Arquivo do mês: janeiro 2012

De moda a Economia

Já falei por aqui (Ou será que foi no Mulheres?!) que andava devorando blogs de moda. Isso porque quando comecei a trabalhar no hospital, precisava de uma aparência mais refinada, coisa quase impossível de se encontrar no meu armário de ex-jornalista do rádio e, pobretona de plantão. Era realmente urgente que eu começasse a entender o que misturar, quais peças básicas poderiam dar up do look e assim por diante.

De uns tempos para cá, no entanto, o que  eu quis mesmo foi tentar mudar a condição restrita da minha carteira de dinheiro. É preciso que comece a “nascer” algum trocado no meu bolso. Não aguento mais ficar babando no perfil dos meus amigos nas Redes Sociais que podem se dar ao luxo de viajar pelo país ou para o exterior e tudo continuar sadio em suas vidas financeiras.

Não é inveja, não. Ao que pode parecer. É apenas fazer justiça a quem trabalha desde que sua vida adulta começou sem férias, sem extravagâncias, sem boas roupas a vestir.

E nessa onda comecei a visitar gente que falava de Economia. Precisava entender porque tanta gente tem e eu não… E numa dessas descubro que nossa Dilmaquinista está querendo abocanhar a aplicação mais popular do Brasil (assim como fez a Zélia Cardoso de Melo no passado): A caderneta de poupança.

A equipe econômica não quer discutir alterações nos custos dos fundos de investimentos, que fazem parte do mercado de títulos públicos. Prefere, assim, inventar tributações inéditas nos mais de 50 anos da boa e velha caderneta.

É isso que está em discussão no momento: como reduzir ainda mais a taxa básica de juros sem reduzir ainda mais os ganhos dos fundos, principalmente em relação à poupança?

A Matemática não fecha!

Essa mesma equipe poderia propor aos bancos a queda de taxas de administração e cortar impostos financeiros, mas ela prefere tirar dinheiro dos pequenos poupadores, que como sempre, não estão de olho nesse golpe, não esperam por ele e, duvido muito que vão pintar os rostinhos para pedir Impeachment (Se não há sequer disposição para um panelaço…)

E agora, José?! Acho que tão cedo não vou a Noronha… Férias, como te quero!!!!

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É Dia de Festa

Pra quem?

Trabalhei o dia inteiro, no mesmo ritmo dos últimos tempos: com hora pra entrar, sem hora pra sair. Meu chefe agradece a colaboração de não deixar o ritmo cair, mas o dinheiro que é bom… Esse ninguém nem passa pela cabeça de aumentar.

Marquei uma night com alguns amigos na Mariuzin… O trabalho não me deixou comparecer, esqueci de desmarcar com um dos amigos que, claro, ficou fulo da vida. E eu não sei com que cara, nem de que jeito vou me desculpar por essa… Se é que isso tem perdão.

Quando finalmente consigo chegar em casa, não há luz.

O Gustavo veio me receber com aquele ar de deboche que lhe é peculiar: “Mãe, mandei fazer um jantar a luz de velas pelo seu aniversário”.

Morri! Muito fofo meu filho. Até perceber que não havia jantar, não havia nem um bolinho de padaria sequer… Nada, nada… Brancas nuvens.

Se fosse pela falta de luz, se fosse pela época do mês que é sempre muito apertada, se fosse por nossas condições financeiras precárias no meio de um volta às aulas, impostos, etc… Mas não. Acho que minha mãe ficou tão entretida tomando conta da filha adotiva dela (não sei como, nem quando, mas ela adotou a mulher do meu primo que mora na frente e eles tiveram uma briga conjugal culminando em enforcamento e ela porta a fora de casa sem ter pra onde ir com uma filha de 1 ano nos braços, o curioso é que sempre disse a ela “não se envolva com essa gente” e, acreditava que ela havia compreendido e obedecido) que o dia passou e ela nem se deu conta.

