Arquivo do mês: setembro 2013

Santander: Vamos continuar longe juntos

Enfim, apesar de não ter havido qualquer negociação com a cobrança Fator, escolhida pelo Santander para cuidar do meu caso, e esteja pagando prestações muito acima do que gastei pelo banco, retiraram meu nome do serviço de proteção, já na primeira parcela, conforme determina a lei.

Porém , a saga “vermelha” da minha vida não findou. Havia ainda alguns cheques pendentes no sistema do banco, que preciso resgatar, e assim, finalmente, voltar a ter crédito na praça.

Em outubro/2012 estive na minha antiga agência para fazer o requerimento das microfilmagens. Sequer fui atendida! A gerente estava em um horário de almoço sem fim. A fila esta incalculável. Tudo bem. Pode acontecer. Fui embora sem atendimento, até porque eu também tenho horário de almoço, e meu chefe, não é lá tão flexível.

Voltei, então, uma segunda vez, pouco antes do almoço. A gerente estava atendendo um casal. A moça também estava negociando uma dívida, mas ia pagar a vista, e aconteceu algum problema com o Bankfone. Enquanto aguardava, via todo o empenho da gerente, falando com o pessoal ao telefone, mencionando a todo momento que o pai da tal moça era um ótimo cliente, que estava tentando resolver a dívida da filha… Quando finalmente o tal boleto chegou em seu email, veio com as taxas erradas e, a coisa se prolongou.

A gerente, então, resolveu me chamar no Box, sem dispensar o casal, que ainda tentava acertar a dívida por telefone. Fiquei de pé entre eles, aborrecida não pelo empenho dela, em ajuda-los, mas pelo pouco caso de me atender de qualquer jeito.

– Olha, me desculpa, mas prefiro que você termine o seu atendimento pra falar comigo. Me sinto constrangida e acho que quem está aqui também

A gerente, então, me encaminhou ao box ao lado.  Não sei por que, pois a todo o momento eu era interrompida por ela, que dava dicas em voz alta ao casal do que dizer a equipe do bankfone. Visivelmente ela não estava me dando a mínima atenção (e eu sequer reclamei de demora. Por mim, ela poderia continuar resolvendo o problema do casal, desde que me desse a mesma atenção), até que ela se levantou, me deixou sozinha e pegou o telefone da mão da moça, pra falar de novo que o pai dela era ótimo cliente.

Tive vontade de ir atrás, e gritar: “É. O pai dela pode até ser, mas ela é tão inadimplente quanto eu. Querendo eu chamo a minha mãe!”

santander

Mas simplesmente me levantei e fui embora, sem nada dizer e tampouco a gerente perguntar. Me senti humilhada! Na a minha época de Banco Real, eu também era boa cliente, com limite, cheque especial e tudo o mais. Um revés na vida me fez inadimplente, mas agora que posso também estava querendo resolver questões financeiras e retomar minha vida.

Voltei uma terceira vez, agora acompanhada de um amigo. Foi a única vez que esta gerente me deu atenção!

Milagrosamente, consegui conversar com ela! Não sabia os números dos cheques,  mas ela conseguiu encontrá-los no sistema e me passou o número 3312-3500 para que eu ligasse no dia 16/11/2012 para saber se já havia sido liberado os cheques. Doce ilusão! NUNCA CONSEGUI FALAR COM ESTE NÚMERO.

Quando abri a conta, era moradora da Freguesia e dona de comércio no mesmo bairro. A agência era acessível. Hoje, moro na Vila da Penha, trabalho em Acari, quando muito vou ao Centro da Cidade, pra compromissos de trabalho. Fica inviável faltar trabalho, sim, porque pra ir até lá tem que perder o dia de trabalho, porque o atendimento é moroso, sem contar a distância.  Não deveriam servir café e água na agência, mas uma picanha com guarnição, pelo tempo que se perde!

