Jogo do amor

Não sou lá uma campeã em nenhum dos quesitos da minha vida (exceto no de reclamar rs), mas no amor eu perdi todas as partidas.

Ok, eu acho que na fase da conquista, acaba rolando um joguinho e um doce em doses homeopáticas que, se for jogado com fair play, acaba por ser muito estimulante. Por exemplo? Quem nunca fingiu desdenho quando estava caidinho pela outra pessoa? Quem nunca deixou o telefone tocar e só retornou a ligação meia hora depois pra aumentar o suspense?

O problema é que existem pessoas que não param de jogar nunca… e aí é que eu jogo a toalha. Perco a partida. Não tenho paciência de ficar sustentando a máscara tempo demais.

Os homens hoje em dia parecem que estão especialistas em se fazer de gostoso. É impressão só minha?

Saí de um relacionamento que o cara não queria pagar uma cerveja sozinho para mim. Isso porque mexeria no orçamento dos filhos dele. Tudo bem. Trabalho pra pagar minhas contas, graças a Deus! Mas meses depois o cara foi tirar férias sozinho em Natal. Quer dizer que uma viagenzinha de avião não compromete em nada o orçamento doméstico?

O tempo que estivemos juntos o cara nunca aceitava um convite meu logo de cara. A vida dele era o quintal da família dele. Eu acabava aceitando estar ali só pela companhia.  Algumas vezes me disse na cara dura que a prioridade era a família dele, como se eu não significasse nada. E está claro que não significava mesmo. Até que um dia ele quis passar o carnaval embaixo de chuva na cabaninha que ele tinha na praia, eu disse não e o namoro acabou na quarta de cinzas. Tudo porque eu decidi que não ia mais perder e ele não soube lidar com isso.

Ainda me manda mensagem que sempre fala bem de mim. Falar bem? Meu querido… Você tinha que me mandar flores e pedir perdão! Já fui tratada como rainha por gente que me queria de verdade e eu? Eu perdi o jogo por muito menos paciência. Você estava no lucro!

Não estou mais na idade… Levanto a bandeira por relacionamentos mais verdadeiros.

As pessoas que conseguem permanecer juntas são aquelas que jogam limpo. Diz o que tem vontade, são espontâneas, ligam quando tem vontade, reclamam do que não gostam, buscam o equilíbrio e acima de tudo são elas mesmas.

[Meu pedido de perdão ao relacionamento anterior a esse que o carinha jogava, quando ainda não tinha maturidade para escrever e, sobretudo, entender essa verdade inexorável]

1 comentário

Arquivado em Besteirol

Uma resposta para “Jogo do amor

  1. Cleane Braga

    Você tem razão. As pessoas estão cada dia mais dispostas a fazer mais e mais joguinhos para sentirem-se vitoriosas no final e no amor isso não é diferente. Particularmente, não tenho saco pra isso. Não mais. E o pior é que quando você age naturalmente, sem máscaras, as pessoas acham você chata, séria demais ou que faz tempestade em copo dágua. A sinceridade, na verdade, ainda assusta e muito.

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