Arquivo do mês: março 2013

Força e Fé

Confesso que ando meio esgotada da vida. Tem dado para perceber nos posts? Sério? Não acredito!

Em todo caso, diz a sabedoria popular que enquanto houver fé, haverá esperança. E é nisso que até tento me apegar  para comprar briga com o mundo, remar contra toda essa maré.

Até que a tal maré te prende tanto que sufoca até a fé. Dia desses tentei apelar pra uma “mandingazinha”, mas ai… Deu rolo. Como tudo na minha vida, aliás.

Quer saber dessa nova armadilha de Murphy?! Passa lá na reestreia do Mulheres à la Carte (que não é nem nunca foi site pornô, hein).

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Confusão nossa de cada dia

Mas, gente… Ando numa vibe tão “Betty-Lou”. Sabem aquela do Roupa Nova (vejam bem como estou démodé): Betty só depois do casamento, Lou me ama até no elevador?! Não. Não tem nada a ver com mudança de opção sexual, mas com crise de identidade chegando antes dos 40.

Eu tenho maior tesão de fazer o que faço (quem não sabe?!). Poderia ainda hoje ter um comércio rentável, uma vidinha mais ou menos, mas eu me lancei no novo, como quem se atira de um penhasco sem paraquedas. O mínimo que se esperava é que fosse feliz, que criasse asas na queda. Só que… “Betty deixa tudo quase azul… Só isso não me satisfaz”

Daí que fico pensando: O que mais posso fazer da vida?

mapa

Mudar de estado para fazer cumprir minha paixão, quem sabe, em um mercado novo? Mas como ir, com um filho adolescente sem olhar para trás? Quem garante que em outro estado a vida será melhor? Qualificar ainda mais, o que gera custos, para um mercado que cada vez menos dá retorno? Mudar de mercado ainda estaria em tempo? Deixar o prazer de fazer o que se gosta a troco de mais umas moedas? Será que essas moedas extras virão? Ainda tenho idade de me lançar ao abismo? Quanto tempo mais recomeçar? E recomeçar de onde? Pra onde?

Olha como são as coisas, né?! Escolher entre ir pras Bahamas ou pro Pólo Sul. Alguém por ai, sabe o mapa? Não precisa ser aquele do tesouro, não, só o caminho suficiente pra pagar as contas sem perder aquela paixão de outrora.

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Celebridade Instantânea

Não. Nem me passava pela cabeça aparecer na reportagem quando fui lá fora atender a equipe. Aliás, só fui até lá realmente para dizer que o caso estava sendo apurado. De fato, os pais da criança até então não haviam procurado a direção do hospital para questionar qualquer coisa e era preciso entender o questionamento antes de se posicionar.

Mas o pessoal do Balanço Geral… Sabem como é. Fiquei com medo de ser escrachada porque não tínhamos um posicionamento, porque o bebê foi trocado (e não foi), etc. Para minha surpresa, até o Wagner Montes, que não sabe o quanto me doo para o hospital, resolveu me dar méritos. Compartilho com vocês:

Balanço Geral

Uma pena que a repórter não anotou meu nome quando conversou comigo, não teve a fineza de verificar o crachá, tampouco o produtor que me procurou lembrou aquela aulinha da faculdade de jogar cartela na pessoa quando fala e, que esta identificação, pode vir, por exemplo, da nota oficial assinada ou pelos e-mails trocados.

De toda forma, agradeço a gentileza do apresentador, que já me conheceu pessoalmente (em duas ocasiões, e uma delas quando fez palestra no Campus Madureira, da UNESA), mas ainda não consegue guardar minha tão bela fisionomia. 😉

ACARI2

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Índio quer apito, mas também sabe quebrar

Cerca de 150 estudantes e militantes que são contra a desocupação do antigo Museu do Índio, no Maracanã, na Zona Norte do Rio, foram para a porta da Assembléia Legislativa do Estado (Alerj) na tarde desta sexta-feira (22) para continuar o protesto iniciado pela manhã na Radial Oeste.

