Grey ou Cross?

Enquanto aguardava o lançamento dos “Cinquenta Tons de Liberdade” fui tirar a prova real sobre o que diziam por ai, de que “Toda Sua” (Trilogia Crossfire) era disparado melhor livro que a trilogia de E.L. James. Desculpe a crítica, mas não.

A história de Eva e Gideon é um “copia e cola” de Ana e Christian, diga-se de passagem, Sylvia Day  até cita James nos agradecimentos pela inspiração. A diferença é  ao contrário de Anastasia, a virgem indefesa de 21 anos que nunca sequer se masturbou, Eva não tem essa ingenuidade. Ela foi abusada na adolescência pelo enteado de sua mãe e, por conta das cicatrizes da vida até dá um ar mais século XXI no que tange tomar as rédeas da própria vida.

Eu escolhi o Grey

O fato é que E.L. James tem uma escrita mais macia. E, pra dizer a verdade, mulher espertinha eu vejo no espelho (ah, para), o grande “lance” dos Cinquenta Tons é o suspiro embutido. Aquele romance que autora acaba te envolvendo, nos padrões que a gente não vê mais por ai, finge que não sonha mais, mas sonha. Sonha, sim. Daí tanto sucesso.

Cross levou 16 capítulos para me dizer alguma coisa. Grey saiu logo me arrebatando. E daí que tem mais cenas de sexo no Crossfire? Muitas pontas ficam perdidas no caminho, as cenas não dão para fantasiar logo de cara, precisa de certa atenção, mas James nos conduz com carinho, com vibração… Mesmo quando diz que seu personagem gosta de prazer pelas vias da dor do outro.

Talvez “Toda Sua” tenha mais cenas de sexo porque vai direto ao ponto, enquanto “Cinquenta” vai te enredando… Mas para mim, é justamente essa a diferença que me ganhou. O mundo real tem sexo por sexo, sem grandes preliminares ou sinos tocando e é justamente essa a minha carência: Prazer por um amor que me seja tudo. Me seja Grey.

Ao chegar à última página Cross não me deixa ansiosa por conhecer o final da sua vida, no entanto, devorei cada detalhe de Grey e estou aqui, comparando, esperando por novidades suas. O que terá acontecido na Lua de Mel, afinal?! O livro nem chegou, mas eu conto os dias, ao mesmo tempo em que lamento ser o último. Certeza que vou morrer de saudades… Mas certamente, não serão os dois próximos livros de Crossfire que vão suprir esse desejo de romance literário, diga o que quiser o New York Times, a Veja, etc.

Deixe um comentário

Arquivado em Entretenimento

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s