Arquivo do mês: agosto 2012

Caça Níquel perigoso

Em um post não muito distante disse que andava muito “Fê da Vida” com essas lombadas eletrônicas que aparecem do nada em pistas de alta velocidade, só para nos arrancar dinheiro. Mas desse vez, o assunto é ainda mais crítico e não trata-se apenas de uma arrecadação imoral de trânsito, mas de colocar em risco a vida do cidadão.

Nós que pagamos impostos (sem ver qualquer retorno equivalente) deveríamos ter direito a segurança básica, no entanto, todo mundo sabe que a lei é “Salve-se quem puder”. Acontece que a prefeitura do Rio está nos tirando o direito até dessa sobrevivência. 

Aos amigos leitores de fora do Rio (ou que moram na cidade, mas pouco conhecem de área de risco, se é que algum lugar não é arriscado no Rio hoje) o pardal mostrado na foto fica na Avenida Pastor Martin Luther King Junior, entre o morro da Pedreira e a Favela Final Feliz.  Nome sugestivo, né?! Mas se existe uma faixa de gaza no município ela está bem neste ponto.

Tiroteio, assalto, ônibus queimados, movimentos do poder paralelo são uma constante bem neste ponto. E nada disso tem hora para acontecer. Como é que vamos passar neste trecho a 50KM/h?! É colocar nossa vida e nossos bens a mercê da bandidagem.

Lembro que se tivermos um carro roubado/furtado, por exemplo, a polícia não fará qualquer investigação. Bem como se formos mortos num ponto destes,porque reduzimos a velocidade para cumprir a lei, apenas vão fazer o Boletim de Ocorrência e mandar a nós ou a nossos familiares esperarem em casa por uma notícia. Vivi isso (na ocasião do furto do Fefê Fonfom I). Sei bem como é. Eu não sou o Neguinho da Beija-Flor, não sou a Carolina Dickman… Em qualquer tragédia só a minha família vai amargar a dor.

Ainda mais agora, em época de campanha eleitoral, o candidato a reeleição não vai dar a mão a palmatória que errou em colocar bem ai este poste. Simplesmente vão abafar o caso.

E enquanto as autoridades vão tendo um final feliz, eu saio do trabalho todos os dias escolhendo se vou ser assaltada pelos bandidos ou pelos safados de colarinho branco.

Até quando?!

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Mídia Quente para Cliente Novo

 

Em geral jogo confetes em mim mesma, digo, divulgo meu portifólio fruto de um trabalho suado pelo Facebook. É mais ágil, atinjo em cheio quem precisa ver que sei fazer o “serviço limpinho”, mas acho indelicado com minha principal fonte de renda.

Questões éticas a parte, preciso sobreviver e faço isso vendendo minha mão de obra em assessoria de comunicação. Está ai, meu novo cliente no Plantão do Globo Online.

Com licença, me orgulho de mim!  E deste trabalho em particular que reúne gente capacitada, corajosa e honrada. Time de primeira linha que, sobretudo quem está buscando uma colocação no mercado, deveria conhecer.  Aproveitem a matéria.

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Gina Indelicada. Criatividade Exacerbada

Lá vem a internet mais uma vez me passando atestado de otária. Acho que todo mundo já sabe que há um mês aproximadamente, um estudante de publicidade criou no Facebook, a página “Gina Indelicada” que usa o rosto de uma marca de palitos e dá respostinhas sarcásticas para quem interage com ela.  A “brincadeira”, que não tem nada a ver com a empresa passou de 1 milhão de fãs.

Peraí, gente! Por que Deus esqueceu de colocar “criatividade” na minha fórmula?!

Há pelo menos um ano trabalho o Twitter do Hospital. Queria que os cariocas tivessem a oportunidade de usá-lo como ouvidoria ou o enxergassem como o SUS mais acessível, etc. O máximo que consegui foi subir de 1 seguidor (quando comecei a administrar) para 24. Ridículo!