Som de disco arranhado, por favor. Para a cena. Vamos à análise (o povo brasileiro não gosta de pensar, mas, às vezes é preciso, né gente?)

Onde estavam esses “manifestantes” antes de se falar na derrubada do antigo Museu do Índio? Enquanto aquilo era apenas um EX MUSEU, invadido por gente que se diz indígenas, ninguém queria transformar o prédio em centro de tradições, ninguém defendia os índios (que não tinham nada que INVADIR prédio público sob qualquer desculpa). Aliás, me corrijam se eu estiver errada, na escola eu aprendi que índio morava em aldeias, tribos, ocas… Não em prédio abandonado, no meio do centro urbano, que é exatamente o que aquela construção representa.

Longe de defender prefeitura, governo e afins, porque esse bando nem tem qualquer defesa, mas será que ali é o local mais apropriado para representar o índio e toda sua diversidade cultural? É esse o espaço que queremos dar as nossas raízes? Se é pra ter um espaço dedicado aos índios, vamos fazer direito, em reserva ambiental, com plantação de subsistência, canoa, terra, mato… Dignidade.

E que se tenha um museu do índio na cidade… É COLOCANDO FOGO NO PRÉDIO que se quer defender que se faz protesto? O povo fica anos calado, com todo tipo de desmando e, quando resolve se fazer ouvir é QUEIMANDO AQUILO QUE SE QUER PRESERVAR?

Foto: G1

Foto: G1

E aí depois reclamam que a polícia invadiu pra conter a balburdia, jogou gás de pimenta e tal. De onde veio aquele sujeito engravatado que disse que a atitude da polícia era “lamentável” na tv? Desde quando índio agora usa terno e gravata? Desde quando essa gente finamente trajada está ocupada e preocupada com os reais interesses dos índios???? O caos ter se instalado, o prédio lambido em fogo, em nome de que mesmo? Desculpa ae, mas lamentável é essa massa de manobra, em prol daquilo que ninguém nunca esteve nem ai!

Nessas horas só me vem a satisfação de trabalhar perto de casa e a insatisfação de ser brasileira!

Quer que o trem melhore? Saqueia as estações, quebra tudo. Quer Museu do Índio? Ateia fogo no prédio! O governo aqui é de mentira, tanto quanto o povo e sua democracia de marionetes, manipuladas por quem eles nem sabem.

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Estuda, menina!

No Brasil é assim, as crianças crescem com o conceito importado de que “tem que estudar para ser alguém na vida”. Daí o moleque cresce e até encontra sistema de cotas, FIES, mas na hora do mercado de trabalho mesmo… Ai, não tem vaga. Quer dizer, até dizem que tem, sim, mas que tem que se qualificar (olha aí o “estuda, menino” de novo), eu devo estar mesmo no lugar errado, na hora errada, na cidade errada, do estado errado, do país nada a ver. Tudo o que encontrei na vida foram vagas que desafiam minha paciência, subutilizam minha mão de obra, para não dizer que me desqualificam.

Dia desses, eu, que sou assessora de imprensa e, portanto, deveria cuidar exclusivamente das divulgações e gerenciamento de crises na mídia da minha empresa, quando muito o trato com as mídias sociais e a Comunicação Interna, passei pelo seguinte desafio: atender às 20h52 uma ligação desconhecida, no telefone de informações a imprensa (isto está bem claro no site) e explicar o que vem a ser “etecetera”.

– Alô?
–  Alô. É que eu preciso tirar uma dúvida e só achei o seu telefone na internet…
– Pois não. No que posso ajudar?
– Minha filha se interna amanhã, recebeu uma lista para levar algumas coisas: pente, escova e pasta de dentes, chinelo, sabonete, shampoo e e-t-c. E-T-C é o que, minha senhora?
– Oi?!

Ela repetiu a lista e voltou a questionar o que seria etc.

