Arquivo do mês: junho 2012

Hipócritas em nome de Hipócrates.

Médicos e dentistas quando se formam fazem aquele famoso juramento: Blablabla “Se eu cumprir este juramento com fidelidade, que me seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão, honrado para sempre entre os homens; se eu dele me afastar ou infringir, o contrário aconteça.”

Quem é que no século XXI está preocupado com honra?! Quem é que está preocupado com a dor moral, física e financeira dos pacientes? Mal e parcamente nos olham quando entramos em um consultório.

As agendas são preenchidas com intervalos de 15 em 15 minutos, enquanto os atendimentos, sempre atrasados, duram, quer dizer, não duram nada.

Doutores, esse é um apelo para os senhores que fizeram o Juramento de Hipócrates, mas insistem no comportamento de hipócritas.

Se não é o caso do doutor ou da doutora,  parabéns! Vocês fazem parte da “exceção boa”, infelizmente, rodeada de “regras ruins”.

Tenho sofrido de uma dor de dente absurda. Não porque tenha relaxado e não procurado ajuda quando começou um “probleminha’, mas simplesmente, porque os doutores dentistas da minha região, sequer radiografavam o dente, para saber se havia ou não fundamento. Na faculdade agora, andam dando o poder da visão de Raios-X e eu não sabia?!

O último orçamento que fiz, me disseram que meu problema era bruxismo.

– Mas, doutor, a dor é localizada.  Bruxismo não deveria doer a musculatura?
– Depende. Não necessariamente.
– Mas a dor vem principalmente com gelado ou quente. Bruxismo não dá cansaço todo o tempo?!
– A solução pra isso é placa de bruxismo. R$300,00. Querendo, acerta com a secretária.

Seco. O sujeito se irritou, quase me chutou pra fora da cadeira. Não me conformei. Arrastei minha dor mais algum tempo. Até que recentemente, mais precisamente 2 anos depois de andar de consultório em consultório, consegui resolver meu problema: Um canal. Quase dois, pelo tempo procurando ajuda e a contaminação pela posição da cárie.

Bacana!

Eles reclamam da vida, do valor repassado pelos planos, dos valores da consulta ou da impossibilidade de arrumar cliente cobrando por orçamento. E eu hoje reclamo da falta de profissionalismo de quem deveria ser a mais humanizada das profissões. Não que tenham que nos atender gratuitamente, mas não tratem a saúde dos outros como se cães fossem. Aliás, cães, não. Porque já vi veterinários bem mais dedicados.

Realmente, não dá pra aceitar!

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Cansando da Maré

É, minha gente! Os posts têm sido cada vez mais difíceis de serem produzidos. Não porque faltem coisas para me deixarem Fê da Vida o tempo todo. Mas minha ideologia sucumbiu ao Brasil.

Por aqui, a gente cresce ouvindo dizer que os estudos são a base para um bom futuro e um bom emprego, aí você rala a vida inteira estudando pra conseguir receber um certificado de Ensino Fundamental, Médio, cursinhos mil, diploma de faculdade. Ai, quando você acha que cruzou a reta de chegada para ganhar um pouco mais que o salário mínimo de merda, dizem a você que falta uma especialização. Então, seguimos a diante pensando em uma pós, MBA, o que seja e… NADA DISSO TE LEVA A LUGAR NENHUM!

Enquanto você queima pestana, abre mão de gastar e viajar para se qualificar, tem gente que nem terminou o colegial e faz a vida porque tem uma bunda maior, um corpo melhor, uma voz miada, fingindo que canta. Roubam tua cena só porque “você você você” é uma otária que acreditou que isso aqui era um “país do futuro”.

Só se o futuro for essa inversão absurda de valores, onde deve-se fazer coisa nenhuma para ganhar dinheiro a rodo.

Isso irrita pra caralho!  E mina as energias. Falta palavras para descrever. Até por isso, perdoem o palavrão.

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Olho no rótulo

Era uma vez uma jovem gatinha, que acorda uma jovem senhora 12 kg mais gorda e se desespera. Nada mais lhe cabe em seu guarda roupa. E neste anúncio de hecatombe lembra-se que hoje trabalha em um hospital. E sendo colega de nutricionistas, médicos e farmacêuticos, respira fundo, procurando focar apenas na solução do seu problema (e não no desespero).

