Tattoo: Eu não curto

Nada contra quem tem, sacou?! Se você acha que sua individualidade é mais perceptível quando usa o seu corpo para fazer uma tela artística… Tudo bem. Se a tatuagem tem pra você outro sentido… Tudo bem, também. Só permita-me não gostar.  Quero morrer branquinha como nasci (quer dizer, agora levo comigo algumas marcas de expressão, que vão piorar com o tempo e outros sinais que foram chegando com a vida).

Desculpa a limitação. Eu posso me sensibilizar com uma tela de arte moderna, dessas que muita gente diria “são só rabiscos”, já para enxergar uma tatuagem eu sempre pergunto: “O que é mesmo?” Minhas vistas não conseguem identificar todas aquelas tintas. A salvo, claro, sendo uma flor, um tribal, nome de alguém. Até lembrei agora de uma amiga que tem uma câmera fotográfica no ombro e essa, achei muito delicada… Mas se a coisa é muito elaborada e cheia de tintas… Bom, finda aqui o meu senso crítico.

Não é porque causa dor. Mentira. É também. Eu teria pago por uma cesariana, há 12 anos. Se posso não sentir dor por que, então, pagar pra senti-la?!

Mas vai além.  Simplesmente esse é um desejo que não me move. Não é o tipo de rebeldia que me desperta. Não há qualquer desenho no mundo que eu diria: Quero isso pra sempre na batata da minha perna. Aliás, eu sou de mudanças. Hoje estou aqui. Amanhã vou estar aqui também, mas não estou feliz com isso. Gostaria de estar lá amanhã. Vivendo, vendo, conhecendo, sentindo outras coisas. Se eu pudesse marcar hoje e apagar amanhã. Perfeito!

E quando eu ficasse (mais) velhinha e tudo aquilo fosse desbotado e ainda mais imperceptível (na minha visão) com a presença das rugas a pele renovasse, longe dessa decisão da juventude… É. Talvez eu mudasse de ideia, só que essa realidade do definitivo mudou para poucos privilegiados que podem pagar pelo laser.

Não tenho preconceito. Não acho falta de caráter. Não condeno quem tenha. Ao contrário, tenho muitos amigos que tem coisas que eu não sei o que pelo corpo (e também as que eu sei o que, como a delicada câmera fotográfica no ombro). Só não fico encantada, tão louca de tesão que me faça querer ter uma também. Isso eu sinto quando passo na porta de algumas vitrines de grife de roupas e sapatos.

Ai, como eu queria ter uma de cada modelo, cor, estampa, textura…

Cada um na sua.

1 comentário

Arquivado em Besteirol

Uma resposta para “Tattoo: Eu não curto

  1. Me amarro em tatuagens apenas pelo aspecto gráfico, pelos desenhos, etc. Mas chego a sentir medo quando vejo um sujeito com os braços todos tatuados, não sei se se trata de um foragido, um aborígene canibal ou um praticante de magia negra.

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