Uma Homenagem

Hoje é o seu aniversario. Não me esqueci. Aliás, ao longo desses… quatro anos (?), nunca passou em branco esta data.

Eu errei muito com você. Foi sim.  Na verdade estava magoada por não entender a morte do meu pai e o que isso significava para mim. Não esteve segurando minha mão no enterro, momento em que mais eu precisava, por conta de um ciúme que não havia motivo pra ser.

Uma semana depois me pegou pela mão para uma night na Tijuca, como se fosse a coisa mais normal. Quando eu precisava de todo carinho do mundo havia cobrança: “Voce está diferente comigo”,  sem compreender que a dor que estava no meu peito jamais se dissolveria, apenas aprenderia a conviver com ela.

Esperava tão mais de você!

De uma maneira infantil acho que quis “retribuir” tanta compreensão…

Ou talvez apenas queria encontrar em outro alguém toda a compreensão que eu precisava naquela hora e não pude encontrar em você.

“O que eu puder eu vou fazer pra não te machucar”, você cantava pra mim até que eu pegasse no sono. Mas não foi dessa forma que agiu. Me machucou muito fundo. E naquela hora só queria te esquecer.

Talvez estivesse certa mesmo na minha decisão, haja visto seu casamento 4 meses depois. Relação que dura até hoje. Talvez ela seja menos dependente do que eu, talvez não tenha sofrido um revés tão forte que possa apenas te dar toda a atenção do mundo, sem restrições.

Não houve tempo para um balanço, para um flashback, para o sincero pedido de desculpas que jamais tive a oportunidade de fazer.

A vida segue em frente, implacável.

E se eu posso te dar alguma coisa hoje é a certeza de que me arrependi de todos os passos dados e sinto muito saudade do que era ao teu lado e de como meu corpo vibrava ao te ver chegar.

Você foi o único. O mais marcante. O último que teve o meu amor, até porque, a vida passa tão depressa que não há tempo de se amar duas vezes.

E se hoje há uma música, que seja “Vou Festejar”. Aquela que você teve questão de publicar no Orkut certa vez.  É merecido. Já por teu amor leviano, o que diria a MPB?

Seja feliz!

1 comentário

Arquivado em Besteirol

Uma resposta para “Uma Homenagem

  1. Certas horas, o melhor é o silêncio! Melhor calar!

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