Arquivo do mês: novembro 2012

O desafio da Garrafa

Continuando a saga Dom Zellitu’s, lembram que elogiei a lojinha de souvenires do local? Os brinquedos antigos de madeira e outros desafios? Pois bem, trouxe uma dessas deliciosas antiguidades para casa e dei o desafio da garrafa ao Gustavo: Passar o dado para o lado de cima do bastão, sem destampar a garrafa.

“Valendo créditos pro jogo online”.
“Quanto?”
“Sete Reais. É muito fácil!”
“Dezessete Reais, não é tão fácil quanto simplesmente virar a garrafa de cabeça pra baixo”
“Fechado”

Confesso: Não estava levando fé que ele ia se entreter com uma coisa tão simples. Surpreendentemente ele levou o desafio a sério. Levou umas três horas. Murmurou que tinha desistido, mas não me deixou mostrar como fazia.

“Vale qualquer coisa?”
“Menos tirar a tampa”

Daqui a pouco, ele sentado do meu lado, levanta a garrafa, como se fosse um troféu: Sem querer, ele girou a garrafa e descobriu o macete para a completar a brincadeira.

“MASTER… I complete the quest. And now, I want my award!!!”, ele gritava em tom de personagem de jogo!

Dois alívios:

1- O jogo tem lhe ensinado Inglês
2- Ele ainda consegue se distrair com coisas analógicas.
E ainda tem um terceiro destaque: brinquedos antigos sempre são uma boa pedida. Ofereça-os por mais hi-tech que a criança pareça.

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A comida mineira Dom Zelittu’s

Sempre que passava pela porta do Dom Zelittu’s o espaço aconchegante, com cara de fazenda, me chamava atenção, mas nunca tive oportunidade de aproveitar o lugar. Quem sabe faz a hora, não espera acontece, como já dizia Geraldo Vandré. Lindo dia de feriado, pegamos o carro e… Partiu Itaguaí.

Foto: Anderson Luiz

O “apóstrofo s” sempre me incomodou um pouco, devo confessar. Me corrija se estiver errada, mas essa é uma regra gramatical da língua inglesa, que indica posse. Assim, para dizer a comida do Zelittu, você diz Zelittus`s food. Antipatizo um pouco com essa ideia de brasileiro querer adaptar as coisas do exterior para atribuir mais valor ao que é nosso. Se é simplesmente comida mineira, uai, que ela seja, até no nome genuinamente verde, amarela, azul e branca.

Ainda, por um breve momento, imaginei que o “Dom Zelittu” poderia ser um americano, que veio para o Brasil e, de repente, até passava por cima deste estrangeirismo, mas se o Zelittu, é aquele senhor barbudo, de camisa aberta, ostentando um mega cordão de ouro, nos painéis de fotos de artistas… Não. Foi só mesmo uma gracinha no nome do complexo gastronômico e, vida que segue. Vamos experimentar o lugar.

No meio do ano, mais ou menos li com gosto no Jornal Extra, as maravilhas do lugar, que apresentava dois fogões a lenha com uma imensa  variedade de comida da fazenda a um preço bem legal (vamos esquecer que moro longe e ir até lá foi um passeio que exigiu combustível, etc), o que só fez crescer mais minha curiosidade ao lugar que admirava ao longe na estrada.  Realmente, as comidinhas ficam todas na lenha (batata doce tinha gosto de infância mesmo, quando meu avô assava umas para mim no final da fogueira de São João), mas era apenas um fogão, um amontoado de gente se servindo e, em um ambiente escuro, em panelas escuras e sem identificação do que é o que.

Um rapaz que se servia a minha frente comentou que era tentativa e erro. Ou seja, como a comida é liberada, ele ia, pegava alguma coisa para experimentar, sem identificar o que era, porque as panelas não são identificadas com o conteúdo,  e se não desse certo, voltava de novo. Desperdício de comida, não é o que se espera, de um restaurante bicampeão na modalidade Zona Oeste, do tour gastronômico, mesmo almoçando em um local com taxa única. E isso é muito simples de resolver, conforme foto abaixo:

Além disso, senti falta do leitão, do Tutu, de galinha caipira ao molho pardo…  Se estavam lá, estavam timidamente escondidos nas panelas não identificadas. Havia muita feijoada. Para quem gosta, estava bem servido. Fiquei com uma linguicinha, feijão tropeiro, torresmo, batata doce, que era o que me lembrava vagamente o que havia ido buscar. Não deixem de experimentar o pastel de banana, uma das poucas coisas que tem identificação no buffet e é simplesmente fantástico.

