Arquivo do mês: janeiro 2013

Foi Dia de Festa

Então, eu fiz o mimimi de que nunca conseguia ter uma festa de aniversário para receber paparicos, flores, etc. Realmente, este ano não consegui fazer a tal lista de convidados, mas eis que aconteceu o contrário: Os convidados é que me levaram para muitas festas.

Quinta-feira, véspera de tudo recebi visita de quem não poderia estar presente na data, flores e um presente daqueles que faz a gente dar pulinhos, porque o coração já explodiu de tanta alegria.

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Sexta-feira, aos 45 do segundo tempo, uma amiga me convida para o Show do Roupa Nova, na Ilha do Governador. É que ela, de plantão pela rádio, no dia do aniversário, precisava estar presente de alguma forma e se Maomé não vai à montanha… Essa montanha aqui se moveu até lá. Além daqueles que já estava certo encontrar, ainda tive direito a levar mais acompanhantes.

Desculpa gente se sou muito brega! Mas fiquei feliz feito pinto no lixo, com os amigos, a velha guarda da União da Ilha, Serginho tocando piano e aquela banda toda falando de amor… Encarar o temporal às 3h30 nem doeu. Já tinha realmente dado fim ao meu inferno astral.

Sábado, junto com minha família o dia todo. Mais flores, mais presentes, mais paparicos. Igual quando a gente é criança: só aquilo que se gosta de comer no seu dia. O almoço já não era surpresa, mas o almoço virar lanche, virar jantar… Isso realmente me emocionou. A noite, já estava mais pra lá do que pra cá, cansada de tantas comemorações, mais tinha mais gente que eu amo me esperando na Lapa. O pessoal não se incomodou nem com a chuva (porque nisso foi igual como nos anos anteriores, rs), porque eu o faria? Espantei a preguiça e lá vamos nós cumprir mais uma lista de amigos.

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Terça-Feira, me pregaram uma peça na empresa. Fui chamada para resolver mais um pepino daqueles homéricos e quando abri a porta da sala: SURPREEEESA! Gente de todos os setores. Das tias da limpeza a diretor. Coisa mais linda de se ver. De repente fiquei feliz até com meu trabalho, afinal de contas, se faço Comunicação e consigo falar com o coração de tanta gente (essa tarefa por lá é ainda mais difícil), dá uma sensação de missão cumprida, mesmo que tenha lá os seus percalços.

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E para fechar com chave de ouro, hoje, quarta-feira, mais uma festa, com churrasquinho, música ao vivo, pessoal selecionadíssimo pelo meu grande produtor de evento. Mais uma vez surpreendida positivamente pela vida.

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Ninguém leu o texto anterior  (não eles que me surpreenderam com uma semana de comemoração praticamente) sobre o que acho de fazer aniversário. Tudo espontâneo, sincero, caloroso, de quem me tem amor apesar dos meus erros. Gente próxima de mim, para tudo que é ruim, e por isso mesmo, com toda coragem de me mostrar que a vida podia ser bem melhor e será.

Desculpem o post descritivo, mas este em especial é para mim. Para que eu possa ler e reviver muitas vezes o perfume de cada flor, o sabor de cada tempero, o calor de cada abraço, a satisfação de cada presente, o afago de cada mão, a presença de todos estes queridos que fazem tanta diferença na minha vida. E eu que nem achava motivos para comemorar, agora já estou até me achando especial. Um brinde a vida!

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Morro sufocada

Incêndio mata mais de 200 pessoas em boate no RS.

E é nessas horas que a “corrupção” dói na casa de todos os brasileiros.

Não fosse o (imbecil) do DJ querer fazer pirotecnia sem técnica alguma de modo irresponsável, nada teria acontecido. Ok. Não fosse os seguranças demorarem dois minutos para entenderem o acontecido e ajudarem mais rápido, talvez tivesse saído mais gente? Ok.

