Série: Sobre mãe e filho

Então o Gustavo finalmente repôs o aparelho, depois das devidas limpezas e obturações. O tratamento dele é longo, então, vez por outra há de se remover toda a parafernalhada para tratar dos dentes que se já não são bem escovados pela criançada sem toda aquela paramentação, que dirá com ela.

O ruim disso tudo é que você desacostuma a ter a “boca cheia”. É uma nova adaptação. Muita saliva, dor nos dentes, na cabeça, etc…  Neste processo eu sofro mais que ele.  Sério! É muito desgastante emocionalmente você pegar seu menino pela mão, sentá-lo numa cadeira pra ele sofrer. Tudo bem. É pela saúde e estética dele. No futuro fará toda diferença. Mas no presente, é um pesar mútuo (e nem vou dizer que pagamos caro pra isso).

Conclusão: Tinha planos para o sábado, todos relacionados à limpeza da casa. Vocês sabem ando sem dinheiro pra viver. Mas depois do dentista todos foram frustrados.

Depois de uma hora e meia com meu bichinho de boca aberta na cadeira da orto e eu, de pé ao lado, segurando no pé dele num incentivo inútil, foi hora de encarar o supermercado para comprar tudo de mais pastoso para a dieta dele.

Em geral, ele come feito uma draga, mas na primeira semana de aparelho, não há boa vontade ou fominha que resista a dor e ao desconforto. No entanto,  a barriguinha está habituada a ficar sempre forradinha, rs. Então, a super mãe tem que se virar. CADÊ O PARAÍSO QUE ME PROMETERAM????

Ato 2: MANHÊÊÊÊ…

– Manhê, me dá um abraço? To com dor.
– Manhê, a dor não me deixa dormir
– Manhê, não consigo engolir…

Foi quando me vi dentro do Bob’s pedindo um canudo daqueles de Ovomaltine para o meu bebê de 11 anos tomar sopinha batida até se entender com aquele monte de ferro que lhe agonia a vida.

E a culpa?

– O Gustavo tem razão, não caprichei na hora de fazer ele. Tadinho, quanto problema naquela boca…

Acontece nas melhores famílias, eu sei. Há também o lado genético paterno, eu sei. Mas a mãe sempre acha que pode doar o melhor e sempre será pouco. É ou não?!

Enquanto isso, na casa da frente, uma menininha de 1 ano é tratada aos gritos de “cala boca desgraçada” só porque está ranheta por conta de uma virose normal da idade. De se partir o coração. Mas isso fica pra um outro post. Por hora, fico sofrendo pelo meu bebezão. 

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