Comecei olhar o @hosp_einstein, do Hospital Israelita Albert Einstein, que bomba na rede e, teoricamente, tem o mesmo seguimento. Nem isso acendeu a lâmpada da minha criatividade. Até porque o público é meio diferenciado. O nosso Sistema Único de Saúde atende muitos idosos de baixa renda, que talvez não se interesse por certas virtualidades. Mas e os netos? Como atingi-los?

Não tenho dúvida que deveria ser pela graça. Os internautas são facilmente atingidos pelo humor. Somos mesmo uma cambada de hienas… O mundo pegando fogo e o povo fazendo piada online. E me incluo nessa porque também me divirto com isso. A questão é que não posso fazer graça por fazer, em uma página corporativa.

Só sei que, por hora, a marca Rela Gina, fabricante de palitos está divulgado que tomará medidas judiciais contra o criativo jovem.  Só que ninguém se sustenta no mercado por tantos anos sendo otário. Não demora até que eles vejam  que podem transformar isso em mídia positiva para o produto. Porém, se o fabricante tem muito a ganhar, o estudante também terá. Duvido se não vem por ai um patrocínio, novas estratégias…

Enquanto isso no meu mundo “só chove, chove”.

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Não para de chover safado

Acho que todo mundo já viu esses postes de multa eletrônica de velocidade que se reproduziram como preás nas ruas do Rio de Janeiro. Ninguém gosta de ser multado, claro. Mas quando isso acontece porque o sujeito ultrapassou o limite de velocidade da pista, vá lá. O Brasileiro só respeita mesmo aquilo que lhe dói no bolso e, isso é um modo de fazê-lo atentar as normas de trânsito, pensar na segurança dos motoristas e demais cidadãos. Dói, mas pode-se justificar assim.

Já esses postes são tudo de mais sem noção que já vi na vida. A pista é de 90km, e ai de repente, você tem que reduzir para 50km, do nada, na mesma pista. É como brincar de um vídeo game, com obstáculos, só que não, você foi roubado de verdade. Ora, se a pista é projetada para 90km é uma via expressa, longe de perímetro urbano ou quase, porque raios você tem que diminuir? Já enchemos tanto os cofres públicos sem o retorno básico, agora mais isso.

A vergonha não pára por ai.

Com a consciência mais tranquila do mundo, fui marcar a vistoria do meu Fefê Fonfom II, e páh! Uma multa, de 2 meses que sequer fui notificada.

Pára tudo! Vamos a Lei:

“Art. 282. Aplicada a penalidade, será expedida notificação ao proprietário do veículo ou ao infrator, por remessa postal ou por qualquer outro meio tecnológico hábil, que assegure a ciência da imposição da penalidade”.

O art. 281, parágrafo único, inciso II, dispõe:

“Parágrafo único. O auto de infração será arquivado e seu registro julgado insubsistente:

          II – se, no prazo máximo de sessenta dias, não for expedida a notificação da autuação”
É mesmo?

Mas eu tenho até o dia 31 para vistoriar o carro, para isso, não posso ter multa. Se for recorrer a JARI, eles demoram 30 dias para julgar o caso, o processo é moroso, ou seja, não me deram nenhum tempo hábil para que se faça cumprir a lei.  Apareceu safadeza na minha cartola! E depois eu que sou a nervosinha! Mas como é que entuba uma situação dessa sem espernear, gente?!

Vamos lá. Vou pagar. Recorrer depois, mas e aí?

– Será que ao ganhar serei ressarcida?

– Será que ganho?!

Como é difícil ser brasileiro!

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Hora dos Planos de Saúde

Em ocasião do acidente de Pedro Leonardo (Filho do cantor Leonardo), um amigo postou no Facebook que milagres só aconteciam na rede privada de hospitais, para quem paga um bom plano de saúde, etc. Querem saber? Na minha opinião, milagre mesmo neste país é ser atendido pagando ou não por isso.