Mas o alvará da casa também estava vencido. Será que não houve fiscais batendo a porta? Certamente que sim. E é possível de imaginar que tenham recebido um qualquer para “fechar os olhos”. Esse é o nosso país. E desta forma, empresários vão passando por cima da ordem: portas de emergência fora de padrões, falta de equipamentos de segurança, falta de Brigada de Emergência qualificada, falta de responsabilidade que vai sendo renegada até que uma tragédia dessa se estabelece. O triste disso tudo? Daqui a uma semana vamos lembrar disso como se fosse um filme dramático que foi transposto por outro (afinal não foi um filho nosso que morreu), não vamos cobrar punições, lei, cumprir de responsabilidades… Nada disso! Ao contrário, vamos nos orgulhando deste jeitinho brasileiro, enquanto vamos dando sorte em sobreviver.

Ontem eu também fazia aniversário em uma boate no Rio de Janeiro. Poderia ser comigo. Aliás, há 5 anos, em um outro aniversário meu, estava em uma conhecida casa em Jacarepaguá, o Castelo das Pedras. E, lá, ao começar o funk, uma cascata de fogos se formava no palco (não sei se ainda é assim hoje), depois jatos de fogos cruzavam o salão. Na ocasião havia obra, com tapumes e plásticos separando o local da reforma. Fiquei em pânico e logo procurei ficar mais perto da porta de saída, que assim como no RS, tinha grades de ferros para impedir inadimplência. Apreensiva, fiquei articulando dentro de mim, a grande escapada, que graças à Deus não se fez necessária. Outros jovens não tiveram a mesma sorte.

Centenas de mães esta manhã não tiveram o “Bom dia” dos seus filhos. Como minha mãe poderia não ter tido. Hoje em dia, penso que  a mãe poderia ser eu, que estou com um filho adolescendo em casa, prestes a ganhar o mundo… Estou morrendo sufocada junto com essas famílias. Quero um país de verdade para o meu presente, para o futuro do meu filho, onde subornos e jeitinhos não sejam tolerados, ao menos para morrermos com dignidade.

O resto do post é silêncio.

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É de Maracujá

Uma da manhã. Filhote com o computador ainda ligado, no auge de um jogo qualquer. Eu começo a reclamar:

– Gustavo, está na hora de terminar com esse cassino!
– Preciso de um suco de maracujá, daqueles fortes… Tô sem sono!
– Maracujá? É essa tela de computador que dá insônia. Você fica o dia todo em cima disso… Vai jogar bola no campo, bater um pique com teus colegas, furar uns dedos no cerol que num instante você vai achar o sono.

Silêncio. Ele nada responde. Quando chego à porta do quarto, ouço o resmungo:

– Prefiro Maracujá!

Silêncio. Eu nada Respondo. Meu íntimo grita: “Onde foi que eu errei?!”

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Detesto Aniversário!

Vamos deixar combinado? Envelhecer não é uma das coisas mais divertidas da vida. Aparecem as rugas, as manchinhas, as costas sempre arrumam um jeito de doer mais um pouquinho, e não bastasse isso, hoje fiquei realmente assombrada ao encontrar dois fios brancos de cabelo. Será que são só esses? Ou tem mais que eu não estou vendo?! Pirei! Sou alérgica a tudo, a última vez que me atrevi a pintar as madeixas quase fiquei careca. O que será de mim nesta ditadura da beleza, alérgica a tinta e sem um marido ainda?!

Mas a minha frustração não é só estética. Aos 25 anos larguei o comércio para ser jornalista. Sonhava com uma vida melhor. Sentei num banco de universidade apaixonada pela vida, pelas possibilidades… Minha profissão não me sustenta! E eu corro muito atrás. Tento ao máximo me aperfeiçoar, fazer cara de boa moça para estreitar network… Esqueceram de acender minha estrela quando nasci! E aqui estou eu, vendo o tempo passar, sem poder fazer muito por mim, num país onde estudar não é sinônimo de coisa nenhuma.

Nunca consigo fazer uma festa de aniversário, para receber presentes, flores, paparicos de todo mundo que eu gosto de ver, de estar e de falar. E nem são tantos assim. Não é todo mundo que se diverte com meu humor… Digamos… Ácido. Todo ano começo a tal da lista dos convidados, penso em fazer alguma coisa diferente, mas logo vem o alerta:

“IPVA, Material escolar, aniversário da criança no mês que vem. Parou a palhaçada que essas coisas não são pra você”.

