempo ele vem batendo nessa tecla de trabalhar com jogos. A primeira vista eu torci o nariz pra isso. Comecei a torcer para ele mudar de ideia de novo e voltar a querer ser veterinário. Acho que é mais fácil montar um consultório e ser pequeno empreendedor do que encarar essa vida dura da Comunicação. A minha rotina, por exemplo, é só a luta, estudar muito pra ganhar bem mal. Não há reconhecimento no mercado… Sei lá. Classe média baixa suburbana sempre tem em si aquele ranço de Engenharia, Medicina, blá blá blá.

O caso é que meu filho parece que está muito mais conectado no futuro que eu. O mundo dos games está se revelando uma excelente mídia de divulgação. A Johnson & Johnson lançou um jogo para divulgar seu absorvente. Mas não é só disso que as empresas estão tirando proveito não! Os games estão ajudando até no recrutamento e seleção! Acreditam nisso?!

A rede hoteleira Marriot, por exemplo, para ver se os candidatos às vagas de fato tinham as habilidades que eles estavam buscando, a rede colocou no Facebook um game no estilo do “Farmville”, em que os jogadores tinham que administrar o restaurante do hotel! São várias tarefas: contratar e treinar pessoas, comprar alimentos, verificar se os clientes estão satisfeitos… E, aliás, se os clientes estivessem, o personagem evoluía e passava a trabalhar em outros setores! Olha que barato!

Resumindo: tem uma nova tendência à vista. Os games estão saindo do terreno da diversão e entrando no mundo corporativo. E meu filhinho esperto está querendo entrar nesse ramo.

A pergunta é: Como é que devo orientar agora os estudos desse menino, gente?!

Não consigo nem me orientar… Sugestões possíveis, viáveis, por que não baratas, por favor…

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Interatividade até no papel

A palavra de ordem é interatividade! A era digital deixou todo mundo mal acostumado. Até o Youtube deixou de ser uma mera ferramenta reprodutora de vídeos e já possibilita a criação de vídeos interativos. Eu mesma já mostrei um exemplo muito bacana disso aqui.

Minha irmã diz que essa droga de computador deixou todo mundo alienado (vale dizer que ela só mexe em computador pra limpar), mas a verdade é que quando o consumidor pode interagir com a marca, ela chama mesmo mais atenção do seu público alvo. Só a rabugenta da minha irmã não consegue atinar.

Estou ficando especialista em nariz de cera, hein! Rs

O que você quer dizer afinal Fefê?

Então… Esses dias eu vi um anúncio muito interessante de uma marca de cosméticos em uma revista. Isso mesmo, crianças. Pensando em fisgar a atenção das mulheres, a tal marca criou um anúncio interativo em veículos IMPRESSOS!

O publicitário genial que desenvolveu a peça para um hidratante, simulou linhas de expressão na atriz Vanessa Giácomo com linhas de costura mesmo. Ao puxar os fios do rosto impresso, as rugas iam desaparecendo e, ao final, tinha a frase “Nunca foi tão fácil evitar as linhas de expressão”.

Em geral, eu ia passar batida pelo anúncio. Porque, né, hoje em dias as revistas trazem mais publicidade que outra coisa e isso, é um pé no saco. Já no anúncio interativo eu parei pra brincar… E poderia falar com facilidade o nome da marca. Fixei. Só não vou contar porque não me pagaram pra isso. Estou nessa agora: só pa-gan-do.

Mas parabéns ao pessoal que está criando interatividade até nos veículos impressos. Recriar é preciso!

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Cheia de ânimo

Felizmente esse blog não é tão lido assim… Ando tão cansada de tudo (trabalho, família, solidão…) que não estou afim de pensar publicações. Desculpas a quem pintou por aqui.

 

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Rede Social: Ser ou não ser?

Meu mais novo desafio “pessoal” é bombar o Twitter do hospital onde trabalho (sou chegada a me apaixonar por missões quase  impossíveis). Quando cheguei lá, a ferramenta já estava montada, mas com apenas 6 seguidores.

Não é louco?! Uma unidade de saúde pública resolve estar próxima da comunidade, usando a ferramenta mais “queridinha” da web e fica falando para as paredes?!  Óbvio: o criador do perfil não se preocupou em montar uma estratégia de comunicação pelo canal.