Huuum… Torresmo. Nem dói

O que valeu mesmo foi o passeio. O espaço com cara de fazenda, é quase um museu a céu aberto: calculadoras, máquinas de escrever, telefones e mais um monte de antiguidade, se misturam a móveis rústicos na decoração e você viaja no tempo. O lugar é muito mais que comer.

Dom Zelittu’s por Fernanda Freitas

A lojinha de souvenires me encantou muito mais que o restaurante propriamente. É um espaço cheio de artesanato e brinquedos de madeira, que você pode tocar. Estão ali para serem vendidos, mas deixam um exemplar aberto pra se brincar. E eu brinquei: montei cubos de madeira, fiz o desafio da garrafa, jogo da velha com peças de madeira, bonequinhas fofas de pano… Perdi a noção de tempo ali dentro e, a vendedora é simplesmente uma simpatia que conhece todos os truques. Deixei um bom dinheiro por ali, graças ao divertimento que ela me proporcionou.

Aliás, todos os garçons também são bem brasileiros, sem apóstrofo, no quesito acolhimento, simpatia, sugestão… Conhecem o ponto alto da casa e oferecem, conversam, brincam… Dá até para esquecer onde erra o buffet.

Borrão é uma arte contemporânea dessa que vos escreve

Toda a volta do restaurante tem um lago com peixes de todos os tamanhos esperando para serem alimentados. A princípio achei um desaforo a sugestão de comprar a ração, afinal, gastei na loja de brinquedos, gastei com o restaurante… Podiam fazer a cortesia de nos dar um punhado para jogar aos peixes… Mas diante da insistência familiar me rendi… Esqueci do Real pago, foi muito divertido a brincadeira. De fato, faz parte do entretenimento. Ficamos umas 4 horas bem vividas no complexo, apesar de ainda achar que o restaurante peca em variedade.

Nova modalidade de Pesque Pague. =P

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Teatro: O Patrão

Eu não sei se é porque Rodrigo Sant’anna, é um carioca criado no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, que consegue falar de um jeito tão natural do pobre, só sei que já era engraçado de mais, me ver na TV, e muito mais o foi, ao vivo, no palco do Theatro Net Rio.

Sim, me ver. Porque vamos combinar? Quer coisa mais pobre do que só poder ir ao teatro quando os adoráveis Peixe Urbano, ClickOn, Groupon (e etc) entram em cena? Meu salário não permite, embora goste de mais, pagar R$80,00 em um ingresso. Se eu tivesse o talento do Rodrigo, ia poder contar várias situações de pobre, mas no meu caso seria dramático, porque é triste não ter poder aquisitivo satisfatório tendo bom gosto. Ou será que dá pra fazer piada? Não sei. Meu talento, por hora, se restringe a não parar de aplaudir de pé essa personalidade fantástica que tive a oportunidade de ver ao vivo. Ou seja, estou divulgando por amor (viu, Rodrigo?! Rs)

Foto Divulgação: JB Cultura

Digo personalidade, porque Rodrigo Sant’ana não é meramente um ator de comédia, este espetáculo, por exemplo, não é só encenado por ele, mas também é escrito e dirigido por ele.

O Patrão é um impaciente homem de meia idade, que tem o costume de se valer da sua posição financeira para se desfazer de seus funcionários, e da própria esposa. Para nós, espectadores, motivo de muita gargalhada. A atriz Ana Araújo faz uma participação especial na história, como a empregada massacrada e a esposa espevitada que se revela no final da peça. E que final! É surpreendente e engraçado como só o Rodrigo sabe ser.

Cabe destacar a excelente estrutura que está o teatro Tereza Rachel, na nova fachada de Theatro Net Rio. Sim, Theatro, com TH, porque tem toda uma mistura do passado, com alguns elementos de decoração e, os funcionários da casa vestidos totalmente retrô, exalando simpatia e, o moderno com um espaço multimídia que se integra ao espetáculo de uma maneira tão harmônica que faz jus a cada centavo investido em entretenimento.

