Teatro: Os Homens são de Marte…

Poderia ser apenas mais uma peça de comportamento, mostrando o ridículo que passam as mulheres casadoiras, que esperam (ou lutam) por seu príncipe encantado.

Porém, Mônica Martelli, resolveu que sua personagem chamava-se Fernanda, uma jornalista que acabou sendo melhor sucedida com eventos (eu com assessoria) e carregando mais de 30 nas costas, já não era ansiosa, mas desesperada por encontrar seu par perfeito.

As coincidências poderiam parar por ai, mas a danada da autora, ainda destaca que essa tal personagem poderia estar casada já, se não tivesse pedido um tempo ao noivo  e em uma semana ele já estivesse comprometido com outra fulana.

No meu caso, fui um pouco mais “dura na qued”a e resolvi esperar quatro meses, dando ao sujeito tempo de casar.

Como a fila anda rápido na Idade Contemporânea, não é, não?!

Quando eu digo que minha vida poderia dar uma novela, descubro que alguém já fez uma peça divertidíssima e nem posso cobrar os créditos, porque, afinal de contas, Mônica Martelli nunca me viu mais baixa.

Tudo bem. Não era pra ser!  Não tinha que ganhar dinheiro com a minha vida, tampouco encontrar o amor! Mas estou ai, se precisar de testemunhos originais que humanizem o espetáculo!

Semelhanças a parte (Não sou de dar no primeiro encontro. A salvo raríssimas exceções, confesso! Mas nestas ocasiões tinha certeza de não queria mesmo nada sério com o cara. Tanto fazia se me rotulasse de vagabunda depois), o espetáculo  “Os homens são de Marte… E é pra lá que eu vou” tem um texto muito sensível, apesar de brincar com a própria desgraça do universo feminino. Lógico! Foi escrito por uma mulher (a própria atriz).

A peça é para rir, mas também emociona de mais (sobretudo para quem se reconhecer, assim como eu). A trilha sonora é um esplendor e ajuda muito nessa identificação “Mulher contemporânea que ainda tem suas raízes nos sonhos, no romance”. A iluminação é o próprio cenário do espetáculo que brinca com sombras e nuances do humor ou lembrança da personagem. O final é surpreendente e faz pensar.

E eu pensei:

1-      Eu falo besteira pacas. Estou sempre descontraída, relaxada, não fico com foco no príncipe.
2-      Não deixo os homens me escolher, a ponto de ficar parecida com cada um pretendente que se apresenta
3-      Sou baixinha.
4-      Não saboto a relação jogando no outro a responsabilidade de ser “o cara”.

Beth, está faltando o que?! Vem, príncipeeeee!!!

E acho que pensei tão alto, que no final da sessão, a atriz dedicou a apresentação a todas as Fernandas presentes. Teatro tem mesmo sintonia, né não?! Era bem mais que simplesmente uma Fernanda. Era quase a personagem, sentada na platéia (E15, foi a cadeira).

E vocês, corram para o Teatro das Artes, que a peça vai cumprir curta temporada antes de viajar para Portugal (desde já, “Merda, Mônica Martelli”).

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