Uma balde de Antiidade

Estava lendo ainda agora que, segundo o IBGE a expectativa de vida do brasileiro alcançou a marca de 73,4 anos, para os nascidos em 2010. Tudo bem, eu sou um bocado mais velha, mas e daí?! A idade cronológica é diferente de idade biológica (grau de comprometimento estrutural e funcional do organismo). Podemos, sim, ser jovens aos 84, ou idosos aos 43 anos.

É aí que me preocupa, gente! Estou velha aos 33. Sério! Dói tudo: coluna, joelhos, estômago. Ainda tem o atraso de vida da Asma que bombardeia meu organismo com corticóides desde que me entendo por gente. Fico imaginando isso mais lá na frente. A medicina está pronta para manter a gente vivo, mas se for para ficar imprestável, por favor, parem as máquinas!

Dizem os especialistas que existe a proposta de ajustar os parâmetros biológicos, metabólicos e hormonais aos níveis encontrados em indivíduos de 30 anos (fase que atingimos o ápice do nosso desempenho, e, a partir da qual, começamos a envelhecer) a partir da Medicina Preventiva Regenerativa da Longevidade.

De minha parte, doutores, estou me oferecendo a cobaia desses testes Regenerativos. E que comecem o quanto antes porque minha saúde pueril…  Sei lá, sinto que estou esvaziada. E dolorida. Acreditem, isso não é drama. Por mais contraditório que seja, trabalhar em um hospital tem mexido com todo meu sistema. Todo ele. E tenho verdadeiro pânico, de além de ser uma velha chata (se fui uma jovem chata, estarei muito mais credenciada a ranzinzisse na terceira idade), ser uma acamada, sem as possibilidades de curtir Fernando de Noronha. Porque ainda não esqueci: minha aposentadoria ainda há de ser lá.

E atenção indústria da cosmética: dêem as mãos aos demais cientistas da saúde e, por favor, um balde de creme antiidade, que me mantenha firme nesta caminhada.

1 comentário

Arquivado em Cotidiano

Uma resposta para “Uma balde de Antiidade

  1. Cleto Guedes

    Puxa Fernanda, eu fiz 56 anos agora, no dia 08 de julho, e ainda jogo futebol 2 vezes por semana e transo 1 vez. É que no futebol as turmas são diferentes. Sendo assim, eu me sinto ainda um jovem de 56 anos, fumo quase 2 carteiras de cigarro por dia (meu único defeito, dizem) e pretendo trabalhar enquanto o DETRAN deixar eu ter carteira de motorista, ou seja, mais uns 14 anos. Depois, sei lá prá onde vou, mas gosto do que faço, e não pretendo parar tão cedo. Como diz um ditado, a vida é bela, a gente é que fode com ela….rsrsrs. Beijo moça.

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