Arquivo do mês: setembro 2012

Medida Certa: Ronaldo na Balança

O Fantástico poderia se pautar em Mensalão, eleição, juros de cartão de crédito, violência urbana, mas resolveu fazer o Ronaldo Fenômeno subir na balança. Confesso que nunca fui com a cara do jogador, por mim tanto faz se ele está gordo ou não, na minha opinião, sempre amarelou com a camisa da seleção e ganhando milhões para ser ao menos mais aplicado. Se foi um fenômeno o fez lá fora, mas não acompanho esporte, então para mim, desculpe, não fede e nem cheira.

Nada me tira da cabeça que o excesso de peso dele reflete apenas o mau uso desses milhões de patrocínio (e ele está pouco se lixando com minha opinião, eu sei, porém, o blog é meu), mas dizem que o problema é a Tireóide. Poderiam ter começado o programa mostrando o exame que comprovasse a tal historinha.

Já repararam que o sujeito está sempre com aquela cara de quem vai aprontar alguma coisa? E vamos combinar que os jornais já mostraram poucas e boas dele. E o jeitinho de que vai aprontar algumas e deixar os profissionais que o estão acompanhando na empreitada do dominical da Globo com cara de tacho não mudou.

Longe de mim querer colocar a prova a credibilidade dos profissionais envolvidos, mas não me espantaria se isso fosse um jeitinho dele fazer escondido umas cirurgias e depois sair vitorioso por seu “esforço”. Tudo bem, já o fotografaram malhando, andando e até correndo na chuva. O que pode ser tão somente parte de uma produção.

Eu que vivo em guerra com a balança, fazendo escolhas do que comer a partir do valor calórico/nutricional/gasto energético diário, também não acredito quando as atrizes magérrimas dizem que tem aquele corpinho comendo de tudo e fazendo nada. Claro que fazem! Gastam milhões em clínicas de estética.

Neste caso, como não sou a única a viver o dilema, basta olhar as revistas das bancas de jornais com suas dietas milagrosas, para entender que o tema vende bem, sobretudo se unido a fofoca. A massa gosta de saborear fofoquinhas do Olimpo, então, une-se o útil ao agradável pela sua audiência. Digno. Mas não acho o Ronaldo a figura mais disciplinada (até já confessou seu horror pela balança, claro, baseado nos jornais, limites não é com ele) para me fazer acreditar que apenas o super Márcio Atalla seja a solução para aqueles quilos a mais. Se fosse, o teriam convocado antes que o jogador resolvesse se aposentar por sobrepeso. Desculpem os fãs, mas Ronaldo nunca me convence.

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Ted (ou a profunda imaturidade masculina)

Eu confesso: a minha infância girou em torno de um ursinho caramelo chamado Ted. Eu dormia com ele, brincava com ele e até para escola, no dia do brinquedo lá estava meu bom amigo. Quando passava férias na casa das tias, ai de quem não lembrasse que Ted deveria estar na bagagem. A noite era uma choradeira que não tinha fim!  Claro que isso ficou no passado. Na adolescência, acabei doando o querido brinquedo a uma criança próxima, e lá foi ele reiniciar os laços de amizade em outra infância (por onde andará o meu Ted agora que a menina em questão até já se casou? Nó na garganta.).

O caso é que no longa, a amizade entre John (um marmanjo de 35 anos) e seu ursinho de pelúcia não se dissolveu. Chegou até a vida adulta. Bem, também não sei se entregaria um mágico brinquedo, que ganha vida depois de um desses milagres de natal a outra criança (na vida real, o brinquedo foi recriado digitalmente para a telona utilizou a tecnologia de Performance Capture, a mesma que deu vida ao Gollum em Senhor dos Anéis).

O caso é que Lori, a namorada de John não se sente nada confortável com essa amizade pouco convencional. Aliás, o ursinho não é nada infantil. Ele usa entorpecentes, bebe como uma esponja, adora uma prostituta e influencia o amigo humano a levar a mesma vida sem compromisso.

