Arquivo do mês: novembro 2011

Quem está solteiro nunca fica só

É? Pelo menos é o que enche a boca pra dizer a galerinha pagodeira por ai. Sei lá. Tenho minhas dúvidas. Acho que a afirmação depende de ponto de vista e da idade do solteiro em questão.

De ponto de vista porque acredito que o estar só, na verdade, signifique estar disponível para aventuras, a hora que elas aparecerem. Mas e se isso não te preenche? A liberdade também pode ser construída a dois. Por exemplo? Você quer bater um papo com as amigas ou mesmo jogar o seu futebol (no caso dos meninos) e o parceiro entender que esse espaço é válido e pode trazer frescor a relação.

Tem também aquela relação que admite quebrar rotinas. De repente ambos estão olhando pro teto, um olha pro outro e diz: vamos jantar em Araras? E subam a serra pra isso. Ah, isso já me aconteceu… E posso dizer: naquele tempo, sim, jamais me sentia só.

Por motivos diversos acabei abrindo mão desse relacionamento.  Diversos? Não. Imaturos mesmo. Não soube levar uma mágoa na relação. Perdi. E perdi feio, porque perdi pra mim mesma. Papo pra outro post, quem sabe?

O caso é que hoje, na minha idade, os amigos estão construindo suas vidas, suas famílias… Nem sempre eu caibo no programinha. Nem sempre eu consigo me adequar , até financeiramente, a nova realidade deles. E vou vivendo daqui, a acompanhar a vida dos outros pelo Facebook e outras redes sociais.

A solidão pesa muito mais do que a falta de dinheiro.

A cabeça dói com a tela branca do computador. Porque faço uma coisinha e outra pela casa. Mas o trabalho acaba e volto pra cá. Nessa busca vã por algo que me preencha. Nesse passado tão presente no meu presente porque não há como pensar em futuro.

Estou solteira e só. Muito só, desculpe os pagodeiros.

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Nota Mental


 

Emprestado daqui, porque está cada dia mais difícil eu acreditar nessa “máxima” de mim.

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Buscando Caminhos Virtuais

Nesse meu período de exílio residencial, de imposta necessidade de contenção de despesas tenho tentado planejar o uso do Twitter do Hospital onde trabalho. Tudo bem que tenho feito coisas que passam longe do planejamento da Comunicação (eventos em cima da hora, comunicação visual que inclui desenvolver logotipos por pura fantasia do diretor, etc)e isso dificulta a utilização da ferramenta. Mas por um desafio pessoal – e porque não dá mesmo para tomar umas cervas côzamigos – resolvi estudar de casa as possibilidades.

Os passos básicos eu já dei:

– Usar hastags que estão em alta no momento e as que podem gerar curiosidade
– RT de quem tem a ver conosco para gerar o mesmo resultado
– Responder a todos que nos procuram (pouquíssimos)
– Rastrear o que dizem de nós e tentar interação com essa pessoa

Percebi que é preciso bem mais que isso… Era hora de mais pesquisas.

Acabei  observando que no começo do Twitter, o que mais falávamos era sobre o próprio Twitter: O que fazer com ele? Como postar? Como encurtar as URL’s? Quais as diretrizes? O queriridinho do momento é o Facebook e, por lá, o que mais se compartilha são as piadinhas (ou não) sobre a própria rede, eu mesma postei uma dessas aqui, outro dia.

Ou seja, é como escrever um livro sobre escrever livros… Ou, então, em bom Português, pura Metalinguagem.

“Uma metalinguagem pode referir-se a qualquer terminologia
ou linguagem usada para descrever uma linguagem em si mesma —
uma descrição gramatical, por exemplo, ou um discussão
sobre o uso de uma linguagem.” – Wikipedia

Bom? Ruim? Certo? Errado?

Não sei. Estou mais para o Chicó de O Auto da Compadecida… “Só sei que foi assim”.

