Arquivo do mês: dezembro 2012

Adeus ano velho

No Facebook eu disse ao pessoal que os pouparia do blá-blá-blá de final de ano, pois 2012 trazia apenas uma palavra para tudo o que olhava: turbulência. Na verdade, queria varrer pra debaixo do tapete que houve estagnação nos meus processos. Quando olho para trás, me dá muita frustração e desânimo; Percebo que a criança que fui não se orgulharia de mim. No blog (com muito menos seguidores), resolvi enfrentar a retrô.

A questão da Rádio Tamoio, iniciada em janeiro de 2011 ainda não se resolveu (fui mandada embora e não recebi meus direitos de proletário suado). Houve uma audiência em 30/01/2012 em que nada ficou decidido. Eles queriam que eu aceitasse o acordo proposto a todos, e que a meu ver, não era justo, visto que trabalhei muito mais na implantação da rádio, com cargo e cobranças de chefia, sem receber por isso. Eu não aceitei, já que tinha esperado até ali. O advogado, que parecia ser meu amigo, não se envolveu nenhum pouco na causa, aliás, errou nos cálculos das minhas horas extras, o tempo passou, a juíza indeferiu meu pedido de nova audiência, sabe Deus porquê. Corri atrás de outro advogado, ninguém quis pegar a causa sem que ele substabelecesse o processo, ele por sua vez, disse que ia me dar respostas que não veio. Ou seja, termino este ano arrependida de não ter aceitado a ninharia que o Sistema Verdes Mares queria pagar, porque tenho certeza que doei meu trabalho a preço nenhum a uma cambada de safados.

Diga-se de passagem, patrões como amores nunca foram meu forte. Continuo empregada, no mesmo lugar… É, no mesmo lugar mesmo. Embora eu siga todo aquele manual do Max Gehringer. Esse cara devia conhecer a minha vida! Ou ele me diria: “Fernanda, você está fazendo isso do modo errado”. Ou então diria: “Fernanda, eu estou errado. Nem toda teoria serve com falta de sorte, gata”. Esse ano algo sobrenatural aconteceu na minha carreira: estou ganhando menos. Isso mesmo. Houve deflação na minha conta salário. Não sei como pagar as contas em 2013.

Não estou conformada, tampouco estagnada. Fiz alguns processos seletivos. Dois deles em empresas de amigos meus. Sem sucesso. Nem com Quem Indica, minha gente. Realmente um caso a se pensar (ou um banho de sal grosso a se tomar). Nessa onda de acontecimentos, terminar o ano empregada já é motivo de agradecimento.

Lembram do motoqueiro? Ele realmente compareceu a audiência e, de fato, me cobrou por ter me atropelado, senhores. Terminei de pagar prestações de R$250,00 em Dezembro. Isso é o Brasil!!!

Falando em prejuízo, já no finalzinho do ano, meu carro quebrou e lá se foram R$2.000. Tudo parcelado, claro. Como é que vou pagar?! Mais uma corda no pescoço que herdo em 2013. E daí?! A gente vai no peito e na raça, remando como dá.

Para não dizer que tudo foi espinho, nesta reta final de dezembro, algo anda disparando meu coração, mas é só um indício. Talvez entre na Retrô 2013. É… Vamos deixar assim. Suspense e uma certeza:

Não fui feliz, mas deu mais um ano. Pelo menos ainda se tem saúde.

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Grande Semana

Entramos na última semana do ano. Já notaram como é grande essa semana? Vai de hoje, segunda 24, até a quarta-feira de cinzas com direito à famosa “esticada” até domingo.

Momento de arrebentar no vinho da ceia, cruzar o Réveillon de Sidra Cereser pelo gargalo, encarar o verão com latinhas no isopor pra depois desabar entre energéticos num bloco de rua. Alguns usam essas datas para justificar suas gafes pavorosas:

Cantam a secretária na entrega do amigo oculto, beijam a cunhada na boca em plena queima dos fogos e, saem do armário no Baile das Piranhas do bairro. Depois, com a máscara do Joaquim Barbosa, passam o resto do ano batendo o martelo em questões diversas. Enquanto a voz no incosciente repete: — Nunca mais! A-ham. Nunca até o próximo “semanão”.

Tudo bem, se o mundo não acabou, vamos às festas. Rotina que segue. Eu, no entanto, entro em síndrome do pânico até o ano recomeçar. Esse tumulto todo, me causa um certo sufocamento. O trânsito para, não se consegue mais circular nas cidades; O movimento das ruas ganha ares de arrastão; O índice de assalto, diga o que quiserem as estatísticas, aumenta a olhos vistos, os preços de tudo sobe, como se realmente fosse o fim do mundo. Toda diversão parece oca, como se a catástrofe tivesse anunciada.