É ai que a gente se reconhece, né meninas? Porque tem muito sem noção por ai que não cresce e nem tem um Ted para colocar a culpa. De tão ridículo chega a ser engraçado. Em algumas cenas, não fosse o urso seria igualzinha a muitas cenas da vida da gente: levar balão em evento importante em detrimento de amenidades, fuga de compromisso sério, você “dar duro o dia inteiro e o sujeito de colchão e fronha”… O que acontece no filme também repete o mundo real, chega uma hora do “ou eu ou ele” e o desenrolar é um clássico comédia-romântica com final feliz.

Enquanto isso dá para dar algumas boas gargalhadas – Eu ainda fico com “Se beber não case” como melhor comédia adulta dos últimos tempos, mas dá para se divertir – sobretudo se você for um pouquinho Nerd e entender as piadas de Star Wars, Twitter, Alf e Flash Gordon. O roteiro também não poupa celebridades e cita Adam Sandler, Norah Jones, Chris Brown, Susan Boyle e o queridinho das calcinhas de plantão, Taylor Lautner (e com essa tirada eu me rasguei de rir).

A estreia do criador do seriado Uma Família da Pesada no cinema foi bem feliz, mas atenção é um filme para adultos. Na sessão que eu estava tinham tantas crianças… O que essas mães têm na cabeça? Ted usa drogas, fala de sexo abertamente, aparece com a pelúcia cheia de pó no meio de uma festa. A indicação de faixa etária é para ser usada, gente! Não vamos submeter nossas crianças a cenários tão ousados. Eu sei que as novelas da Globo não poupam ninguém no horário nobre, mas aqui em casa, o mini nerd também não assiste Avenida Brasil, antes porém, tem TV a cabo com desenhos, os documentários que ele curte… E se você não pode ter isso, pense que o cinema tem muito mais liberdade de mostrar o que a TV ainda resguarda e deixem a garotadinha com a vovó. Ted não tem nada de fofo.

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Eleições chegando e…

…Eu penso aqui com meus botões: “Por que o povo brasileiro gosta tanto de eleger figuras que parecem ter saído de uma comédia pastelão?”  Vá lá, rir é o melhor remédio, mas em certas situações o que seria cômico é trágico de mais para meu estômago. Exemplo? O que foi o discurso da Dilma na ONU? Alguém me explica ou contém minhas lágrimas?

Do alto da maior tribuna do planeta, a presidente, primeiro se queixa das medidas adotadas pelos países ricos em defesa dos interesses dos países ricos. Depois, elogia as medidas adotadas pelo Brasil em defesa dos interesses do Brasil, estou errada ou o que é protecionismo lá aqui chamamos de patriotismo? Ela acha que a Organização das Nações Unidas vai se comover com o mimimi de um país subdesenvolvido? O povo brasileiro é abobalhado, lá fora, o discurso é diferente, minha senhora.

E a exaltação a democracia em toda a América do Sul?

Por acaso a Venezuela, a Argentina, a Bolívia e Cuba ficam na Oceania?

Terceira mulher mais poderosa do mundo, em plena ONU, Dilma mostra que sequer entende de geografia.

Alguém avisou para ela que aquela tribuna não era palco do Show de Calouros? Não tem um assessor competente pra afinar esse discurso? Tratar de uma ideologia mais coerente? Ou pelo menos fazer o discurso parecer menos leviano ou infantil?

Por favor, gente! Não vote em palhaço, em jogador de futebol como se isso fosse protesto. Porque não é. Isso é assinar sentença para outras vergonhas nacionais. Precisamos de gente, no mínimo coerente para nos representar. Não troquem seu voto por churrascada,  dentadura e similares vamos fazer diferente uma vez só na vida.

