Arquivo do mês: maio 2012

Armário Velho

Depois do último post de homenagem aqui eu decidi que não ia mais olhar pro passado. Aliás, a decisão veio mesmo vendo novela. Uma noite dessas a Cássia Kiss Magro falou para o seu novo filho, da nova novela: “Você tem que se amar mais, se respeitar mais. Se aquelazinha não correu atrás de você, meu filho, ela é quem deveria sofrer e não você. Aprende a olhar pra frente, olhar pra si  (foi isso ou coisa que o valha, claro que não lembraria cada palavra do discurso)”. Como já tinha feito meu ato de expurgo, entendi que sempre concordei com isso e tomei a decisão de não mexer mais em certos guardados. É melhor viver apenas as novas mazelas a somá-las aos males do passado aos quais não temos mais gerência.

Foi quando uma amiga minha que sempre foi avessa a redes sociais resolveu aderir a modernidade e, de primeira, já foi postando fotos justamente daquele momento da minha vida em que mais sinto saudade. PAH!

Sabe aquele armário do quartinho de bagunça?! Aquele mesmo que você deixa para abrir num domingo de chuva, que você junta coisas até dar traças?! Não pelas coisas em si, mas pelas lembranças que elas reservam (mesmo que você minta dizendo que aguarda a moda voltar). Pois é. Foi justamente este o armário que ela, sem pedir licença entrou na minha casa e abriu fazendo a maior bagunça.

Claro que tudo o que está lá dentro não dá para usar de novo. Aliás, você sabe que todas as quinquilharias que estão lá no fundo do dito armário você nem deve querer vestir de novo, afinal de contas, a reutilização traria como conseqüências sofrer de novo de uma mesma alergia que te dominou o corpo.

Isso é o que minha razão grita lá de traz do meu cérebro. Mas aquele lado ridiculamente romântico, não quer desapegar. Esse lado não vê isso tudo como entulho, mas como souvernirs. É mais ou menos o Batata esperando a Rita voltar. Qual é?! Essa Avenida Brasil não passa aqui no quintal de casa.

Tanta naftalina me fez desabar e chorar como criança. Foto a foto eu revivia cada detalhe de cada noite ou dia, ao mesmo tempo em que me vinha flashs de “tudo poderia ser diferente”. E se fosse agora?! Somava-se a isso o fato de ter sido ridiculamente feliz e o amargor de tempos presentes não ter a mesma emoção. Tudo aquilo é fora de moda e ainda assim, me dá tanta saudade.

Tudo bem. Eu andava mesmo reclamando de tudo, mas especialmente do fato de não conseguir mais chorar. Há um tempo não choro, sequer de saudade. Fiquei mais dura, mais pesada (num sentido amplo, infelizmente). Foi bom colocar toda poeira para fora, espanar, olhar pra cada coisa de novo… Entretanto, armário velho, eis teu destino: Desmarquei-me das fotos. Oh, providencial ferramenta.

Não quero mais lembrar do que tem lá dentro. Só quero, como um brinde aos novos tempos que devem ser escritos, aprender a passar por cima de lembranças e encontrar mais uma gavetinha pra depositar outros momentos. Aqueles outros, por mais que eu encolha a barriga, jamais voltarão a me caber.

Quem guarda sempre tem? Não no meu caso. Como é que faz para se desapegar das lembranças?!

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Da série: A gente ganha pouco mas se diverte

Sabe aquele fulaninho que não tem a menor cultura geral, não tem conhecimento de nada, mas esbanja arrogância?! Sim. Ele gosta de posar do absoluto detentor do conhecimento e, por isso mesmo, é o “rei das pérolas”, simplesmente porque teima em querer falar difícil.

Certo dia, um Ciclaninho querendo mesmo lhe passar o atestado de Non Sense do ano, disparou a pergunta no meio da malandragem:
“Gente, como é mesmo o bicho que é o Mickey e a Minnie?”
Fulaninho logo se apressa:
“Ah, fala sério. Tu não sabe?”
“Não, cara. Qual é mesmo? Agora me fugiu…”
“Eles são CAPITONGO, pow. Não sabe de nada!!!”

É… A gente não sabe!

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Democracia de AI5

Vejam que bonito: o Jornal Nacional de hoje dedicou mais da metade de seu último bloco (caríssimo, diga-se de passagem) com uma linda e bem feita matéria sobre a ExpoZebú, com muitas imagens de gado e entrevista com um  podólogo de vacas e ignorou o pedido de Camila Pitanga pelo #vetatudodilma.