Mas não vamos tirar o foco de Rodrigo: Ele dança, ele trabalha o lado “palhaço” mesmo, com o lúdico de pisar no chão e fazer barulho, ele debocha da realidade do país, ele dá gosto de assistir e, como sempre, escolheu uma parceira a altura. Portanto, gente, quem puder assistir, o faça, porque Agildo, O Patrão, é mais um desses personagens inesquecíveis como a travesti Valéria Vasques e o mulherengo Adimilson. Somos nós. É o Brasil sob a marca já registrada de humor do Rodrigo Sant’anna.

E como, alguns atores já comentaram por aqui, por incrível que pareça, quando falei de suas peças, caso apareça por aqui, Rodrigo, quero dizer, que gostaria muito de te conhecer pessoalmente, não para te passar minhas histórias, porque você tem as suas e são brilhantes, mas para aprender com você, como dar vida a esse turbilhão de coisas que vemos por ai. Eu gostaria. Com toda pretensão e sem nenhuma pretensão.

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O difícil mundo das mães

Estamos chegando a mais um Natal, como o mundo está acelerado, acho que minhas reflexões de fim de ano também já abriu sua temporada, talvez, porque mais uma vez tenho que me perguntar o que dar ao meu filho de presente (na verdade, por duas vezes, já que ele faz aniversário logo no início do ano também). Não tanto pelo objeto em si, mas por vê-lo amadurecido precocemente, falando de tecnologia como um especialista do “TechTudo” e outros assuntos que não condizem com a sua idade.

Nos anos 90, quando tinha sua idade, ainda estava mais pra uma moleca, descalça, jogando queimado na rua. O cabelo em rabo de cavalo, muito pouco preocupada com a ostentação de poder ou não jogar alguma coisa graças a potência do seu aparelho de informática. Aliás, informática aqui em casa, nem existia. Era um Atari e olha lá.

Quando ele era pequeno, ofereci muitos lápis de cor, guaches, canetinhas, massinhas de modelar… Ele adorava esse kit. E tinha uma imaginação muito boa em seus rabiscos.  Mas ai, um dia, tive a infelicidade de mostra-lo como se desenhava no Paint e de repente, ele largou a papelada pra brincar exclusivamente com a máquina.

Hoje, para levá-lo ao cinema, é quase uma batalha travada em casa. Não o vejo envolvido com atividades compatíveis com a sua idade. Ou será que não existe mais jogar bola? Queimado? Arrebentar o joelho?! Me preocupa.

Mas ai, vem as notícias do Crack: Mulheres, jovens envolvidos nessa terrível realidade, ainda sem cura. E o meu menino protegido aqui em casa. Pedindo pra eu brincar de Minecraft com ele. Não tenho a menor destreza pra andar com o personagem ou montar qualquer coisa, o meu máximo de potencial pro jogo é AngryBirds, no celular, mas sento ao seu lado e percebo que apesar de se movimentar pouco, ele está bem protegido no seu mundinho onde posso olhar. E é quando penso: será que errei tanto?

Será que seria melhor pra ele, aos 12 anos, estar experimentando esse mundo precocemente do avesso, onde meninas dão a luz nesta idade? Onde outros tantos estão experimentando a primeira pedra de Crack? Será que a educação que eu deveria dar é essa de sair de casa a meia noite, pro baile não sei das quantas?

Será que eu sou tão ruim como mãe que não achei o meio termo do Admirável Mundo Novo para oferecer ao meu filho?! Só sei que não gostaria que esta fase da vida dele passasse em branco e, infelizmente, não sei se minhas escolhas foram válidas para a formação da sua personalidade. Me sinto perdida…

Reconheço que ele precisa de atualização constante pras tecnologias, porque este é o mundo que vamos deixar para esta geração, mas ainda assim, gostaria de vê-lo novamente pintando um papel… Ou coisa que o valha. E não sei onde estão esses amigos que pudesse compartilhar isso com ele e como inserir essas atividades lúdicas, digamos assim, nesta rotina já tão virtual dele.

E tudo isso só porque preciso de um presente de natal.

