Não tem preço

Bola de Futebol: R$X,00 / Uniforme R$X+2. // Ver o primeiro gol do seu campeão… Não tem preço!

Pois é. Certas propagandas são memoráveis, mas não custa um reviver para os mais desligados.

Boas festas = comércio + cartões de crédito.

Eu me limito a ter um só. Até porque meu salário é um só, e é pouco. Tenho que me virar para caber nesse orçamento. Controlar minha compulsão tendo tanto “dinheiro de plástico” a mão seria como colocar um alcoólatra para morar num frigobar cheio de Brahma. Só por hoje, melhor evitar.

Já minha mãe, coitada, é vítima. Sendo pensionista é bombardeada por todo tipo de oferta. Tem sempre uma instituição financeira querendo disparar uma bandeira para ela (ou melhor dizer contra ela?). E, sim. Ela é menos resistente que eu, que já conheço a malícia do mundo financeiro (olha que contraditório). Sempre acaba não resistindo a tentação e “bebendo um gole” que logo vira um porre daqueles que causa ressaca moral nela e enxaqueca em mim, afinal de contas, sou eu quem depois fico com a dor de cabeça de negociar as dívidas…

E foi em um momento desses anticonsumista que conheci o site “Tarifas de Cartão”.

Trata-se de uma feliz iniciativa da Abecs, a associação das empresas do setor, que lista online as principais instituições financeiras, oferecendo informações sobre custos, encargos, formas de pagamento, cobranças de anuidade ou não… Uma mão na roda para o consumidor menos suicida, pois isso permite várias possibilidades de comparações.

No caso da minha mãe, fizemos escolhas sadias a partir das tarifas, mudamos as datas de vencimento na sequência, e muitos deles foram cancelados sumariamente e residem agora, espero, em alguma cooperativa de catadores para sua reciclagem bem longe de nós.

Já para mim, ficou claro o que já vinha sentindo há muitos meses na fatura: O Itaucard, único cartão que tenho, está extrapolando o direito de cobrar anuidade. Será substituído, se não toparem reduzir muito ou zerar essa taxa. Não façam essa cara. Isso não é mais um dos meus sonhos utópicos. Entrem no site e vocês vão entender: O mercado de cartões está em ebulição. Não duvido que fazendo um pouco de pressão e a negociação desse valor seja perfeitamente possível.

E se perceber que meu pedido não foi bem recebido, vou logo avisar que estarei consultando a concorrência e, provavelmente, estarei levando para lá seu nome, assim mesmo, na boa e velha linguagem telemarketês.

Agora com licença, vou ali ficar pendurada na linha aguardando o atendimento do banco. Paciência de maratonista é preciso.

2 Comentários

Arquivado em Cotidiano

2 Respostas para “Não tem preço

  1. Definitivamente. A gente entrou nessa pelas próprias pernas.
    Engraçadão sempre negocia isenção de anuidade por exemplo. Não resolve, mas já ajuda.
    Parcelamento de cartão, nem pensar. E por aí vai…

  2. AI meu Deus realmente n tem nada pior que todas essas coisas de taxas, e parcelas e n sei mais o que!!!
    MAAAAAAAAAAS que ano que vem o salário aumente para a farra ficar melhor rs

    Beijos saltitantes
    Bom ano novo!

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