Aliás, logo pela manhã nos encontramos como de costume na cozinha, para o café da manhã. Ela nada falou, eu também não alertei. Lá pelas tantas ela me ligou no trabalho para contar um capítulo emocionante da vida da mais nova filha dela, mas continuou sem lembrar de mim. Demorou um pouco até que ela tornasse a ligar, chorando, pelo esquecimento… “Ah, mas eu orei por você logo cedo”.

A pergunta é: Como é que ela falou com Deus sobre mim, se pra mim mesma, foi incapaz de um abraço ( e, mais tarde, descobriria, incapaz também de fazer um jantarzinho ou um bolinho de fubá que fosse)?

No auge desse drama chega a minha irmã:

“Caraca, não tem nada de especial pra comer, não? Pede uma pizza. Hoje é o seu aniversário”.

Ah, obrigada por me lembrar. Tem certas irmãs por ai que planejam festa surpresa para o outro. A minha pede uma pizza com o meu dinheiro. Isso que é parceria.

Conclusão: Cheguei aos trinta e uns carentona, odiando fofoca –  odiando ainda mais ver minha mãe metida em fofoca-, achando que posso medir os outros com a mesma métrica em que me miro, esperando de mais da vida e sofrendo com as inevitáveis decepções de quem espera ou ama de mais.

Não aprendi nada. Nada mudou. Exceto pelo colágeno mais empobrecido no meu corpo e visivelmente aparente no espelho.

Parabéns pra mim que hei de sobreviver mais um ano.

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A vista ou a prazo?

Quando meu carro foi furtado lá na Urca minha mãe se apressou a me enfiar em outra prestação. Na época, todo mundo parabenizou: Há males que vem para o bem, não é isso, senhores otimistas? Acabei com um carro melhor, mais novo… A primeira vista realmente um lucro.

Ilusão. Essa foi apenas mais uma mala que veio de trem e vai custar a cumprir seu trajeto até a reta de chegada.

Sim, eu me lembro que na época deveria cumprir Urca/Manguinhos em 30 minutos e isso, com o nosso atual transporte coletivo é inimaginável.

Ainda assim deveria ter pensado melhor. Tivesse esperado mais um mês a Tamoio teria falido e a Fiocruz, não firmado nenhuma das suas promessas profissionais comigo. Conclusão: Hoje teria menos dívida a pagar.

O problema é que ainda impera no país a cultura popular de entrar no financiamento primeiro para ver como pagar depois.

E tem aquela coisa também de ter que fazer o milagre, sabe? Ah, levaram os anéis, mas Deus devolverá em dobro. É. Pode ser. Mas a gente também tem que ter um pouco de juízo, sabem? Quem sonha com um carro de 40 mil reais, por exemplo, pode esperar três anos (ou até menos quem sabe) e pagar à vista, sem financiamento.

O cliente vai precisar investir 1.000 reais por mês em um fundo de renda fixa. Com rendimento de 0,8 por cento ao mês, após 3 anos, lá estarão os 40 mil. No  caso de um financiamento, o carro, sem entrada, terá juros acima de 2 por cento ao mês. No fim das contas e dos mesmos 3 anos, terá sido gasto 85 mil reais, mais que o dobro.

Pode ser que algumas emergências e o salário de fome que a gente ganha deixe você investir um pouco menos mês ou outro, mas não haverá o aperto que eu passo, dispondo de quase metade do meu salário com um bem que se deprecia a cada vez que o tiro da garagem.

Andar a pé ninguém merece, como eu mesma disse transporte coletivo é inimaginável, mas o sufoco que vou passar até o final de 2016 (e o meu carro nem vale 40 mil)  por causa de um ato otimista, não compensa todo o prejuízo que assumi.

Pensem nisso!

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Enquanto isso a Luiza…

Sabe lá quando, onde e porque nascerá o próximo Meme. A última celebridade instantânea foi a Luiza, aquela que está no Canadá. Se você ainda está perdido sem saber quem é essa tal, clica aqui para entender.

Caiu o queixo?