Desmonto. Rezo mesmo para chover. Janeiro é mesmo mês de chuva, este ano, então, São Pedro está caprichando… Espero mesmo que desabe água…

Essa virada para os 34 anos, agi com um pouco mais de requinte de crueldade: Arranquei das redes sociais minha data de aniversário. Sabe esse monte de gente que só lembra de você porque o Facebook avisa e ai, manda aquela mensagem batida que serve pra todo mundo?! Enjoei do “amigaaaaa”, mas que se realmente tivesse a festa, não iria. Ou que não faz a menor questão de que eu esteja presente em seu ciclo, a menos claro, que precise pedir alguma coisa.

Comigo esse ano não vai rolar! Vamos ver quem se importa mesmo com meus fios brancos.

É. Estou ficando mais velha e mais ranzinza. Pelo menos envelhecer, me deixa ser honesta com minhas esquisitices. Sabem como é… Coisa de gente senil (e não só apenas mau humorada rs).

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Novo temporal de descaso

Mais um verão, mais um temporal e o déjavú dos estragos provocados pela chuva. Só mudam os personagens. Óbvio. Como não se trata de um game qualquer, aqueles que foram não recebem novo direito a sobrevivência. Então, novas famílias devem chorar. E choram esta noite a perda dos seus. Tudo tão idêntico que chego a questionar o conceito de notícia que nos dão na faculdade: algo novo, inesperado como o homem que morde o cachorro. Nada é mais velho que todo este descaso.

E o caso está se complicando. Em 2011, a área atingida foi a Região Serrana, ontem fotos da Tijuca, da Vila da Penha (área nobre do subúrbio Carioca), estouravam no Facebook como pipoca quente. Não é só mais as áreas pobres que estão sofrendo consequências, embora estas, sem dúvida sofram ainda muito mais.

Aqui em baixo, com casas de tijolo e emboço, o rio invadiu também. Sem muita distinção de quanto estamos pagando de imposto não repassado para o bem estar social.

R. Oliveira Belo - Vila da Penha

R. Oliveira Belo – Vila da Penha

Qualquer rua cortada por um valão é uma área de risco; morar diante de um rio é tão grave quanto viver pendurado numa encosta ou num vale inundável aos primeiros pingos de chuva.

Cruzamos os braços, não cobramos e cada dias mais os governos de um jeito prático, cômodo e educado, fecham os olhos para os nossos “valões”, como quem diz  aos cidadãos “é essa merda toda ai que vocês merecem, palhaços”. E já que mais uma vez não tivemos disposição de remar contra esta maré, vamos embora arregaçar as mangas e lavar a lama para fora das casas.

 *foto compartilhada no Facebook. Não localizei o dono do click

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Meias Verdades

Retirado do Facebook

Retirado do Facebook

Ou pior que isso: As pessoas adoram falar a verdade, mas detestam encontrar a sua verdade. Essa é a pior espécie humana, porque te confunde. Quando você encontra alguém que supostamente age de maneira sincera, suas defesas logo abaixam, afinal não é preciso dissimular.

Se você viveu até aqui esperando que o mundo admita a sua sinceridade, desculpa. A menos que tenha muita sorte, você vai sofrer! E quanto mais o tempo passar, mas você vai sofrer, porque sua auto defesa, que precisa de muita paciência vai esgotar.

Conselho se fosse bom, não se dava. Mas se você chegou até aqui porque está sofrendo, encare como papo de amigo: “Meias verdades são o suficiente para este mundo cão”. E se tiver que ter cuidado redobrado, o tenha com essas pessoas que se dizem muito sinceras. A grande maioria delas está preocupada apenas com suas próprias verdades, sentimentos, escolhas. E se você não se adequar a elas, e não fizerem exatamente o que querem, não importa tudo o que de bom se tenha feito antes deste conflito, você não vai prestar.

Eu não presto. Não valho nada. Tenho opinião própria, assumo meus riscos, e isso é o suficiente para ser um ser humano deplorável. Se não é isso o que espera para a sua vida, aprenda rápido a dissimular, articular, policiar seus atos.

Desculpa te ofender com minhas verdades que não são exatamente aquilo que você queria ouvir. Mas olha só para este blog: Enquanto todas as redes sociais do mundo trazem pessoas perfeitas, e os blogs mais comentados são aqueles que fazem rir, eu sou a contramão. Eu sofro. Eu aprendo. Eu erro de novo, porque sou humana no nível mais profundo da essência.

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