Eu achei que poderia fazer isso. [cara de metida, lixa nas unhas, rá]

Meu primeiro passo foi juntar Ouvidoria e Rede Social e monitorar palavras chaves o tempo todo. Na sequência, espalhei avisos de que estamos no Twitter por onde passam mais pacientes e no conforto dos funcionários. Em três meses o salto para VINTE E OITO SEGUIDORES!

Podem rir! Eu sou um fracasso em estratégias para novas mídias…

Ao menos não me dou por vencida. Comecei a pesquisar mais sobre o tema e acompanhar o perfil do Hospital Sírio Libanês que fala hoje para 2.518 seguidores. Depois de uns dois dias bem absorvida com isso cheguei à conclusão que não dá para competir com uma equipe de comunicação estando sozinha.

Sim. Eles têm um blog interessante com temas de saúde, são aceitos como fonte com muita facilidade, por ser uma instituição muito respeitada e, até os médicos estão disponíveis para contato em chats e outros perfis do Twitter. Te mete?!

Do meu lado, sou o próprio Náufrago! Desempenho múltiplas funções, que não me permitem pensar em Comunicação Social, ou seja, o problema não sou só eu. O grande problema é que sou eu só. Isso quer dizer que, antes de mais nada, há de se pensar em uma mudança da  cultura corporativa.

Descobri a pólvora?! Sei que não.

Porém, resolvi compartilhar com vocês, que assim como eu buscam respostas, a análise superficial dos dois cases que demonstra a afirmação apresentada em todas as palestras, simpósios, encontros, bate papos informais sobre comunicação social em novas mídias.

No caso do Sírio Libanês, há um envolvimento de toda corporação em prol dessa comunicação linear e é uma falácia achar que a cultura de uma empresa pode ser mudada facilmente. No meu caso específico, nem acredito que pode ser mudada. Meu diretor é mais inacessível para mim do que o papa. Não há sequer reuniões regulares para se discutir o tema. Quando ele acha que algo deve ser feito, envia um email para minha chefia direta (que é administradora e não da área da comunicação) e esta me repassa. Como uma secretária executiva pura e simples.

Historicamente alguns casos de mudanças mais significativas de cultura em empresas já estabelecidas ocorreram em momentos nos quais essas mesmas empresas se encontravam à beira da falência, justamente por não terem percebido e reagido adequadamente às mudanças no ambiente. Um dos exemplos é a IBM.

Mas quando se tem na porta uma bandeira do governo municipal… Alguém pensa em falência? Ao contrário. Manter o mais do mesmo é a política e o que vier é lucro.

E eu?! Continuo a nadar… Continuo a nadar… Quem sabe um dia meu trabalho desponta só pelo troféu boa vontade?! O mundo também se fez por algumas utopias.

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Remarcado o fim do mundo

Tem maluco pra tudo nessa vida, né?! E quando eu digo tudo… É tudinho mesmo.

A nova hastag do Twitter (#OFimDoMundoSexta) me chamou atenção e eu tive que pesquisar essa grande novidade. Tinha explicação:

O americano Harold Camping, pregador evangélico do movimento “Family Radio Worldwide”, divulgou por aí que o ‘Dia do Julgamento’ será nesta sexta-feira (21). Segundo o doido de pedra, o “processo de destruição” teria começado em maio e o apocalipse foi adiado em cinco meses: 21 de outubro.

Entenderam isso?

Camping já havia previsto o fim do mundo para 21 de maio. Na época dessa primeira profecia, muitos seguidores do pastor abandonaram suas casas, largaram empregos, se desfizeram de bens… Quem é mais doido, gente?!

A coisa toda deu errado, ele ai disse que foi um erro do cálculo, jogou a data mais pra frente, como quem faz uma renegociação do cartão de crédito.

Eu que não sou tonta, vou brindar o fim do mundo com umas amigas, na Lapa… Sei lá… Vai de que dessa vez o doido acerta?! Estarei anestesiada se a morte doer e, partirei feliz tendo como última lembrança o calor humano de quem curtiu bem a Terra.

