Ninguém vai pagar por isso

 Via G1:Rio de Janeiro denunciou, nesta terça-feira (9), a manicure Susana do Carmo de Oliveira Figueiredo, assassina confessa do menino João Felipe Bichara, de 6 anos. Ela é acusada dos crimes de homicídio doloso triplamente qualificado – motivo torpe (vingança e ódio), meio cruel e impossibilidade da defesa da vítima –, e tentativa de ocultação de cadáver”.

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Está tudo muito certo. Mas, como mãe, eu devo perguntar: e a escola que liberou o menino, vai responder pelo que? Sim, porque segundo as notícias que venho acompanhando desde a primeira manchete mostram que a criança só ficou em posse da bandida, porque ela ligou para a escola onde o menino estudava se passando por mãe dele, pediu para que ele fosse liberado da aula e, quem entregou a criança o colocou em um táxi, mesmo não vendo o responsável presente.

Que tipo de escola é essa? Que tipo de gente é essa que trabalha com crianças as entregando a qualquer taxista?

Lembro de quando o Gustavo era pequeno e meu pai foi busca-lo na escola:

Todo ano, no ato da matrícula, havia uma ficha a ser preenchida com os nomes, telefones e documentos de identidade das pessoas autorizadas a tirá-lo da instituição. Isso valia até para a “tia” da condução e, neste caso, até o veículo tinha que estar regiamente identificado na tal planilha. Pois bem. Todo o ano autorizava os meus pais e minha irmã a trazê-lo, caso eu não conseguisse chegar. Mas não bastava isso, se fosse mudar a rotina ou deveria avisar na agenda ou ligar para a escola avisando.

Neste dia, uma emergência, não havia descrito na agenda e não consegui falar com a secretaria da escola, porque estava em uma externa com a rádio. Na hora da saída, lá estava meu pai, que raríssimas vezes foi incumbido da missão, mas neste dia era o único disponível. Pediram a identidade dele e foram lá dentro catar no registro para ver se conferia. Ok. Do lado de dentro da primeira grade, bem longe do portão, apontaram o “homem” para o Gustavo e perguntaram se ele o conhecia. “É o vovôôô”, ele sorriu acenando. Checagem 2 OK.  Mas ainda assim, meu telefone tocou insistentemente e, só quando atendi informando que meu pai estava autorizado a leva-lo foi que liberaram.

Na hora, cheia de trabalho, fiquei Fê da vida. Afinal de contas, pra quê documento e prévia autorização se em uma emergência era toda essa burocracia?

Mas acompanhem comigo: Vai que eu não pedi a ele que fosse buscar o menino e chegasse logo depois? Ou então, vai que autorizei no início do ano, mas então brigamos e ele resolve sequestrar meu filho para me punir? Eu não tinha avisado nada. Fugi do protocolo…

E agora, vendo uma notícia bizarra dessas nos jornais… Quanto alívio eu tenho de ter escolhido pessoas responsáveis para ajudar na educação do meu único filho! Se o pequeno João Felipe estivesse em boas mãos, não teriam lhe enfiado em um taxi qualquer, sobretudo com a criança dizendo que estava bem e não precisava de um médico.

Me fluem lágrimas pensando nisso… A criança ia para o matadouro como um bezerro em comitiva, já pressentindo o mal, mas ninguém se importou com isso. NINGUÉM CHECOU A LIGAÇÂO! E pelo visto, ninguém será responsabilizado por isso. Lamentável!

1 comentário

Arquivado em Opinião Pública

Uma resposta para “Ninguém vai pagar por isso

  1. malbergarias

    Gente
    Sempre tive medo disto. Graças a Deus, nunca houve nada parecido. Apenas nos resta lamentar a dor dos pais.

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