Arquivo do mês: julho 2012

Direito do Consumidor neles!

No último dia 18 A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), proibiu que as operadoras TIM, Claro e Oi de venderem novos chips em diversos estados do país. Na ocasião curti muito, embora não tenha tido tempo de preparar  post sobre o tema e compartilhar com vocês. Vamos combinar, né? Como é difícil a vida do consumidor neste país! A prestação de serviço ainda é uma pedra no sapato da gente.

Eu só queria saber se o pessoal da Anatel não usa NEXTEL. Porque essa empresa não foi punida, mas deveria. A cada dia que passa fica pior e ter um rádio não é baratinho, não. Eu mesma só tenho porque a empresa paga, na intenção de que poça ser localizada sempre que houver necessidade, afinal, imprensa não dorme.

Sinceramente, nem sei se fazem um grande negócio por conta do serviço escolhido.

Não raro estou “fora de área”, não porque realmente esteja, mas porque o sinal deles é difícil de ser encontrado, sobretudo dentro do hospital, que fica em zona urbana.  E quando você completa a ligação, mas dá um apito infernal no ouvido e lá está você falando sozinha? Uma, duas, dez ligações na tentativa de terminar o assunto começado? É demais para mim que vivo num tempo de comunicações ágeis.

Sobre torpedos, prefiro nem dizer. Já não envio torpedos pela NEXTEL e solicito que não o façam comigo também. Cada torpedo enviado o operadora multiplica a mensagem e a pessoa para a qual sua única mensagem deveria ser enviada, recebe quatro vezes seguida o mesmo texto. Que transtorno! Parece que você é um chato que não sabe esperar. Se fosse eu a pagar a conta, ficaria tensa, sem saber se paguei por uma mensagem só ou por várias. De toda forma, quando a mensagem chega é um alívio, porque já aconteceu comigo de um mensagem SMS mandado de manhã chegar na madrugada seguinte, me acordando desnecessariamente, até porque, o problema não poderia mais ser resolvido. Depois disso, torpedo nunca mais. Vamos para cima do telhado, como faria Gabriela Cravo e Canela, encontrarmos sinal para conexão direta e resolver logo a pendenga, porque é pra isso que rádio serve.

Mas, se o serviço é tão caro e há tanta burocracia para ser cliente da operadora, porque raios não entregam o serviço como deveria ser?

Se gostamos tanto de olhar e copiar o que fazem os estrangeiros, que os prestadores de serviço aprendam a caminhar, sem a gente ter que ficar tão rouco de gritar e cansados de reivindicar o que deveria ser o óbvio: “pagou levou”. Meu dinheiro não é capim! E mesmo sendo neste caso, que não pago a conta, me ofendo de tabela, afinal é a minha eficiência que está em jogo.

Aplausos para a agência reguladora, mas vamos ampliar o castigo ai, minha gente, porque teve operadora ruim fora do pacote.

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Sabedoria Doméstica: ative a sua

O legal de se trabalhar em hospital é descobrir umas coisas que nunca se saberia ou se validaria apenas pesquisando no Google.

Outro dia falei sobre os rótulos dos alimentos, que a gente não olha e se estrepa, consumindo assim, tudo o que você não queria. Aprendi com a Nutricionista. Mas existe outro setor, a CCIH (Comissão de Controle de Infecção Hospitalar), que acaba mostrando pra gente outros inimigos invisíveis, bem debaixo do nosso nariz. 

Cof cof

Você sabia que as bactérias não alteram a aparência dos alimentos?!

Sabe essa coisa de você deixar a panela no fogão, depois dar uma olhadinha e perguntar a todo mundo que entra na cozinha: “Você acha que está estragado?” nunca (eu disse nunca) vai denunciar que realmente tem um monstrinho oculto guardado ali?

Comida pronta só pode ficar por duas horas em cima do fogão. Depois deste tempo é geladeira e sem tampa, até esfriar. Só depois de fria, os potes com comida podem ser tampados.

Tudo pode estar com uma cara ótima e estar totalmente estragado. É melhor não arriscar. Se esqueceu coisas em cima do fogão, da mesa, da pia, qualquer que seja o local fora de refrigeração, meus amigos, pode ser o maios desperdício que o certo é jogar tudo na lata de lixo e não na sua barriguinha.

A mesma máxima vale para o pão. Se uma fatia estiver embolorada, nada mais presta. O bolor do pão nem de longe se assemelha a do queijo roquefort, por exemplo. O queijo é assim mesmo. Mas o do pão faz mal, muito mal e tem alguns exemplos de pacientes, que passaram pelo hospital com casos sérios de contaminação.

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Fazendo Arte: Folder

Sou meio suspeita, mas depois que terminei esse folder consegui sentir o cheiro das guloseimas.