Será, talvez, que seja porque dezembro é meu inferno astral? Pode até ser, senhores exotéricos, mas na minha opinião, o motivo deste sufocamento é porque prefiro meus pés no chão, longe de trenós que voam. E neste imenso feriado, nunca me veio descanso, bem ao contrário. Estou de volta a minha ostra. E para vocês que aproveitem: Ho Ho Ho, Feliz Ano Novo, Ala la ô!

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Fim do Mundo

Ilustração: Info Exame (editora Abril)

Era o dia em que o mundo iria acabar. Sei quanto mal o “mundo” tem feito por ai, mas desde que sou criança as histórias de apocalipse se repetem. Antigamente a moda era Nostradamus e a lenda do ano 2000. O que me aconteceu este ano foi renovação: o nascimento do meu filho. Levando-se em conta que nasci em 1979, quando o mundo não era globalizado, as informações parcas (controladas por um governo ditatorial), e a vida muito mais rural, embora morasse na cidade, era fácil de se engolir certas verdades: ainda questionava-se a veracidade do homem ter pisado na lua.

Hoje em dia, me perguntou: Como o ser humano, em pleno século XXI, ainda é crédulo nas coisas mais bizarras?!

Eu já nem me preparo mais para o apocalipse. Ao contrário, assisto a tudo com muita graça. Até porque se esse dia chegar, será inevitável mesmo. Que diferença fará morrer de pijama ou gala? Se houver algum tempo de pensar, sentirei pena do momento. De tudo o que não fiz antes do fim do mundo. Essa mesma dó que sinto agora, ao ver minha vida passando sem nada se concretizar. Ao menos, será o fim de tudo, até da autopiedade.

Enfim… O mundo não acabou e amanhã os jornais já vêm noticiando a próxima profecia, estendida até 2017 (e uma cambada de humanos acreditando!). Ao menos aqui no Brasil, acho que esse pessoal crédulo, poderia acreditar na força da democracia e cobrar mais por seus direitos, por menores impostos… Sobreviver por aqui vira cada dia mais uma arte digna de fim dos tempos.. Sim, é o fim do mundo um cidadão chegar aos 30 sem se sustentar, precisar de bolsa isso ou aquilo para uma sobrevida indigna do nosso esforço.

Os Maias acertaram em parte que um novo ciclo deve começar. Poderia ao menos, se a possibilidade de crer em novas possibilidades. Vida que segue…

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Crianças tudo sabem

E, as vezes, a verdade é jogada bem no meio da nossa sala, sem a menor cerimônia, por nossos próprios filhos.

Gustavo começou a jogar The Sims e perguntei que tal a experiência. Vem de resposta:

– O chato desse jogo, mãe, é que o cara acorda, faz tudo o que tem pra fazer em casa, quanto termina já está na hora do trabalho. Do trabalho, o personagem fica sem energia, tem que voltar correndo pra casa. Ele dorme. Depois, tudo de novo.
– É, filho… Simulação da vida.
– Nem tudo. Com uma semana de trabalho, ele já conseguiu U$10 de aumento. Alguma vez você ganhou aumento espontâneo?!
– Até que dia você está banido do LOL?

Mudei de assunto para não ter que abrir mão desse espírito natalino que já chegou em nossos corações, que renova a esperança de um futuro ou um chefe  melhor (não porque houvesse uma resposta para dar ao meu filho, mas para no meu íntimo não pensar em tudo o que não conquistei, e no que isso já representa para a minha família, que já consegue comentar com naturalidade os caminhos que não trilhei). Ao menos ainda temos motivos para sorrir das desventuras… 

Mamãe e Bebê

Mamãe e Bebê

OBS 1:Ele foi banido do League of Legends por 7 dias porque o fiz largar a partida no meio para cortar o cabelo. Já que nunca há horário na agenda dele, encontrei um.
OBS2: Sei que o jogo tem boates, sexo pago, entre outras sacanagens, que ele não precisa ficar especialista ainda. A brincadeira é monitorada, senhores.

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Missão Completa

Chego em casa e encontro um certo envelope, com um certo boletim de 7º ano me aguardando sobre a mesa.

Música de suspense.

Abro agora ou não? Abro. Médias:
8.2, 8.6, 7.7, 10, 7.6, 9.8, 8.7, 7.1.

Pra quem tem um método de estudo bem descomprometido…  É, acho que foi uma aprovação em grande estilo.

