Arquivo do mês: março 2012

Haja Paciência

Não que eu alguma vez já tenha sido a rainha da tolerância. Nunca fui mesmo. Mas ando especialmente rejeitando opiniões vazias sobre a minha vida. Sabe aquela coisa? Está lá do outro lado do mundo, nunca me liga, jamais me visita, não faz parte do meu ciclo e quer te taxar.

Eu sou dessas pessoas sinceras com o mundo. Ninguém paga minhas contas, portanto, se estão gostando da minha postura bem ou mal resolvida pelas redes sociais (ou na vida), “X” no alto da tela. Dane-se. Não sou pop star da Web. Ninguém me comenta mesmo, tampouco é essa minha intenção (se fosse eu estava bombando, desculpa).

Eu quero é um canal para desabafar meus monstros e caminhar. Antigamente tinha um diário de papel, hoje aproveito de outros dispositivos, mas pensar em agradar eu o faço com meus clientes, que me pagam pra pensar, em horas de folga me dou a deleite de ser eu. Triste, mas eu. Infeliz, sim, problema é o meu. Sufocada com todos os revezes da vida, mas eu. Cristalinamente. Nunca fui de parecer o que eu não sou.

Eu não concordo com a postura de muita gente. Acho ridículo minimizar, por exemplo, os problemas dos outros ou achar que a imaturidade natural da juventude é doença contagiosa. Nunca fui capaz de maltratar ninguém que não fosse pra me defender (e ainda assim, algumas vezes sou mais de respirar e passar por cima só porque não se sabe o dia de amanhã). Entretanto, nunca peguei o telefone ou teci qualquer comentário sobre a postura que Fulano ou Beltrano tomam em sua vida.

Falar pelas costas, então… Ah, essa não sou eu. Felizmente!

Cada um sabe de si. Sabe das suas dores. Tem seus porquês.

Uma coisa é te pedirem a opinião e você atender. Outra coisa é criticar e se achar superior. Ou pior ainda, só aceitar o outro se ele aceitar sua opinião ou seu apontar de dedo que ninguém pediu.

Se enxerga! Você não é melhor que ninguém. Vai feder quando morrer. Fede hoje quando sobe no seu pedestal de críticas. Quem é você? Quem quer que seja, te faço os montes. Continuo a minha vida e meu modo de agir independente do que você diga pelas minhas costas. Deu pra notar?!

1 comentário

Arquivado em Cotidiano

O Príncipe que estava aqui

Não sei se é hora ou momento de tocar neste assunto, mas… No meio de tantas coisas que vem se abatendo sobre a minha vida eu pergunto: por onde anda meu príncipe encantado?!

Poderia ao menos ter sorte no amor. E, de certa forma, tive.

Controlem-se e leiam no Mulheres a La Carte! 

OBS.: Desculpem, não tenho tempo de escrever dois posts, de modo que, sim, isto é um blog jabá para vocês conhecerem minha outra “casinha”

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Mensagem ao Coelhinho

Essa eu peguei do mural de alguém pelo Facebook… Desculpem a falta de créditos, mas o artista assinou ai…
Bem…É isso que tem para hoje. Bom domingo!

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

O último a saber

Era uma vez aquela que acumulava funções na esperança de que, com o tempo, o seu trabalho fosse reconhecido e o salário melhorado. Apesar disso, veio ainda uma empresa a mais no grupo e, com ela, algumas outras responsabilidades que ela também teve que acumular sem qualquer aumento (ou menção de) de salário.

Em seu reino distante, outras pessoas também passavam por esta mesma situação vexatória com o mesmo objetivo: Um dia a ficha do tirano cai e saímos do feudalismo e sua escravidão.  O pacto era muito simples,  aquele que conseguisse a chance de ter 15 minutos de voz falaria pelo outro.

E assim, certo dia, a fada madrinha concedeu.

Passe de mágica e criou-se uma burguesia bem remunerada, com seu duplo vínculo, o futuro garantido em FGTS, INSS (se é que isso é garantia de alguma coisa), mas não praquela primeira que esperava ver frutos de suas múltiplas funções e se dedicou neste propósito.

Daquele pacto primeiro foram apenas quem tinha algum laço familiar: esposa, marido, a prima do tirano… Porque assim é este reino: néspota, sujo, escravocrata. Desleal: ilude, mas na hora de escolher, seleciona a dedo os que terão parte em seu quinhão.

Traição?! Sim. Já houve um tempo em que ela quis bradar, mas já não é latente esse sentimento. Descobrir por último os personagens dessa história é tão somente um modo de manter-se mais tempo de pé. Sobreviver sem tanta dor. A dor de constatar que não há saída, não há parceria é retardada quando se tampa o sol com a peneira.

E se você não entende contos (ou deveria dizer entrelinhas?!) entenda apenas que o mundo não mudou. Regridiu. Gladiadores da Idade Média, tentando o dia inteiro decaptar cabeças (A tecnologia avançou, apenas para melhorar as cavernas em que já vivíamos). Não a minha. Em mim apenas mais duas chibatadas e fim (deste) expediente.

1 comentário

Arquivado em Cotidiano

O de Cima Sobe e do Baixo Desce

Estava demorando, mas o playboy Thor Batista estampa a coluna policial dos jornais do País: O jovem herdeiro de Eike matou atropelado um auxiliar de caminhoneiro na pista sentido Rio de Janeiro da Rodovia Washington Luís, na altura de Xerém, em Duque de Caxias (Baixada Fluminense), no último sábado.