Há pelo menos 6 meses estou tentando marcar um oftalmologista pelo plano de saúde caríssimo que eu pago e até agora, não consegui sequer encontrar um especialista que tenha agenda aberta para marcação. Me pedem para ligar não sei daqui quanto tempo para ver se abriu vaga e nada. Já implorei para uma secretária me ligar quando houvesse desistência de qualquer dia ou horário, porque meu problema de vista já está atrapalhando o desempenho do meu trabalho, mas nada também. Assim como os médicos hoje que são vendedores de receitas, suas secretárias não têm o menor carinho ou carisma com o cidadão doente.

Isso quando você consegue falar com alguém. Se for clínicas de saúde, ai você fica horas ouvindo musiquinha como se não houvesse mais nada para ser feito na vida.

A agência reguladora já definiu prazos, os planos de saúde devem saber disto, mas não respeitam. O que fazer? Não tem quem fiscalize.  Temos que reclamar, não com o plano de saúde, porque a resposta infame que dão é que não têm gerência sobre a agenda dos médicos, que não podem fazer nada. Como se não fosse deles a responsabilidade de buscar novos profissionais a aderirem a instituição, como se não tivessem que fazer um repasse maior a classe para que eles se interessem novamente em fazer parte do plano… Temos que reclamar com o órgão regulador, esse que não regula… Quer dizer, se for buscar por isso tudo,  não vou ter tempo de trabalhar para pagar o plano. O jeito é torcer para o governo dar um bom castigo nestes planos de saúde, como o susto que deram nas operadoras de telefonia. A hora é deles.

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Dia dos Pais: A Homenagem

Aos amigos que são pais: O meu abraço carinhoso.
Para quem não é pai, mas ainda tem o seu: Dê o seu abraço carinhoso. De perto ou de longe.
Para quem não tem mais papai, assim como eu, guenta firme, que o dia passa rápido. Renda sua oração em memória daquele que ainda te ama, certamente.

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Não venha a nós porque meu reino ruiu

Não queiram saber o que é trabalhar em uma instituição pública em época de eleição. Quer dizer, em geral, há sempre muitos pedidos, de todos os lados para dar uma “forcinha” nisso ou naquilo, mas em época eleitoral é preciso que tudo pareça muito melhor para fins, digamos, democráticos.

Destaco aqui, que no meu caso em particular, os serviços prestados a população tem muita qualidade, os profissionais são capacitados, a estrutura é sólida e, o grande problema está mesmo quando esbarra no que não tange a gestão, mas o macroproblema político social que não podemos resolver, tampouco há esforços reais desses tais “pedintes” em fazê-lo.

Mas é preciso que se mostre o contrário, ao menos nessa época.

Um certo gabinete, de uma certa figura política muito forte do subúrbio do Rio, todos os dias têm pedidos a fazer: neurologia, ginecologia, cardiologia, cirurgia, exame, curativo, Band-Aid, etc, etc, etc. A secretária, sempre muito simpática liga informando que está enviando e, nós, prontamente atendemos, abrindo assim, a exceção de emergência, em uma instituição de tratamento eletivo.

E se estou sendo o elo disso, se eu também sou povo carente de tantos atendimentos que me são de direito, se eu tenho a oportunidade e se quem tem boca vai a Roma… Vou pedir também.

– Minha sobrinha precisa de escola integral, para a filhinha dela com 7 anos. Temos a escola tal lá perto de casa. Pode me encontrar uma vaga?

– Claaaro, Fernandinha. Peça que ela venha aqui com os documentos dela e da criança que vamos resolver isso para você.

– Fernandinha, ligamos pra escola e não tem vagas. Pedi que sua sobrinha voltasse em Outubro, porque ai pro ano que vem…

[Já interrompi daqui]

– Então, mas essa foi a resposta que ela teve, quando procurou a escola, na ocasião da mudança dela para cá. Achei que vocês encontrariam uma vaga apesar disso, já que é exato o que me pedem do hospital, todos os dias praticamente e eu faço por aqui. Desculpa, mas a sua mão não está lavando a minha.

Não dá para ser povo. Não dá nem para ser suborno. Também não dá para ser idealista. Curral eleitoral da certa figuraça que me desculpe, mas a partir de agora, no que depender de mim, que procure o UPA e que a parceria público-privada de lá funcione tão bem quanto a minha. Não sou obrigada! 

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