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Pode ler a cartinha, Papai Noel.

Se não houver mais postagens tenham certeza que morri de orgulho!

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Sábado de Sol

Acordo de manhã: Oba! Tem sol. E eu tinha cortesias para o clube. Espreguiço, dou aquele sorrisinho campeão de quem pensa “hoje é meu dia de sorte”.

Estrada…

Meio do nada, o carro dá sinais de sofreguidão. Pára. Tic, Tac, Tic, Tac, esperando socorro. Tiro onda no Reboque Amarelo (R$130,00 de gasolina e diversão se transformam em um triste retorno para casa).

Mas, antes, sempre tem aquela pressão na senhora desavisada:

– Ih, dona… Pelo que a sra está dizendo… (sacode a cabeça em negativa) É correia dentada… (suspiro) Queira Deus que não, mas se foi a correia, isso empena a válvula, tem que fazer motor na certa.
– O senhor é mecânico?
– Não, mas com o tempo de serviço…
– Olha aqui, moço, eu trabalho em hospital, vejo doença o tempo todo e nem por isso me faço médica. Faz seu trabalho ai que está de bom tamanho.

Um destaque: esse pessoal que trabalha com mecânica a-do-ra plantar terror em mulheres. Se entro no pânico do “fazer motor”, ele ia sacar rápido a indicação de um mecânico, fechamento dele, que ia me cobrar os tubos confirmando a tragédia, que talvez nem fosse. Mantenha a calma e peça indicação de alguém de confiança. Ainda que tenha que fazer o motor, que não sei ainda, pelo menos será o diagnóstico mais honesto que eu possa ter.

Graças aos fradinhos que os vizinhos que acham que são proprietários da rua, colocam pela calçada, não há jogo para estacionar. Calor! Calor! Ligo para um e outro até arrumar um lugar que eu possa deixar o Fefê Fonfom dodói. Entro em casa…

NÃO TEM ÁGUA!!!!!!! Tento ligar a bomba… Vaza tudo dentro do armário. Não funciona. As lojas de material de construção já estão fechando…

Certeza de que esse calor todo é prova de que cheguei ao inferno. E vim pra cá de braços dados com Murphy.

E isso tudo porque mentalizei, assim que abri os olhos, que hoje era o dia da minha vitória.

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Assim Saúde: O milagre de natal

Chego em casa e encontro uma singela cartinha de natal do meu plano de saúde. Finalmente lembraram de mim?! As bem traçadas linhas diziam que sim…

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… Minhas memórias acerca desse ano denunciavam que não.
Por acaso esses dois hospitais e/ou Centros Médicos atendem pelo nome de Memorial Saúde? Por favor, senhores, não me aborreçam com piadas de mal gosto.

Meu filho (meu dependente, portanto) este ano enfrentou uma Dengue. Teve que colher algumas vezes sangue para ver o nível de plaquetas. Uma dessas vezes, o levei até a Memorial, da Vila da Penha. Um laboratorista mais despreparado que um estagiário, furou o menino não sei quantas vezes até achar o acesso e, após esse sofrimento, deram um prazo inacreditável para entrega de uma simples contagem de plaquetas, mas o pior descontentamento foi a verdade inexorável de que eles PERDERAM O EXAME!!!!

Simples assim: “Precisamos colher nova amostra porque não estamos localizando no sistema”.

Devo mencionar o fato de estar há meses tentando marcar um preventivo e um exame de vista? Essa ampla rede não funciona aos sábados… Quando há essa possibilidade, as agendas estão lotadas e, como no SUS, me dão data e hora para ligar e TENTAR o agendamento.

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Fiz queixa a respeito disso e o email que recebi em resposta foi: “Não temos gerência sobre dias e horários de atendimento da rede credenciada”.
Perfeito, bem treinado setor de atendimento! Mas a minha queixa é sobre ser tratada como no SUS: com dia e hora para TENTAR AGENDAMENTO.
Além de pagar meus impostos e não ter saúde de qualidade no meu país, meu plano de saúde também me trata como se me fizesse um favor e, não fiscaliza sua rede credenciada que também não anda me dando dignidade de consumidor.

Onde é que vamos parar???

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Então somos 4 000 desrespeitados… Que não vemos qualidade no serviço prestado. E eu sou uma que já estou sentindo isso na pele há muito tempo!!!

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Uma pena que o IBOPE mais uma vez não passou nem perto lá de casa. Ou a carta que receberia seria de desculpas por não ter visto nada deste milagre de natal!

Sem mais…

 

 

 

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