O  arquibiliardário papai, claro, defende que o ciclista foi o culpado e que entrou na rodovia “como bala de revólver” (declaração a BandNews). O empresário acredita que o filho será inocentado quando sair o resultado da perícia. Ainda de acordo com a entrevista, o Eike Batista  acredita que o filho trafegava dentro do limite de velocidade. Sobre o fato de Thor ter mais de 40 pontos na carteira, ele alegou que o jovem dirige em São Paulo, onde o rigor é maior (e o bebezão desobedece a todas as regras pelo visto).

Errado!  A impunidade para a elite deste país é que está tão sem freio que eles acham que podem passar atestado de otário para nós, reles mortais.

Outro dia mesmo um motoqueiro, esse sim, se JOGOU NA LATERAL DO MEU CARRO. Chovia, ele vinha na transversal disputando espaço, não me viu e passou por cima. E na audiência?

– Acidente de trânsito com motociclistas ou ciclistas é atropelamento, portanto, damos a palavra a vítima. O que o senhor sugere de indenização, Sr. Leonardo?!

Mas para Thor Batista, que pode calar a boca de conciliadores, policiais e até da família do auxiliar de caminhoneiro, haverá perícia, investigação, ele terá o “atropelador” direito de ser ouvido e, como o papai bem disparou no Twitter “sou cumpridor de leis” (será?!) também terá direito de ser ouvido,apesar de sequer estar no dia e local do acidente.

Eu podia falar o que acho do Judiciário e Legislativo deste país, do que acho do Eike Batista e, sobretudo, o que acho do playboy, que se nunca leu um livro na vida, não deve ter estudado cartilha de trânsito para fazer auto escola e prova do Detran, mas eu preciso trabalhar pra pagar DOIS MIL E QUINHENTOS REAIS (Estou repetitiva porque pro Eike é um valor ridículo, pra mim, é um rombo no orçamento doméstico) de ressarcimento por um crime que não cometi, mas que sequer, tive direito de me defender.

Pensando bem… Querendo eu também estou vendendo esse post deletado baratinho, hein, Eike, é só me ligar. Já estou contaminada com essa sociedade imunda que a gente vive e calando minha boca por qualquer seis pãezinhos com mortadela.

“E o motivo todo mundo já conhece: é que o de cima sobe e o de baixo, desce”

1 comentário

Arquivado em Cotidiano

Tattoo: Eu não curto

Nada contra quem tem, sacou?! Se você acha que sua individualidade é mais perceptível quando usa o seu corpo para fazer uma tela artística… Tudo bem. Se a tatuagem tem pra você outro sentido… Tudo bem, também. Só permita-me não gostar.  Quero morrer branquinha como nasci (quer dizer, agora levo comigo algumas marcas de expressão, que vão piorar com o tempo e outros sinais que foram chegando com a vida).

Desculpa a limitação. Eu posso me sensibilizar com uma tela de arte moderna, dessas que muita gente diria “são só rabiscos”, já para enxergar uma tatuagem eu sempre pergunto: “O que é mesmo?” Minhas vistas não conseguem identificar todas aquelas tintas. A salvo, claro, sendo uma flor, um tribal, nome de alguém. Até lembrei agora de uma amiga que tem uma câmera fotográfica no ombro e essa, achei muito delicada… Mas se a coisa é muito elaborada e cheia de tintas… Bom, finda aqui o meu senso crítico.

Não é porque causa dor. Mentira. É também. Eu teria pago por uma cesariana, há 12 anos. Se posso não sentir dor por que, então, pagar pra senti-la?!

Mas vai além.  Simplesmente esse é um desejo que não me move. Não é o tipo de rebeldia que me desperta. Não há qualquer desenho no mundo que eu diria: Quero isso pra sempre na batata da minha perna. Aliás, eu sou de mudanças. Hoje estou aqui. Amanhã vou estar aqui também, mas não estou feliz com isso. Gostaria de estar lá amanhã. Vivendo, vendo, conhecendo, sentindo outras coisas. Se eu pudesse marcar hoje e apagar amanhã. Perfeito!

E quando eu ficasse (mais) velhinha e tudo aquilo fosse desbotado e ainda mais imperceptível (na minha visão) com a presença das rugas a pele renovasse, longe dessa decisão da juventude… É. Talvez eu mudasse de ideia, só que essa realidade do definitivo mudou para poucos privilegiados que podem pagar pelo laser.

Não tenho preconceito. Não acho falta de caráter. Não condeno quem tenha. Ao contrário, tenho muitos amigos que tem coisas que eu não sei o que pelo corpo (e também as que eu sei o que, como a delicada câmera fotográfica no ombro). Só não fico encantada, tão louca de tesão que me faça querer ter uma também. Isso eu sinto quando passo na porta de algumas vitrines de grife de roupas e sapatos.

Ai, como eu queria ter uma de cada modelo, cor, estampa, textura…

Cada um na sua.

1 comentário

Arquivado em Besteirol

Sábado

Alegria acordar e saber-se num sábado de manhã.

Há sol lá fora… A vida está cheia de oportunidades…

E a gente pode perder todas elas, simplesmente, optando por ficar vendo desenho animado, enrolado com seu filho na cama.

E não seria isso uma grande oportunidade?!

Eu acho!

1 comentário

Arquivado em Cotidiano