Desespero? Rá! Ainda tem muito pesadelo a viver.

Você presta atenção naquele quadradinho do rótulo dos famigerados produtos prontos/ semi-prontos que salvam a sua vida no supermercado? Sim, ali onde estão escritas as coisas que contém na caixa, no pote, na lata ou no pacote?

Eu também não.

E por conta disso, meus amigos, vamos comendo gato por lebre. Junto com os alimentos que consumimos existem vários componentes químicos tipo corantes, acidulantes, estabilizantes, espessantes, aromas disto e daquilo e traços de coisas que você nem suspeita. Todos estes ingredientes adicionados aos produtos servem para eles durarem mais tempo ou ganhem um aroma ou cor que estimula o nosso apetite. Vilões. Todos eles são do mal.

A primeira coisa a reparar no rótulo, além da data de fabricação e validade é nome do primeiro ingrediente da lista do que cada coisa contém. Porque o primeiro é o que tem mais naquele tipo de alimento. O caso do açúcar, por exemplo, é muito sério. Para nós que queremos, quer dizer, precisamos desesperadamente emagrecer o danado do açúcar pode estar disfarçado em sacarose, glicose, glucose, caramelo, melaço, xarope de glicose, xarope de milho, açúcar invertido e açúcar de confeiteiro. Isso tudo é uma coisa só, aquela que você quer fugir: o açúcar.

Não é paranoia, não. O caso é muito grave. Tem barrinha de cereal, disfarçando, quatro tipos de açúcar. Tá bom pra você? A gente se achando muito natureba e equilibrada põe um monte, sem chocolate na bolsa, mastiga aquela comida de passarinho que na verdade é uma bomba para nossa saúde.

Sabe a salsicha? O primeiro item do rótulo pode ser carne mecanicamente separada de frango, e depois vem um monte de itens e termina com “aroma natural de fumaça”. Não está acreditando?! Vai lá e pega a embalagem. Este item aí a indústria obtém transformando fumaça em pó, para dar o gostinho de defumado.

Sabe os empanadinhos de frango que criança adora e salva nossa lavoura na correria do dia a dia? Ali tem pele de frango! Um veneno para as veias do coração.

Está tudo lá, escritinho, como manda a lei, mas em letra bem pequenina para cego não ver e com nome que a gente não conhece, pra destruir a nossa saúde.

Conclusão: A gente acha que está comendo pouco e não sabe porque está inflando como balão. Culpa exclusivamente o estilo de vida, o estresse diário. Mas a verdade é  que estamos bombardeando o nosso organismo com os corantes químicos, de nomes esquisitos.

Voltar a plantar e colher nosso próprio alimento?! Momento difícil! Volta o pesadelo ai, vai. Acho que vou morrer gorda mesmo.

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Quem acreditou em Rio+20?

Lacunas. Vazios. Indefinições. Barrigas que empurram problemas um pouquinho mais para frente, em 2014. Esse foi o saldo do grande evento da ecologia, nenhum pouco diferente da Eco92 há 20 anos. Para boa parte dos estudiosos de defesa ambiental, a Rio+20 fica apenas reafirma propósitos. E de boa intenção o inferno que já estava cheio, agora superlotou.

Nem precisa ser visionário para esperar por isso. Com a crise econômica mundial e o momento político vivido pela Europa, ninguém quer se comprometer com fontes e formas de financiamento de tecnologias limpas e, menos ainda, com ajuda a nações mais pobres.

Vamos olhar pelo microcosmo? Todo mundo sabe que a forma de produção que vivemos é incompatível com a saúde do planeta e, no entanto, você não deixa de comprar um celular novo a cada 3 meses, porque o do vizinho já tem uma tecnologia nova e você não pode ficar para trás. Ou faz?

Essa nova bateria, essa nova tecnologia que agora já é velha e será descartada é uma desgraça pro planeta, mas você só está preocupado com o seu próprio consumismo. Du-vi-do que vai querer descartar o aparelho de forma consciente ou se vai ver se tem um selo de “qualidade verde de produção” na hora de comprar.