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Parabéns para o Blog

Meu cérebro é meio masculino para essa coisa de guardar datas.  Antes do Orkut, e essas outras ferramentas que avisam o dia dos aniversários (oh, como são adoráveis!), eu vivia passando datas por brancas nuvens e, não raro, contornando mágoas de amigos e ex-namorados. E se não me lembro de data de nascimentos e daquelas que nos conhecemos, que nos beijamos, etc, muito menos lembraria de dizer o quanto tempo escrevo num blog.

Pois bem meus poucos amigos que visitam a página: este mês, completou 4 anos que despejo aqui minhas abobrinhas. Ou não. Existe alguns posts que são de utilidade pública e, que, respondo com todo carinho aos que me enviam emails ou comentários, como o “Mapa da Mina dos Pensionistas da PM”, que escrevi na ocasião da morte do meu pai e o “Projeto Imagem Solidária” que realiza exames de alta complexidade a um preço baratinho, em Botafogo, no Rio de Janeiro.

Em geral, o pessoal que lê e manda comentários, não o fazem pela minha iniciativa ou pela acertividade em dividir um conhecimento, uma experiência de vida que pode ajudar os demais. Sequer percebem que sou jornalista e apenas divulgo os serviços. Eles me perdem informações ou reclamam dos números de telefone que não atendem, como se eu trabalhasse nos locais. Sequer perdem mais algum tempo para descobrir que este é um blog de generalidades. Tudo bem. A internet faz isso mesmo com a gente, nos deixa “apressadinhos”.

O importante é que, de alguma forma, tenho a visita das pessoas e, mesmo não sabendo ou não conseguindo capitalizar o blog, acabei fazendo um trabalho social bacana. E, espero com isso, que a vida me recompense de alguma forma.

Por hora, sinto-me feliz em poder ajudar, sinto-me ainda mais feliz quando estou revoltada da vida com alguma coisa e tenho aqui meu refúgio para escrever minhas memórias. O Fê da Vida, leva para posteridade aquilo que tenho de mais ácido, lúcido ou divertido e, por isso, mesmo todas as vezes que deixei de falar alguma coisa e, pensei em abandonar o espaço, sempre voltei atrás na minha terapia. De algum modo, estou olhando para o futuro, plantando aqui meu passado. E, afinal, quem não quer ser eterno?!

Parabéns para mim pelos 413 mal escritos posts. Sempre bom sonhar ou desabafar com vocês.

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Vivendo o Apocalipse

Eu que nunca saí do país não posso considerar que o choro e “ranger de dentes” programados para o fim do mundo na Bíblia seja já uma verdade a se considerar, mas aqui no Rio de Janeiro, o bicho está pegando: essa questão dos crackudos se proliferando pela Avenida Brasil é uma amostra grátis desse inferno, que mais parece o cumprir da sagrada profecia, por mais afastada de religiões que eu esteja neste momento.

As autoridades apresentam propostas estapafúrdias, como internação compulsória, enquanto somos ameaçados pelos viciados pelas ruas, no dia a dia das cidades. Todo mundo sabe que só se livra de um vício quem quer, quem tem imensa força de vontade e, com o crack, não é diferente. Enquanto isso, eu (e milhares de outras pessoas) pensa em usar “olho por olhos, dente por dente” para se livrar de qualquer ameaça oferecida por esses dependentes. Sim, porque enquanto o direito de ir e vir deles for respeitado, nós cidadãos de bem, estaremos mais coagidos. Ou ninguém percebeu que as crackolândias se proliferam como as sete pragas do Egito?

Retirado do O Globo online

Mesmo sendo uma pacata cidadã, como não despertar esse sentimento? O medo é cada vez mais evidente e,a situação há tempos fugiu do controle. Se todo esse pavor não é mesmo indício do apocalipse, é preciso achar uma saída. As autoridades, protegidas em seus castelos e em seus carros blindados, não parecem levar realmente a sério essa questão que está mais uma vez tirando a nossa cidadania: a nossa e a dos crackudos. Já que não vamos considerar o fato de que todo mundo sabe qual o caminho que a droga leva a percorre, sabe que não vai livrar ninguém de qualquer problema psicológico ou não, bem ao contrário, vai afundar-se ainda mais e, ainda assim cheira a primeira fileira, acende o primeiro cachimbo… Então que, pelo menos, as autoridades se juntem para buscar uma solução a curto, médio e longo prazo, e se controle o caos.