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Teatro: Manual Prático da Mulher Desesperada

Sim. Esta mulher aqui ficou desesperada, cerca de 60 minutos na plateia sem ver uma atuação digna do teatro em Adriana Biroli. Quando a peça começa com a interferência de um VT ainda perdoo porque, afinal de contas, sempre pode funcionar uma nova linguagem, mas quando o primeiro ato inteiro só mostra a atriz fazendo caras e bocas em cima de uma gravação de áudio, como se fosse seu pensamento… Ai eu me decepciono seriamente.

Não sei vocês, mas eu gosto do teatro, porque como diria o Faustão, quem sabe faz ao vivo. Tudo bem, que a justificativa da cena é que a mocinha está pensando, mas ela poderia pensar interpretando seu texto, mostrando que é capaz de decorá-lo ou improvisar em cima dele diante de um erro. Pra ver ou ouvir um VT eu ficaria em casa esperando a próxima novela dela.

A peça mostra uma mulher solteira, sozinha num sábado à noite, que aguarda a ligação de um pretendente. Entre rituais de beleza e muitas neuras, a personagem de Adriana vai mostrando o desespero do universo feminino, ainda muito presente no meu espelho: “Porque será que ele não liga?”, “Será que está esperando que eu ligue?”. Muitas feministas por ai podem até negar, mas no seu íntimo todo mundo (homens e mulheres) espera o seu par de jarro e, não raro vão se divertindo (ou chorando) pelos errados.

Diversão garantida mesmo só nas interferências do  ator Alex Barg que mostra a que veio como manicure da mocinha e depois, na balada, como um caipira sem noção. Aliás, grande escolha de parceiro de palco, porque de outra forma, a peça não diria nada a que veio.

O texto é de Dorothy Parker, de 1929 ainda mostra muito do nosso ridículo, mas a montagem, amigos, deixa a desejar.

As poucas pessoas que acompanham o blog sabem que desde sempre eu me recuso a falar mal de produções nacionais, seja teatro, cinema ou qualquer outra manifestação artística, por um motivo único: valorizar o empenho desses profissionais que sofrem o cão para montar as produções. Mas é impossível não dizer que a atriz que arrasava na TV, não tem a mesma empatia no palco, ou pelo menos não mostra isso dessa vez, e dizer (ou repetir), teatro é interação, minha gente, audiovisual é outra coisa.

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Pelas Espumas da Praia

Como diria Nietzsche (sim, o livro foi muito bem aproveitado), a cidade nos afasta da nossa porção animal e nos faz representar um outro papel, distante da nossa natureza, porque nos faz mais preocupados com o que estão pensando de nós. Eu adoro internet, afinal, eis-me aqui, mas as redes sociais demonstram de maneira muito forte essa ditadura da felicidade e do “bem estar consigo mesmo”, que pelo menos no meu interior está altamente descompensada pelo stress, ou pela impossibilidade de ter tudo aquilo que nos dizem que precisamos (e eu acredito).

Descobri que conhecer pedacinhos de paraíso por ai faz um bem danado. Pelo menos enquanto você está no mato. Infelizmente uma hora é preciso voltar e, isso também gera uma carga de estresse, mas enquanto se está lá… A natureza não te julga, apenas te acolhe.

Numa dessas andanças estive em Saquarema, na praia de Itaúna, na Pousada Espuma da Praia Family. A vista não vou nem descrever. O dia estava tão maravilhoso quanto essa foto de divulgação retirada do site:

Não é photoshop, não, minha gente! Esse lugar ai é desse jeitinho.

Você toma um café maravilhoso de frente para a piscina, depois pode curtir essas espreguiçadeiras com vista para o mar. Esse pedacinho de praia só tem mais duas pousadas além dessa, então, é realmente um recanto para quem quer sossego.