– Etecetera, minha senhora. Do latin et cetera, que significa entre outras coisas. Se é uma lista de higiene pessoal, etc é tudo mais que ela achar necessário: hidratante, absorvente, creme pós enxague… O que ela usar pra se limpar.
– Aaaaah, tá. Obrigada, hein. Boa noite.

Então, estou ganhando quanto a mais mesmo pela aula de Português?! Aliás, estou ganhando quanto mesmo pelo plantão noturno? Pelas tarefas extras? Por ter estudado um pouquinho mais?

Aaaaaaah, nada, né?! Obrigada, Brasil por me ensinar a estudar para arrastar minha cruz com mais indignação. Melhor ser desinformada mesmo.

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Belo recibo pro povo

Rio –  Por falar em polícia. O deputado estadual Dionísio Lins (PP) quer dar a Medalha Tiradentes para o cantor Belo, aquele que cumpriu pena por associação ao tráfico de drogas. Alguns parlamentares não gostaram da ideia. Fonte: O Dia

Quem disse que meninos maus ficam de castigo?

Quem disse que meninos maus ficam de castigo?

Eu sei que nós, povo brasileiro, não estamos muito habituados a análises. Mas, desta vez, vamos usar o senso crítico? Só um pouquinho?

A Medalha Tiradentes é a mais alta condecoração que a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro entrega, uma vez ao ano, a pessoas que prestaram serviços relevantes à causa pública no estado

Vamos esquecer o fato de que os traficantes são pestes piores que Gripe Espanhola na contemporaneidade. Não houvesse as drogas, diminuiria a violência, famílias seriam restruturadas, e mais todos aqueles males que todo mundo conhece. Ele cometeu o crime, pagou pelo que fez. Tudo bem. Mas, ainda assim, o Belo fez o que de bom pelo povo mesmo?

Cantou, quem curte aquele pagode mais ou menos pagou pelo show, comprou CD, DVD, sei lá mais o que… E?

Tudo bem, até entendo, que não deixa de ser coerente que na casa da corrupção do estado do Rio de Janeiro uma pessoa que além de ficha suja, é um perfeito inútil no cenário social, receba uma medalha benemérita. Deve ser algum tipo de corporativismo, afinal. Ou então, é só mais um jeitinho de mostrar como o povo é burro, desatento, patético…

Cada dia mais convencida que o caminho para o sucesso no Brasil  é matar, roubar, destruir e enganar. Meninos maus, por aqui, recebem condecoração. 

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Imaginação de Criança

Hoje prestei prova para o concurso do BNDES. Não fiz cursinho, mal tive tempo para estudar, mesmo sabendo que os concurseiros estão ai, dia e noite, investindo nos salário milionários, resolvi arriscar (cheguei a conclusão de que só mesmo um milagre muda minha vida a esta altura do campeonato). Estudei o que consegui sozinha, fiz uma bela revisão de Português e encarei. Duas fases em um mesmo dia: provas objetivas pela manhã e discursiva à tarde.

Nem preciso dizer que cheguei exausta! Não bastasse o cansaço psicológico, não havia nada aberto no bairro onde fui encaminhada, então, o jeito foi um lanchinho rápido no ambulante mais perto e, esperar na calçada, a hora de reabertura dos portões, embaixo de um sol de 40º.

Depois desta maratona, entro em casa, me atiro no sofá e o Gustavo logo aparece curioso:

– E aí, mãe, como foi a prova?
– Deu pra fazer, filho. Agora é esperar o resultado.
– Não era essa resposta que eu esperava para o nosso futuro.
– O que você esperava?
– Que você me dissesse que todas as respostas saíram como mágica do seu lápis.

No fundo, eu também. Mas tenho (leve) esperança. Ao menos um filho inteligente como este (sem querer me gabar e já me gabando) mereceria mais investimento em sua educação… O salário faria toda diferença.

criança-rosa

 

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