A comida mineira Dom Zelittu’s

Sempre que passava pela porta do Dom Zelittu’s o espaço aconchegante, com cara de fazenda, me chamava atenção, mas nunca tive oportunidade de aproveitar o lugar. Quem sabe faz a hora, não espera acontece, como já dizia Geraldo Vandré. Lindo dia de feriado, pegamos o carro e… Partiu Itaguaí.

Foto: Anderson Luiz

O “apóstrofo s” sempre me incomodou um pouco, devo confessar. Me corrija se estiver errada, mas essa é uma regra gramatical da língua inglesa, que indica posse. Assim, para dizer a comida do Zelittu, você diz Zelittus`s food. Antipatizo um pouco com essa ideia de brasileiro querer adaptar as coisas do exterior para atribuir mais valor ao que é nosso. Se é simplesmente comida mineira, uai, que ela seja, até no nome genuinamente verde, amarela, azul e branca.

Ainda, por um breve momento, imaginei que o “Dom Zelittu” poderia ser um americano, que veio para o Brasil e, de repente, até passava por cima deste estrangeirismo, mas se o Zelittu, é aquele senhor barbudo, de camisa aberta, ostentando um mega cordão de ouro, nos painéis de fotos de artistas… Não. Foi só mesmo uma gracinha no nome do complexo gastronômico e, vida que segue. Vamos experimentar o lugar.

No meio do ano, mais ou menos li com gosto no Jornal Extra, as maravilhas do lugar, que apresentava dois fogões a lenha com uma imensa  variedade de comida da fazenda a um preço bem legal (vamos esquecer que moro longe e ir até lá foi um passeio que exigiu combustível, etc), o que só fez crescer mais minha curiosidade ao lugar que admirava ao longe na estrada.  Realmente, as comidinhas ficam todas na lenha (batata doce tinha gosto de infância mesmo, quando meu avô assava umas para mim no final da fogueira de São João), mas era apenas um fogão, um amontoado de gente se servindo e, em um ambiente escuro, em panelas escuras e sem identificação do que é o que.

Um rapaz que se servia a minha frente comentou que era tentativa e erro. Ou seja, como a comida é liberada, ele ia, pegava alguma coisa para experimentar, sem identificar o que era, porque as panelas não são identificadas com o conteúdo,  e se não desse certo, voltava de novo. Desperdício de comida, não é o que se espera, de um restaurante bicampeão na modalidade Zona Oeste, do tour gastronômico, mesmo almoçando em um local com taxa única. E isso é muito simples de resolver, conforme foto abaixo:

Além disso, senti falta do leitão, do Tutu, de galinha caipira ao molho pardo…  Se estavam lá, estavam timidamente escondidos nas panelas não identificadas. Havia muita feijoada. Para quem gosta, estava bem servido. Fiquei com uma linguicinha, feijão tropeiro, torresmo, batata doce, que era o que me lembrava vagamente o que havia ido buscar. Não deixem de experimentar o pastel de banana, uma das poucas coisas que tem identificação no buffet e é simplesmente fantástico.

Huuum… Torresmo. Nem dói

O que valeu mesmo foi o passeio. O espaço com cara de fazenda, é quase um museu a céu aberto: calculadoras, máquinas de escrever, telefones e mais um monte de antiguidade, se misturam a móveis rústicos na decoração e você viaja no tempo. O lugar é muito mais que comer.

Dom Zelittu’s por Fernanda Freitas

A lojinha de souvenires me encantou muito mais que o restaurante propriamente. É um espaço cheio de artesanato e brinquedos de madeira, que você pode tocar. Estão ali para serem vendidos, mas deixam um exemplar aberto pra se brincar. E eu brinquei: montei cubos de madeira, fiz o desafio da garrafa, jogo da velha com peças de madeira, bonequinhas fofas de pano… Perdi a noção de tempo ali dentro e, a vendedora é simplesmente uma simpatia que conhece todos os truques. Deixei um bom dinheiro por ali, graças ao divertimento que ela me proporcionou.

Aliás, todos os garçons também são bem brasileiros, sem apóstrofo, no quesito acolhimento, simpatia, sugestão… Conhecem o ponto alto da casa e oferecem, conversam, brincam… Dá até para esquecer onde erra o buffet.

Borrão é uma arte contemporânea dessa que vos escreve

Toda a volta do restaurante tem um lago com peixes de todos os tamanhos esperando para serem alimentados. A princípio achei um desaforo a sugestão de comprar a ração, afinal, gastei na loja de brinquedos, gastei com o restaurante… Podiam fazer a cortesia de nos dar um punhado para jogar aos peixes… Mas diante da insistência familiar me rendi… Esqueci do Real pago, foi muito divertido a brincadeira. De fato, faz parte do entretenimento. Ficamos umas 4 horas bem vividas no complexo, apesar de ainda achar que o restaurante peca em variedade.

Nova modalidade de Pesque Pague. =P

2 Comentários

Arquivado em Entretenimento

2 Respostas para “A comida mineira Dom Zelittu’s

  1. É tudo de Bom da comidinha mineira.recomendo o espaço legal e famíliar

  2. ALEXANDRA LEMOS MARQUES TORRES

    4 anos passando em frente deste restaurante e só hoje tive o prazer de conhece lo, comida, bebida, atendimento maravilhosos !!
    E o local que por si só é uma viagem ao túnel do tempo ….vale a pena !!!
    Nota 10.👍

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