A gente poderia atravessar esta fase imaginando que daqui a um tempo, mesmo que não seja o tempo ideal, teríamos uma solução decente e humana na tentativa de recuperação dos viciados e ,ao mesmo tempo, buscar um jeito de impedir que novas vítimas ficassem comprometidas com a droga e, pelo que estamos vendo, muito fácil de conseguir. Precisamos ser rápidos porque enquanto todos discutem e opinam sobre spray de pimenta, choque elétrico, internação a contra gosto, varredura dos crackudos pra fora da cidade entre outros ideais que como sabemos só vai tampar o sol com a peneira, já apareceu uma nova droga, que mistura crack com qualquer outra coisa e, a situação piora, até o soar da última trombeta.

Isso me lembra quando a dengue provocou as primeiras epidemias, nos anos noventa. Antes de fazer campanha, de encarar os fatos e buscar soluções acadêmicas, científicas ou educacionais para controlar o tal mosquito, discutiu-se, durante muito tempo se o mosquito era municipal, estadual ou federal, aliás, os nossos governantes gostam muito de fazer isso: empurrar o problema pra casa dos outros, ao invés de entenderem que povo é povo e temos direito a saúde, segurança (além de escola, trabalho, comida, etc) em todas as instâncias da federação  Naquele tempo, como agora perdeu-se, muito tempo antes de começar a atacar o problema. E como morreu gente. Neste caso, é ainda pior, porque não morre só o vetor, no caso os viciados, nós, que também estamos limpo e gerando riquezas pro país, e portanto, pros governantes que enchem as burras com o nosso suor, também somos ameaçados com essa situação.

Só sei que os cariocas estão vivenciando o Fim do Mundo. E, sim, há medo. Que Deus nos ampare.

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Grey ou Cross?

Enquanto aguardava o lançamento dos “Cinquenta Tons de Liberdade” fui tirar a prova real sobre o que diziam por ai, de que “Toda Sua” (Trilogia Crossfire) era disparado melhor livro que a trilogia de E.L. James. Desculpe a crítica, mas não.

A história de Eva e Gideon é um “copia e cola” de Ana e Christian, diga-se de passagem, Sylvia Day  até cita James nos agradecimentos pela inspiração. A diferença é  ao contrário de Anastasia, a virgem indefesa de 21 anos que nunca sequer se masturbou, Eva não tem essa ingenuidade. Ela foi abusada na adolescência pelo enteado de sua mãe e, por conta das cicatrizes da vida até dá um ar mais século XXI no que tange tomar as rédeas da própria vida.

Eu escolhi o Grey

O fato é que E.L. James tem uma escrita mais macia. E, pra dizer a verdade, mulher espertinha eu vejo no espelho (ah, para), o grande “lance” dos Cinquenta Tons é o suspiro embutido. Aquele romance que autora acaba te envolvendo, nos padrões que a gente não vê mais por ai, finge que não sonha mais, mas sonha. Sonha, sim. Daí tanto sucesso.

Cross levou 16 capítulos para me dizer alguma coisa. Grey saiu logo me arrebatando. E daí que tem mais cenas de sexo no Crossfire? Muitas pontas ficam perdidas no caminho, as cenas não dão para fantasiar logo de cara, precisa de certa atenção, mas James nos conduz com carinho, com vibração… Mesmo quando diz que seu personagem gosta de prazer pelas vias da dor do outro.

Talvez “Toda Sua” tenha mais cenas de sexo porque vai direto ao ponto, enquanto “Cinquenta” vai te enredando… Mas para mim, é justamente essa a diferença que me ganhou. O mundo real tem sexo por sexo, sem grandes preliminares ou sinos tocando e é justamente essa a minha carência: Prazer por um amor que me seja tudo. Me seja Grey.

Ao chegar à última página Cross não me deixa ansiosa por conhecer o final da sua vida, no entanto, devorei cada detalhe de Grey e estou aqui, comparando, esperando por novidades suas. O que terá acontecido na Lua de Mel, afinal?! O livro nem chegou, mas eu conto os dias, ao mesmo tempo em que lamento ser o último. Certeza que vou morrer de saudades… Mas certamente, não serão os dois próximos livros de Crossfire que vão suprir esse desejo de romance literário, diga o que quiser o New York Times, a Veja, etc.

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