No dia que fui rolava um campeonato de Surf. Tudo bem… Era Sub18, mas vocês sabem que essa galerinha saúde, recebe essa filosofia hierarquicamente? Pois é, os pais da rapaziadinha têm tudo a ver com essa porção natureba da vida. Se eu fosse você, na faixa dos 30 desesperos, quer dizer, anos… Arriscava. Já para mim, o benefício desse evento foi encontrar um café da manhã mega equilibrado no Buffet. Minha tabela de pontos agradece (e suplica que isso seja uma constante do lugar, porque ainda tenho uma diária para usufruir por lá).

O Wi-Fi funciona. A acomodação não deixa nada a desejar. O pessoal da casa é muito simpático e, acreditem, o segredo da felicidade é estourar o cartão de crédito nesses prazeres. Diminui a sensação do questionamento “trabalhamos muito pra nada?” Isso aqui é o tudo. Mesmo que seja apenas 24h. Equilibra. Rejuvenesce. E foda-se!

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Solta o Som

Sabem por que não jogo pedra em nenhuma manifestação artística cultural? Porque se tivermos olhos (e ouvidos) abertos a tudo que está em volta, de repente, você se surpreende positivamente. O coração tem que estar livre para vibrar!


Outro dia estava vendo Altas Horas, e um certo quadro que conversa com autores de músicas para entender de onde veio a inspiração me apresentou a música “Te vivo”, cantada por ninguém menos que Luan Santana. O garoto, que para mim era um xarope, passou a ser o meu hit. Cantando aquilo que poderia ter sido os meus versos:

 

Te Vivo 

Quando me sinto só
Te faço mais presente Eu fecho os meus olhos
E enxergo a gente

Em questão de segundos
Voo pra outro mundo
Outra constelação
Não dá para explicar
Ao ver você chegando
Qual a sensação

A gente não precisa tá colado pra tá junto
Nossos corpos se conversam por horas e horas
Sem palavras tão dizendo a todo instante um pro outro
O quanto se adoram
Eu não preciso te olhar
Pra te ter em meu mundo
Porque aonde quer que eu vá
Você está em tudo

Tudo, tudo que eu preciso
Te vivo

 

Sei lá… Meditem ai nos seus preconceitos, enquanto fui ali no banheiro chorar minhas impossibilidades. Até o próximo post…

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É hora de mudar quando…

Você recebe de presente um livro cujo título é “Nietzsche para estressados”.

Quando abri o pacote dei um risinho de quem contesta “ah, vá, nem estou tanto assim”. Mas no decorrer do chopp, que foi o nosso propósito da noite, fiquei refletindo enquanto falava de outras coisas: os loucos esbravejam que não estão loucos, os ciumentos culpam o outro pelo seu desequilíbrio… Estresse também é uma doença moderna e é preciso se reconhecer, para se curar. Será que eu…?!

Fui ler… né? Embora Filosofia possa parecer um tema muito “viagem”, de leitura difícil, o livro é o contrário disso. Separa 99 doses, de alguns dos mais importantes pensamentos desse alemão que entende muito bem dessas coisas corriqueiras no nosso dia a dia. Mais ou menos como esquetes, o que torna tudo muito simples. Ponto para Allan Percy, autor da obra.

Durante a leitura, vários pensamentos que temos adormecidos afloram, e temos uma nova perspectiva sobre o ponto de vista. É. Eu sou estressadíssima mesmo. E talvez essa coisa de dar importância ao que não tem, tenha me feito o mais infeliz dos mortais.

Enfim, como diria Nietizsche, o que não nos mata nos fortalece. De alguma maneira o presente me deu algumas diretrizes novas para buscar fortalecimento. Inclusive não me culpar pela arte do Dia da Independência e repetir a dose sempre que possível e ou necessário, afinal de contas, temos que colocar na cota emergências “cuidar da alma”. É ou não é?!

Super recomendo a leitura.

Obrigada a você que me ama, embora me leia como “a estressada”. Preciso de você (muito) na minha vida.

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