Essa é uma análise empírica, brotada do meu desespero em ver crescer o número de seguidores do perfil do Hospital… Não há qualquer dado oficial a respeito, ao menos eu nunca achei uma “receita de bolo” que me desse essa medida.

Acho que minha solução está em falar de nós mesmos por lá, abusar de saúde pública e Hospital de Acari… Se dá audiência no Wagner Montes, deve dar seguidores pelo Twitter…

E vocês?! Ideias?

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Série: Sobre mãe e filho

Então o Gustavo finalmente repôs o aparelho, depois das devidas limpezas e obturações. O tratamento dele é longo, então, vez por outra há de se remover toda a parafernalhada para tratar dos dentes que se já não são bem escovados pela criançada sem toda aquela paramentação, que dirá com ela.

O ruim disso tudo é que você desacostuma a ter a “boca cheia”. É uma nova adaptação. Muita saliva, dor nos dentes, na cabeça, etc…  Neste processo eu sofro mais que ele.  Sério! É muito desgastante emocionalmente você pegar seu menino pela mão, sentá-lo numa cadeira pra ele sofrer. Tudo bem. É pela saúde e estética dele. No futuro fará toda diferença. Mas no presente, é um pesar mútuo (e nem vou dizer que pagamos caro pra isso).

Conclusão: Tinha planos para o sábado, todos relacionados à limpeza da casa. Vocês sabem ando sem dinheiro pra viver. Mas depois do dentista todos foram frustrados.

Depois de uma hora e meia com meu bichinho de boca aberta na cadeira da orto e eu, de pé ao lado, segurando no pé dele num incentivo inútil, foi hora de encarar o supermercado para comprar tudo de mais pastoso para a dieta dele.

Em geral, ele come feito uma draga, mas na primeira semana de aparelho, não há boa vontade ou fominha que resista a dor e ao desconforto. No entanto,  a barriguinha está habituada a ficar sempre forradinha, rs. Então, a super mãe tem que se virar. CADÊ O PARAÍSO QUE ME PROMETERAM????

Ato 2: MANHÊÊÊÊ…

– Manhê, me dá um abraço? To com dor.
– Manhê, a dor não me deixa dormir
– Manhê, não consigo engolir…

Foi quando me vi dentro do Bob’s pedindo um canudo daqueles de Ovomaltine para o meu bebê de 11 anos tomar sopinha batida até se entender com aquele monte de ferro que lhe agonia a vida.

E a culpa?

– O Gustavo tem razão, não caprichei na hora de fazer ele. Tadinho, quanto problema naquela boca…

Acontece nas melhores famílias, eu sei. Há também o lado genético paterno, eu sei. Mas a mãe sempre acha que pode doar o melhor e sempre será pouco. É ou não?!

Enquanto isso, na casa da frente, uma menininha de 1 ano é tratada aos gritos de “cala boca desgraçada” só porque está ranheta por conta de uma virose normal da idade. De se partir o coração. Mas isso fica pra um outro post. Por hora, fico sofrendo pelo meu bebezão. 

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Cervejal 2.0

Sabem aquela coisa de “que coincidência é o amor, a nossa música nunca mais tocou”?

Pois é, o universo é uma questão de sintonia mesmo. Acredite ou não. Se você refletir vai encontrar essas pequenas coincidências pela vida, quer no seu relacionamento amoroso, quanto entre seus amigos mais queridos.

Numa dessas, acabei de ler (e comentar, porque blogueiro gosta de interação, viu gente?! Não adianta ficar mandando email dizendo que leu e tal, pra isso serve o comentário) o post dela e descobri uma ação show da Heineken com uso de bluetooth.

Pra você que não sabe nada de Inglês e nem tem sensibilidade para curtir um “cinema mudo”, o caso é o seguinte:  A Miami Ad School criou um abridor de garrafas para a Heineken que se conecta via bluetooth com o Facebook. Quando o pobre bebum solitário abre uma cerveja da marca, imediatamente um evento é criado na rede e todos os amigos da pessoa são convidados a se juntar a ela para beber a sua loira gelada.