E se eu disser que o pai da adolescente a chamou de volta ao Brasil a fim de aproveitar propostas de novas campanhas, agora com a família completa?!

Quem sou eu para jogar pedra dizendo que os brasileiros já foram mais intelectuais coisa e tal? Levantar bandeira ética? Não vou, não. Ando cansada de trabalhar para abrir grandes discussões digitadas (afasta de mim, ó cálice, do esforço repetitivo), enquanto isso, a Luiza, tem sorte duas vezes na vida:

1-     Nasceu em uma família capaz de beneficiá-la com um intercâmbio fora do país

2-     Terá de voltar dessa viagem para curtir seus 5 minutos de fama, ou seja, deixar a família ainda mais abastada, conhecida, etc.

3-     Quando outro Meme surgir ela voltará a sua vidinha normal… No Canadá!!!!

É muita sorte para uma pessoa só, gente!

Se há uma única coisa para eu não reclamar dessa história toda é a constatação de que, além de curiosa e surpreendente, essa nova celebridade vem nos lembrar que a casualidade e o imprevisto podem ser determinantes na vida no sucesso ou no fracasso.

Alô, mundo astral, vamos começar a trabalhar a favor (muito a favor mesmo) do meu sucesso? Grata!

 

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BBB: O estupro

Até que enfim Murphy abraçou apertado alguém que não sou eu.

Vamos combinar? Nem começou ainda o BBB12 e um dos participantes está prestes a ser rebaixado de ex-BBB a atual estuprador, apedrejado pela opinião pública.

Me desculpem as feministas, mas na minha modesta opinião, nessa história toda só há um culpado: a própria emissora! Desde sempre aquelas festinhas do programa são regadas a álcool (e sabe-se Deus lá o que mais) e o povo perde mesmo a linha. Estão ali para isso, de papel assinado e tudo.  Me admira muito que um caso como esses tenha tardado tanto a virar protagonista dos noticiários. O Daniel foi só um bode espiatório.

Não vejo monstruosidade na cena. Ambos estavam alterados, se permitiram a invasão duas vezes: a primeira porque entraram na casa  e a segunda porque se “lamberam” mutuamente. No meio do Rala e Rola (obrigada pela definição, Faustão), a menina apaga… Acho que é muito mais covardia dela ou frigidez, vai lá saber?! A questão é que quando foi para a cama, sabia muito bem o que fazia. Não estamos falando de uma meninota saída das fraldas.

E se fosse na rua? Pode acontecer. Ou alguém acha que  o senso comum diz que “de bêbado não tem dono” só porque brasileiro curte fazer gracinha? Muito cuidado com quem se bebe e, sobretudo, com quem se vai para baixo do edredon.

Inocentes mesmo só o povo brasileiro que acha que tudo aquilo ali são cenas da vida real. Show de Trumann, quer dizer, do BBB. O Show da vida (Quem lembra dessa?).

Acho que a pedrada no Pe Lanza, do Restart é uma violência muito maior. Não. Não gosto da banda. Nem sei se pode ser chamado assim aquele conjunto de acordes ruins. Mas esse tipo de violência, sim, é de se ficar de queixo caído. Desrespeita os direitos de escolha das pessoas, mas… Melhor esperar o veredito do BBBoninho.

Pão e Circo. Vida que segue…

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Social Midia Gratuita

Eu não tenho lá muito saco para nerds metidos a besta, destes que só porque tem um pouquinho a mais de seguidores já te olha do alto, como o criador da Web fosse. Mas, verdade seja dita: não adianta nada ficar lendo conteúdos atrás de conteúdos sobre novas plataformas sem frequentar os eventos que rolam por ai. Neles, nos deparamos com ideias, experiências e dúvidas diferentes das nossas, que nos fazem refletir sobre a evolução desse mercado de alterações constantes. Até porque, os nerds, que em geral não te dão nenhuma bola, mas são diferença no mercado querendo ou não, estão lá com os holofotes em cima e ai, acabam se abrindo mais e liberando suas informações que, em geral, são vendidas a peso de ouro.

