Rede Social: Ser ou não ser?

Meu mais novo desafio “pessoal” é bombar o Twitter do hospital onde trabalho (sou chegada a me apaixonar por missões quase  impossíveis). Quando cheguei lá, a ferramenta já estava montada, mas com apenas 6 seguidores.

Não é louco?! Uma unidade de saúde pública resolve estar próxima da comunidade, usando a ferramenta mais “queridinha” da web e fica falando para as paredes?!  Óbvio: o criador do perfil não se preocupou em montar uma estratégia de comunicação pelo canal.

Eu achei que poderia fazer isso. [cara de metida, lixa nas unhas, rá]

Meu primeiro passo foi juntar Ouvidoria e Rede Social e monitorar palavras chaves o tempo todo. Na sequência, espalhei avisos de que estamos no Twitter por onde passam mais pacientes e no conforto dos funcionários. Em três meses o salto para VINTE E OITO SEGUIDORES!

Podem rir! Eu sou um fracasso em estratégias para novas mídias…

Ao menos não me dou por vencida. Comecei a pesquisar mais sobre o tema e acompanhar o perfil do Hospital Sírio Libanês que fala hoje para 2.518 seguidores. Depois de uns dois dias bem absorvida com isso cheguei à conclusão que não dá para competir com uma equipe de comunicação estando sozinha.

Sim. Eles têm um blog interessante com temas de saúde, são aceitos como fonte com muita facilidade, por ser uma instituição muito respeitada e, até os médicos estão disponíveis para contato em chats e outros perfis do Twitter. Te mete?!

Do meu lado, sou o próprio Náufrago! Desempenho múltiplas funções, que não me permitem pensar em Comunicação Social, ou seja, o problema não sou só eu. O grande problema é que sou eu só. Isso quer dizer que, antes de mais nada, há de se pensar em uma mudança da  cultura corporativa.

Descobri a pólvora?! Sei que não.

Porém, resolvi compartilhar com vocês, que assim como eu buscam respostas, a análise superficial dos dois cases que demonstra a afirmação apresentada em todas as palestras, simpósios, encontros, bate papos informais sobre comunicação social em novas mídias.

No caso do Sírio Libanês, há um envolvimento de toda corporação em prol dessa comunicação linear e é uma falácia achar que a cultura de uma empresa pode ser mudada facilmente. No meu caso específico, nem acredito que pode ser mudada. Meu diretor é mais inacessível para mim do que o papa. Não há sequer reuniões regulares para se discutir o tema. Quando ele acha que algo deve ser feito, envia um email para minha chefia direta (que é administradora e não da área da comunicação) e esta me repassa. Como uma secretária executiva pura e simples.

Historicamente alguns casos de mudanças mais significativas de cultura em empresas já estabelecidas ocorreram em momentos nos quais essas mesmas empresas se encontravam à beira da falência, justamente por não terem percebido e reagido adequadamente às mudanças no ambiente. Um dos exemplos é a IBM.

Mas quando se tem na porta uma bandeira do governo municipal… Alguém pensa em falência? Ao contrário. Manter o mais do mesmo é a política e o que vier é lucro.

E eu?! Continuo a nadar… Continuo a nadar… Quem sabe um dia meu trabalho desponta só pelo troféu boa vontade?! O mundo também se fez por algumas utopias.

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