Fecha o queixo! As ações em redes sociais estão ficando cada vez mais ousadas… 

Ou seja,  Valerie… Se azamiga de hoje estão “cagando na sua cabeça”, em breve morrerão de inveja da quantidade de gente que ainda vai abrir uma cerveja importada contigo. E, gira mundo…

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Pimenta de Sexta a Noite

Quando se tem certeza que a unica coisa que te espera sexta a noite é pornografia na tela do PC… Você acaba descobrindo essas coisas:

U-huuuu

A brincadeirinha é uma ação publicitária da marca de água mineral francesa Contrex. O “strip tease masculino” de leds mesmo não sendo  real é uma ação que ficou bem divertida, não acham?

Imaginem isso no Brasil, lá nos Arcos da Lapa?! Ou bem no paredão do Copacabana Palace?! Ia bombar, né não?! O verão está chegando, heim, empresários e… Nada se cria! Disso estamos carecas de saber. #Ficadica

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Proclamação de Onde?

Vocês podem achar que estou com recalque pelo meu “feriadão perdido”. Qual é, gente? A única coisa boa que existe mesmo no dia 15 de novembro é nossa possibilidade de ficar em casa. E estar em casa, mesmo tendo a praia perdida, é sempre melhor do que ir trabalhar. Sou tão preguiçosa, digo, brasileira quanto vocês.

O caso é que República tem sua essência a eleição de um chefe de estado através do voto livre e secreto. E este(s) mandatário(s) vão governar em prol do povo. E isso acontece por aqui? Desde quando?

A grande maioria dos nossos votos é de cabresto. O coroné manda e a plebe obedece pra ganhar dentadura, quando o acesso à saúde já deveria estar garantindo, conforme diretrizes republicanas.

E quem não vota por benefício, está preso ao eterno discurso: “pelo menos esse a gente já conhece”. Tensão essa que é fruto daquele momento histórico quando confiscaram a caderneta de poupança dos pobres. Todo mundo se vale daquele que é o “menos pior”. Quando este é ainda extremamente ruim.

Na realidade, ainda estamos em plena monarquia! Desculpem. O tal Marechal Deodoro da Fonseca só deu uma maquiada nos fatos.

Por aqui ainda temos os reis, os nobres, a burguesia e o povão sofrido.

Os reis são os que governam hoje (só cresceram os números de coroas para o nosso desespero). Os nobres são os que governaram ontem e não largam as tetas da Pátria amada, somado aos juízes, altos funcionários públicos, fiscais, etc. A burguesia é quem a duras penas, injeta efetivamente o dinheiro nesse país e o povão… Nem preciso explicar, não é?!

A nobreza ainda consome muito mais riqueza do que produz. A burguesia produz muito mais riqueza que consome e o povão… Nem preciso explicar, não é?!

Mudou alguma coisa da sua vida desde aquilo que foi registrado nos livros de História do seu primário? Só se você teve o privilégio de, por um motivo ou outro, ter abocanhando sua teta na nobreza.

Somos saqueados todos os anos.

Quem recebe R$2.000, deixa 35% de impostos diretos e indiretos à nobreza. E ainda tem que pagar escola, plano de saúde, tudo o que esses impostos deveriam nos devolver, mas cai no esquecimento. O que te deixa em caixa R$700,00 para comer, vestir… Lazer? Pode esquecer! A menos que seja um rateio de R$10,00 entre a plebe sua amiga, você vai ficar em casa vendo a vida passar pela janela ou reunindo forças pra quando o feriado acabar você conseguir enfrentar a dura rotina de entregar o seu ouro a uma quadrilha em Brasília.

De toda forma, Mal Deodoro (não podia haver jeito melhor de abreviar isso) obrigada pelo dia de folga. Ao menos a monarquia aboliu parcialmente a escravidão.

Falando nisso… Acho que hoje em dia só mudou a classificação de Povão/Plebe pra bobos da corte… Já viram classe social pra perder mais e rir na mesma proporção?! 

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