Sem contar que, nossa presença física, nos colocam em um certo patamar de igualdade o que pode gerar oportunidade de negócios. Além de ser  uma oportunidade de ampliar a nossa base de leitores do blog ou seguidores no twitter o que também é muito relevante hoje em dia (isso claro, se você se comportar bem).

Aí você me diz: Se você sabe disso tudo porque não tem dado a cara a tapa por aí?

Elementar meus caros leitores ( se é que tenho algum além da Engraçadinha), a maioria desses eventos que interessam estão em São Paulo. Não tenho grana pra colocar combustível no carro e curtir o Show da Preta Gil com a Dani Antunes, ali em Campo Grande. Que dirá pagar passagens aéreas, inscrição de evento, hospedagem, comida, etc, em outra cidade. E quando é na minha cidade, o motivo é o mesmo, a única economia seria a de hospedagem. Sim, estou repetitiva porque a vida teima em ser assim também comigo, por mais que eu agarre um leão pela jugular por dia nessa selva.

 

É ai que aparece o #ficaadica de um evento imperdível, no Rio de Janeiro, de grátis:

Rio Content Market

O evento é voltado para negócios nas áreas de mídia, produção digital e transmídia, acontece em 2012 entre 29 de fevereiro a 02 de março.

Você vai, Fefê?

Não de novo. Os dias são quarta, quinta e sexta. Meu chefe, claro, não vai me liberar três dias para ir a um evento, ainda que eu demostre em números a relevância disso. Ele não é do ramo, só quer que eu cumpra os devaneios dele e pronto. Qualificação não é o foco.

De toda forma, para estudantes, amigos desempregados ou de férias, além de profissionais que têm um gestor mais consciente e simpático me ouçam, quer dizer, me leiam e não fiquem de fora! Como a esperança é a última que morre eu fiz minha inscrição. De repente…

Querem mais eventos? Acessem aqui

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Bolsa Invasão: Benefício pra quem?

Essa coisa do Brasil receber imigrantes é tão comovente, não? Como a gente já tratou bem Portugueses, Espanhóis, Italianos… Povo receptivo mesmo, né? Caloroso! Tanto que a nova onda é abraçar Haitianos e Angolanos como se legítimos brasileiros fossem. Exemplo mesmo de solidariedade.

[pausa pro choro comovido]

O caso é que essa coisa de alardearem por ai que o Brasil está em situação econômica vantajosa em relação a outros países emergentes, tem atraído uma legião estrangeira de desesperados. Na prática, não temos lá toda essa riqueza, tão pouco um padrão de vida confortável. Aliás, essa vida maravilhosa só existe em campanhas publicitárias do governo.

Quem dera pudéssemos nos mudar definitivamente pra um desses filminhos…

Falando em publicidade, atualmente o slogan da propaganda oficial do país é “Brasil sem Miséria”. Preciso falar mais? Na prática, me desculpem, ainda somos uma nação com problemas em excesso e soluções em escassez.

Números oficiais demonstram que, em todo o território nacional já foram identificados mais de 400 MIL famílias em condições de extrema pobreza , faltando o trivial básico: comida, água, esgoto, saúde…

Por isso, para legalização geral e irrestrita de estrangeiros seria necessário que o governo abrigasse-os em um plano, um projeto de regulamentação sério e, como demonstrei acima, não somos lá especialistas nem em cuidar dos nossos; O que esse abraço apertado aparentemente cheio de afeto vai acarretar é no adiamento do socorro e a piora da sobrevivência dos brasileiros que já enfrentam descaso e abandono há muito mais tempo, isso sem fugir da sua pátria desalmada, mais que isso, seguindo a linha de que “onde come um comem milhões”, coisa que no fundo sabemos, não ser verdade.

E antes que me critiquem, não se trata de xenofobia, mas em momentos de fome (que essa sim, é a realidade da nossa rotina) Farinha pouca, meu pirão primeiro!

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