O movimento começou na coluna da a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, no Jornal Folha de São Paulo e pede que a presidente Dilma Roussef vete todas as alterações propostas para o Código Florestal. O texto aprovado na Câmara dos Deputados, na última quinta-feira (23), permite ampliar o desmatamento no Brasil.

“Algo está muito errado quando a maioria dos parlamentares, na contramão da vontade da maioria da sociedade, prefere um modelo de desenvolvimento que, em razão do lucro rápido, compromete o futuro do próprio país”, diz Marina.

Pra você que está fazendo campanha sobre sacolinhas plásticas no supermerdo, fica o alerta: Esse novo código ai é tudo, menos florestal, companheiro.

Entre os pontos críticos no texto estão a redução das áreas de Reserva Legal nas propriedades particulares, o perdão das multas aplicadas em proprietários que desmataram até julho de 2008 (oi?!) e a flexibilização da produção agropecuária em Áreas de Proteção Permanente (APPs), com a redução de 30 para 15 metros das áreas de preservação nas margens de rios. Além disso, o texto deixa de considerar topos de morros como áreas de preservação permanente e também prevê a ampliação da autonomia dos estados para legislar sobre meio ambiente.

Essa baixaria toda aí só cabe a D.Dilma vetar . Está nas mãos dela  decidir qual modelo de desenvolvimento quer para o país e, preocupem-se: a base aliada é toda a favor.

Mas isso, claro, não vale a pena o Brasil todo saber. Quantos anunciantes da Globo vão se beneficiar com isso?! Aliás, o governo é o maior dos anunciantes, abrir fogo pra quê?! Melhor se calar. Como é bonitinho essa coisa de podólogos de vaca a R$100,00 pé e mão!!! Só não sei até quando vai existir a profissão com esses insanos sujando o colarinho branco com o sangue da nossa fauna e flora, enquanto a gente não está nem ai pra política.

Quanto mais ignorância menos democracia e mais duendes… Sim, porque imaginar que o Brasil vai se resolver sem o grito do povo é o mesmo que acreditar em fadas.

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O Dia do Trabalho

Não basta nesta terra ser um trabalhador mal remunerado, cumprindo múltiplas funções, sem nenhuma fiscalização ou justiça que o defenda. Não. Em seu sacro santo descanso pelo justo dia do trabalho (pelo menos neste dia o pobre fica de boresta) vem a D. Dilma Roussef nos passar atestado de idiotas, atrapalhando a catarse de fim de noite.

Alguém viu?! Eu vi. Gosto de sofrer. Fiquei em dúvida se as próximas eleições são municipais ou presidenciais, porque né?! Dilma pronunciou discurso como se candidata fosse.

O ápice foi a crítica dura quanto aos juros bancários, como se o maior culpado pelas taxas abusivas do sistema financeiro não fosse o próprio governo, onde ela, representa a autoridade máxima.

E eu como bom pobre sem voz, tive que gritar pra TV:

– A-HAM a culpada disso é você, que não trabalha pra mudar essa prática, D. Dilma.

Eu já falei em outro post recente: Os esforços do BB e da Caixa são ainda “medidas desesperadas” que, por enquanto, só beneficiam uma pequena parte da clientela. As taxas vão cair mesmo, pra todo o mundo, quando o governo cortar despesas e desperdícios, até reduzir o crédito da carga de impostos, encargos e compulsórios, além de promover mais transparência, segurança e garantia. Um bom exemplo é o cadastro positivo, que permitiria aos bons pagadores menores taxas. Esse benefício que faria o pobre rir a toa, porque sim, pobre é bom pagador, foi aprovado há um ano e ainda espera regulamentação na gaveta de algum burocrata do Banco Central; Atenção aqui: Quem manda no BC é a Dilma!!!!

Enfim é preciso investir na verdade coisa que a presidência deste país (e não só atual presidenta, como ela prefere ser chamada) nunca foi acostumada. Esse discursozinho de meia tigela foi prova disso. Alguém ai no Palácio do Planalto acorda da Dilma, gente?!

Se bem que… A-HAM culpados disso somos nós, que não trabalhamos pra mudar essa prática de “eles mentem a gente acredita”.

Enquanto o Brasil parava no feriado e no justo descanso (como eu mesma abri este texto), os EUA, que nem comemoram o Dia do Trabalho foi para a rua protestar contra o Sistema Financeiro e condições ruins para o trabalho. Se o governo não dá, o povo grita, como deve ser em uma democracia. Nós temos mesmo que ouvir piadinha na TV mesmo, porque ainda é muito cedo para pensarmos em descansar. O momento é de luta! Precisamos aprender a trabalhar… E a não se enganar.

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