Teatro: Comício Gargalhada

Eu estou sempre na contramão blogueira/jornalística, falando de peças que, na maioria das vezes, não são estreias. Sabem como é… Eu vou ao teatro quando dá (infelizmente, porque por prazer seria rata de coxia) . No entanto, ontem, ao reencontrar Rodrigo Sant’Anna no palco (já tinha visto e me divertido muito com O Patrão), foi apenas uma grande sensação de dejavú. Os mesmos personagens do Zorra Total, claro, são os destaques do espetáculo e, por isso mesmo, a impressão de mais do mesmo.

Não que o ator não seja um escândalo de engraçado. Ao contrário.  Para mim, continua sendo. Porém, desta vez me atrasei de mais em experimentar a peça. Os tipos já são conhecidos, as piadinhas do “Admilson”, então… Até o poeminha do “Urso Panda”, que me fez chorar de rir da telinha, já não surtiu o mesmo efeito ao vivo, afinal de contas, já sei que a bicicleta anda e o urso panda. Quem não sabe?! Só quem tem o privilégio de não passar nenhum sábado à noite em casa.

Devo destacar que me impressionou bastante a sensibilidade do ator em perceber a empatia de alguns personagens mais que outros e, de acordo com o efeito que causava na plateia, demorar mais ou menos com o tipo apresentado. Entre uma e outra personagem, Rodrigo conta suas histórias familiares naquele divertido tom de deboche que pode até ser só parte do texto, mas aproxima mais o ator do público, afinal de contas, ele está sempre “fantasiado” para falar suas bobagens e, ali, de cara limpa, ele consegue também ser bem engraçado.

Rodrigo-SantAnna-Valéria

O espetáculo é aberto com a Adelaide desejando que Deus ilumine cada canto dos caminho dozoto e termina com a Valéria Vasques a única aliás, que não é caracterizada em cena, afinal de contas, é preciso um aparato maior para ficar tão bandida.

A sátira é muito mais relacionada aos programas eleitorais do que propriamente a um comício, exceto pelo fato das personagens estarem ao vivo, mas como a finalidade é angariar votos para coisa nenhuma, afinal de contas, nenhum deles sabe o que fará se eleito, mas o povo brasileiro também considera que voto de protesto é colocar palhaço no poder… O texto dá o seu recado e cumpre a proposta, senão de gargalhadas (pela tal sensação de dejavú), de uma diversão garantida.

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