Talvez seja coisa de gordinho em dieta. Ou então de gente que “baba” pelo que faz. E, aliás, essa seria uma explicação do porque tenho postado meus desenhos:  É que nas horas vagas salvo alguns amigos do desespero usando alguns dotes de Corel/Photoshop.

Ao que parece tem dado certo. Cada vez mais amigos me procuram para este fim.

Bem… Eu tinha que ganhar algum dinheiro com alguma coisa, já que não foi falando besteira na web. Aliás, tenho falado pouca besteira, ao menos por aqui. E ai, essas pequenas artes, além de mostrar um outro lado mais artístico da minha pessoa (hum, besta!) servem bem como preenchimento desse espaço. Aliás, nesse caso específico funcionou bem como as capas de jornais na época da ditadura, que quando a matéria era vetada, aparecia no lugar uma receita de bolo, como forma de denúncia que calaram a mídia. No meu caso, o caladão tem um nome: cansaço! Sou eu quem anda me auto boicotando. Nossa! Quanta redundância.

E se essa enrolação toda te deu fome (e você mora no Rio), pode ligar pra Meri. Ela entrega 😉

Folder em Papel Couchê 70g, 1/4 de A4 e em Jpeg para email aos amigos. Nada de Spam, hein galera!

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Uma balde de Antiidade

Estava lendo ainda agora que, segundo o IBGE a expectativa de vida do brasileiro alcançou a marca de 73,4 anos, para os nascidos em 2010. Tudo bem, eu sou um bocado mais velha, mas e daí?! A idade cronológica é diferente de idade biológica (grau de comprometimento estrutural e funcional do organismo). Podemos, sim, ser jovens aos 84, ou idosos aos 43 anos.

É aí que me preocupa, gente! Estou velha aos 33. Sério! Dói tudo: coluna, joelhos, estômago. Ainda tem o atraso de vida da Asma que bombardeia meu organismo com corticóides desde que me entendo por gente. Fico imaginando isso mais lá na frente. A medicina está pronta para manter a gente vivo, mas se for para ficar imprestável, por favor, parem as máquinas!

Dizem os especialistas que existe a proposta de ajustar os parâmetros biológicos, metabólicos e hormonais aos níveis encontrados em indivíduos de 30 anos (fase que atingimos o ápice do nosso desempenho, e, a partir da qual, começamos a envelhecer) a partir da Medicina Preventiva Regenerativa da Longevidade.

De minha parte, doutores, estou me oferecendo a cobaia desses testes Regenerativos. E que comecem o quanto antes porque minha saúde pueril…  Sei lá, sinto que estou esvaziada. E dolorida. Acreditem, isso não é drama. Por mais contraditório que seja, trabalhar em um hospital tem mexido com todo meu sistema. Todo ele. E tenho verdadeiro pânico, de além de ser uma velha chata (se fui uma jovem chata, estarei muito mais credenciada a ranzinzisse na terceira idade), ser uma acamada, sem as possibilidades de curtir Fernando de Noronha. Porque ainda não esqueci: minha aposentadoria ainda há de ser lá.

E atenção indústria da cosmética: dêem as mãos aos demais cientistas da saúde e, por favor, um balde de creme antiidade, que me mantenha firme nesta caminhada.

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Mussum Vivis

 

Diziam que Elvis não tinha morrido, mas foi o humorista Mussum que reviveu no Facebook fazendo muita gente rir (inclusive eu) com suas tiradas engraçadas. São inúmeras facetas do comediante caracterizado pelos mais diferentes personagens e personalidades nosso cotidiano: os também falecidos Wando e Steve Jobs, Chaves, Hulk, nem o Abba escapou.

Para quem não viveu esta época (porque pra quem viveu, é impossível esquecer) o bordão do personagem de “Os Trapalhões” era “Cacildis”, “forevis” (e que não tinha nada a ver com forever, como vem sendo aplicado na mídia social, mas com bunda, pura e simplesmente). E, por isso a terminação com “is” tem sido as mais diversas.

Não sei bem ao certo, estão dizendo por ai que a “Strat Comunicação” tomou a iniciativa de fazer uma homenagem ao Mussum, por conta dos 71 anos que completaria este ano criando os memes com o rosto do humorista. Mas acho mesmo que eles vieram na contramão. Afinal, só comecei a encontrar algumas imagens com a “marca” da empresa, bem depois que onda já era uma tsunami no meu mural. Acho mesmo que eles tentaram pegar uma carona em um viral espontâneo que tomou vulto de grande ação web.

A questão é: por que tanta gente perdeu seu tempo caçando a imagem, formatando e adicionado um texto com uma pegada humorada?! São artistas anônimos. Que nem tiveram seus 15 segundos de fama… Apenas o prazer de ver circulando pela rede sua mente criativa.

O engraçado, e não, isso não é um trocadilho só porque o cara era engraçado, é que todos embarcaram na diversão, e embora todo mundo nas redes sociais busquem popularidade, o meme tomou um vulto sozinho, ressuscitando apenas a grandiosidade de um artista que já era famoso.