Eu, hein!

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Troféu Abacaxi para o novo Aviso Prévio

Na semana passada recebi um convite para trocar a assessoria de imprensa por uma emissora de TV. Sosseguem! Ainda não é a Globo e, por motivos financeiros resolvi manter minha vida como está. Mas ai, nessa eminência de pedir demissão, uma pessoa me chamou a atenção para um detalhe: O novo aviso prévio. Mais um abacaxi que o Congresso Nacional faz o povo engolir, sem descascar.

Você prestou atenção aos noticiários da última semana? Eu também não tinha me dado conta da gravidade do assunto… A gente é lesado de tantos lados, que fica difícil se dar conta de que a corja de políticos sempre pode piorar o “impiorável”.

Em resumo, o Diário Oficial da União estampou o seguinte: em caso de demissão, o aviso prévio passa de um mês para até três meses.

A cada ano no emprego, o trabalhador vai ganhando direito (?) a mais três dias no período de carência, até o limite de 90 dias.

Sem entrar no mérito ou demérito da lei, o problema é que ela foi mal recebida até no Ministério do Trabalho. Isso porque, ninguém sabe dizer, por exemplo, se o novo aviso prévio também vale para os atuais contratos de trabalho, se a jornada também é reduzida no prazo que vai além dos 30 dias convencionais, se é possível uma negociação que permita a dispensa de parte dos 90 dias (coisa que me atingiria diretamente se minha escolha fosse partir para TV), se o empregador tem o mesmo direito do empregado… E como ficam aqueles que já estão, hoje, cumprindo aviso prévio?!

Vamos combinar? Se você quer sair da empresa ou se foi dispensado, tudo o que não se quer é ficar preso eternamente ao lugar.  Diga-se de passagem que é desgastante até para equipe.

Alguma dúvida que vai chover ações trabalhistas na Justiça?! Ou então, é bom a Casa Civil, tirar dessa plantação de abacaxis azedos, um projeto de lei complementar, bem rapidinho, antes que a coisa toda entre em colapso.

É bom pensarem bem rapidinho mesmo, porque não quero ficar Fê da Vida com uma situação que era pra me trazer alívio: o direito de subir degraus da minha vida profissional. Ou será que só politico tem o direito de ganhar dinheiro nessa terra de ninguém?!

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Zelador Animal: Eu Ri

Não vou negar: em relação a “bicharada que fala” tive a nítida sensação de estar assistindo novamente ao longa de animação Madagascar (que se passava também num zoo de Nova York). Já no pano de fundo, o zelador muito adepto a seu trabalho que é apaixonado por uma loira burra (igual a tantas do cinema) que recusa sua proposta de casamento, e o deixa sofrendo por cinco anos até que ele repara na veterinária do zoológico foi pouco criativo… Diria até primário.

Mas, confesso que o gordinho Kevin James me conquistou. Ele é simpático, gente!

E, afinal de contas, o filme foi lançado no Brasil apenas com cópias dubladas, ou seja, é para agradar as crianças; Portanto, deixe a ranzinzice de crítico de cinema do lado de fora, e deixe a gargalhada fluir.

O que é o Gorila de camiseta amarela lanchando no Fridays?! Diversão. Claro. Eu ri bastante… É tão ridículo que chega a ser engraçado. Mais ou menos como Pânico na TV (que eu não assisto, mas todos gostam de repetir as piadas infames que eu não entendo, porque não assisto).

Aliás, essa parte de atingir em cheio a garotada foi um caso pensado, viu?! Zelador Animal foi um fracasso de bilheteria nos EUA. Não chegou nem a 79 milhões  de dólares e teve orçamento de 80, ou seja, teria que ter rendido pelo menos o dobro para ter empatado no custo, sem o marketing), por conta disso, a distribuidora tomou a decisão de lançar aqui no Brasil apenas em versão dublada para atingir mais diretamente o público infantil que podem ser mais pacientes com o assunto do filme. Ou são menos malas que os norte americanos.

Se tiver passando ai pelo shopping, querendo fazer hora… Dá para soltar umas gargalhadas. Somos tupiniquins mesmo, ninguém vai reparar, se você, como eu e o Gustavo curtir.

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