Então, meu camarada, se você está preocupado com o seu umbigo consumista, porque acharia que os grandes governantes estariam? Eles também estão olhando com imediatismo, para o olho dos seus próprios furacões.

Conclusão: os muitos milhões que saíram dos cofres públicos para um evento de tamanha envergadura já estava fadado a virar piada diante das reduzidas chances de produzir avanços reais. O que se fez por aqui poderia fazer muito bem em fóruns da internet: debater a urgência na busca de soluções, mas vamos deixar mais pra frente, né?!

Somos um país, um estado e uma cidade de lixões. Só reciclamos 3% do que jogamos fora. Carecemos de saneamento básico. A Bacia do Paraíba do Sul, com 20 milhões de pessoas dependentes de sua água, está extremamente desmatada, e as consequências no abastecimento já se fazem sentir aqui no Rio.

Inevitável não sofrer com os muitos milhões que saíram dos cofres públicos para um evento de grande envergadura e reduzidas chances de produzir avanços reais. Esse dinheiro todo poderia ter sido convertido em ganhos reais para a população e não só para o Ministério do Turismo.

E por isso, só por isso, preferi no início desse circo postar uma charge e não dizer nada. Tem coisas que falam por si.

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Rio+20: Porque um quadrinho fala mais

Gostaria de ter fé que este evento não serve apenas para autoridades tomarem leite morninho com biscoitos, em um exótico país da América Latina. Só que… Não. Acho muito que não.

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Fazendo Arte: Cerveja é moda

O Sr. Pedro não é um cervejeiro qualquer. Ele é um Brahmeiro, meus caros.  Por isso, o “boteco festa” para ele foi mais personalizado.

Brinquei com uns elementos: O “refresca até pensamento”, que é o Slogam da marca, as folhas de malte da garrafa, além claro das cores e fontes oficiais.

A garrafa deu um trabaaaaalho…. Só que, não. Aproveitei do desenho que já havia feito no Boteco do Pedro.

Quem curtiu, comenta. 😉

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Oração e Canja de Galinha

Hoje é dia dos namorados. E se você está com o coração vazio como eu, fica a dica:  O próximo dia 13 é dedicado a Santo Antônio, portanto, deixe as simpatias para o dia seguinte.

Aliás, brasileiro é um povo confuso mesmo. O mundo todo comemora a data em 14 de fevereiro, dia de São Valentim. Por aqui, resolveu que o santo casamenteiro era outro e mudaram a data, mas colocaram na véspera do dia de sua homenagem. Quer dizer, faz-se uma confusão no céu e nós, mulheres de fino trato, bom papo, interessantes e interessadas ficamos em uma eterna fila de espera.

Tudo bem, consciência. Eu sei que já tive um bom partido doido por mim e dispensei por motivos torpes. Sei também que a felicidade não bate duas vezes na mesma porta. Mas, a gente demora um tempo para perceber certas coisas. Precisava ser tão dura comigo, vida?!

O caso é que cheguei ao quarto dia dos namorados, sem que meu coração esteja enamorado, não importa de quem é a (mea) culpa.

Dizem que quem escrever um pedido de casamento num papel com o nome da pessoa amada e colocar dentro da maria-preta, num dia 13 de junho, acender e ela sair do chão, é sinal de que Santo Antônio vai atender o pedido. Dizem também que se a mulher que comprar 13 pãezinhos e der para 13 meninos de rua no dia 13 de junho arranjará um bom casamento.

Pra quem não sabe, Maria-preta é um balão que se faz com folhas de jornal, juntando as quatro pontas. Ao ser queimado, o artefato pode subir como um balão, mas já apagado. Faz uma fumaceira danada… No ruim, no ruim, a brincadeira típica da tradição junina já vale a pena… Se bem que eu queria mesmo um namorado que me acendesse o coração e disparasse meus sentidos (Atenção, Cleto, sem comentários de duplo sentido, por favor. Rs).

Crendices, pajelanças, orações, simpatias… Mais um ano de pesquisas. rs

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