Ah, esse louco (e divertido) mundo virtual.

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Mogli Urbano

Então, esta semana, íamos muito bem em nossa rotina, quando entra no hospital uma moça gordinha, trazendo uma mochila nas costas, procurando pela obstetrícia. Informa-se com a recepcionista, dizendo que o caso é urgente, porque ela tinha passado por um parto em casa e precisava saber o que fazer dali a diante.

Repetiu a médica o caso:

– Me senti mal em casa, não tinha ninguém. Eu corri para o vaso, onde tive o bebê.
– Sim. Mas cadê o bebê?! – Disse a médica já com medo da resposta.

Neste momento, ela entrega a mochila. O bebê estava dentro, amarrado ainda em duas sacolas plásticas. Morto. Era óbvio.

A equipe toda foi tomada de um horror. Como é que uma mãe amarra seu filho dentro de um saco?! Que tipo de ser humano é esse?!

Quando a polícia chega entende-se o caso:

A mãe em questão tem apenas 16 anos. Namorava um rapaz de 18 que depois de saber da gravidez foi embora. Ela, com grau de escolaridade zero (sim, jamais foi à escola na vida), tinha uma mãe alcoólatra e o pai desconhecido. De tanto sofrer, foi morar com o irmão mais velho que a mantinha em casa, quando saia para trabalhar; Se a soubesse grávida, já tinha o aviso de que não sustentaria outra boca e, com medo, ela escondeu a gestação.

Sem nenhuma instrução e sozinha em casa, teve o filho com o instinto. O caso é que a primeira ação do bebê é o suspiro que lhe abre os pulmões e, com isso, aspirou a água do sanitário. Afogando-se, portanto.

Ela não tinha nem desespero, porque sequer sabia o mal feito. Como teria amor por aquela criança se jamais lhe ensinaram a amar? Ela só conhece a dor do abandono. O filho, na cabeça dela, foi só mais um que a deixou.

É quando eu pergunto: Que país é esse, que numa metrópole como o Rio de Janeiro, em pleno século XXI, ainda existe uma pessoa com grau de escolaridade zero e tão abandonada por questões básicas?

Eu sei, eu sei. Tem gente que passa pelo mesmo, ou até coisa pior, e não teria coragem de tal ato, mas cada ser humano é único. Continuo não aceitando, mas não tomo como monstruosidade o caso, ao contrário, senti dó daquela mãe tão sem amor, tão sem orientação, tão sem princípios básicos de certo e errado…Como um menino lobo na selva de pedra.

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Pra frente, Brasil!

E finalmente a presidente Dilma tem razão: não é com o PIB que se mede um grande país.

Isso se faz com investimentos em inovação, tecnologia, aeroportos, transportes, estradas, hospitais, escolas – coisas desse tipo que garantem ao cidadão direito de… CIDADÂO! Que paga e não recebe assistência básica, mas deveria.  Ao invés disso, estamos na posição 136 no ranking do Relatório Global de Competitividade 2011-2012.

Infraestrutura, logística e responsabilidade com os custos, não se vê por aqui. A zona é generalizada da rede de energia até a rede de esgoto.

Nesse momento, por exemplo, o governo está chutando para escanteio bilhões de reais construindo ou reformando estádios de futebol. Metade deles não terá lotação máxima nem durante a Copa de 2014; a outra metade vai virar cemitério de dinheiro público antes da final no Maracanã. Mas está todo mundo felizinho com a possibilidade de ver a Seleção Canarinho no Maraca. Assinando em baixo que essa foi uma grande sacada e que trará benefícios no turismo, geração de empregos, legados não sei onde, de não sei o que.

A coisa já não funciona pra gente, que dirá quando chegarem os gringos.

Isso ai, meus caros, foi um carrinho por trás.

Um campo de futebol tem lá seu valor social, mas nunca será mais importante que uma sala de aula. Até porque, depois que desmontarem o circo dos jogos internacionais não vão financiar atletas ou fazer daquilo nada de útil pra sociedade. Nasceram, sim, outras tantas Cidades da Música. Elefantes brancos desnecessários até por valor histórico, que é nenhum!

Não deveriam ter feito festa na praia de Copacabana acenando com Olimpíadas, por exemplo. Deveriam ter feito um plebiscito:

– Querem jogos ou escolas eficientes pro seu filho?
– Querem jogos ou reforma de hospitais para não pagarem plano de saúde?
– Querem jogos ou iluminação pública eficiente?

Se perguntassem, de maneira correta, sem levantar purpurina para os contribuintes que pagam quase 70 impostos diferentes, mas que em geral tem índice de instrução quase zero, nenhum deles aprovaria essa farra do boi.

E, a Senhora presidente, está certa, sim, quanto ao PIB, mas tem sido de uma demência geral, que nunca antes vista na história deste país.

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