Setembro/2013, tendo precisado ir a uma reunião na Barra da Tijuca, fui até a agência. Disse que o pedido das microfilmagens teria acontecido em novembro/2012, sei lá, tudo é digitalizado hoje, achei que fosse possível manter um banco de dados na agência, até porque eles cobram pelo serviço. Encontro a mesma gerente, que disse que não estaria mais disponível. Sem se levantar, falou em voz alta com o gerente pessoa jurídica se era possível ou não. Ele também confirmou que não.

– Você poderia pedir novamente, então?
– Tem os números?
– Infelizmente, não. Não sabia que a reunião terminaria a tempo, nem esperava poder passar aqui..
– Tem que ter os números (me interrompendo)
– Mas eu não tinha os números antes, você viu pra mim no sistema.

santander

E nesse momento fui interrompida por um senhor que aguardava a outra gerente.

– A hora de almoço dela dura quanto tempo?
– Já era pra ter voltado, disse a gerente. Eu vou ligar pra ela.

E ai, voltando-se pra mim: Será que você podia ver no siste…

– Então, se vai ligar, liga logo, interrompeu de novo o homem.

E ela pegou o telefone, ficou tentando localizar a outra menina. Não me deu mais resposta nenhuma.

Quer dizer, eu não sou NADA mesmo. Quando espero a minha vez não sou atendida. Quando estou na minha vez, ela se deixa interromper. Por que minha conta está bloqueada? Pois saibam que quando for possível desbloquear eu vou cancelar essa conta com muito gosto. NUNCA FUI TÃO MALTRATADA!

O que será que aconteceu com aquela determinação de após cinco anos de dívida o nome limpa? No meu caso seria justo, porque estou tentando pagar mas o péssimo serviço que me prestam, impede a solução. #prontodesabafei

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Teatro: O submarino

Baseada na máxima “casamento é igual submarino, até flutua, mas foi feito pra afundar” a peça encanta, embora coloquem nós mulheres em cheque:  Cesar (Marcius Melhem) e Rita (Luciana Braga) se amam, mas não conseguem ficar juntos, graças aos altos e baixos daquela que não vive, mas sonha em viver.

Sabe essa sensação de “estou casada e perdendo o mundo lá fora”? A Rita demonstra muito disso. Não que seja exclusividade do universo feminino este sentimento, muitos homens também não sabem amar (e como tem!), mas no palco há demonstração de que esses altos e baixos são muito mais por conta da inconstância feminina: Homem não se separa. O César, então, se apresenta muito disposto a perdoar e se adaptar as esquisitices da mulher.

De toda forma, é a segunda vez que um texto do Miguel Falabella me toca (talvez porque tenha visto A Partilha e O Submarino em momentos de partilha e afundamento, gerando uma reflexão mais profunda). Muito diferente dos pastelões que ele faz para TV, no teatro, é sensibilidade a  flor da pele e uma graça que em nada beira o ridículo, ao contrário, é muito senso de observação da vida. Desta vez, a peça tem também a mão da Maria Carmem Barbosa, palmas para os dois.

Não vi a primeira versão com o próprio Falabella e a Zezé Polessa, mas a sintonia do Marcius com a Luciana está finíssima. Ele faz graça, improvisa e desmonta a atriz que ri junto com a plateia, mas que se recompõe muito rapidamente e corre atrás dele. Impossível não se apaixonar com a dupla, torcer pelos personagens , porque há muito romance também. E como a gente não acha isso toda hora por ai: é de se cruzar os dedinhos pelo amor. E ele vence. Ou pelo menos fica no ar no último ato.

O espetáculo anda navegando pelo Peixe Urbano. Vale muito a pena ficar de olho.  Mas se você pode ir independente de promoção, eles estão no Teatro das Artes, no Shopping da Gávea.

teatro

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Sexta da Sorte

Então, para receber membros do Ministério da Saúde, Secretaria de Estado e Município, acorda mais cedo, se veste elegantemente, escova cabelo… Perde a hora do almoço, em reunião que se estende até o limiar do desespero e sai para fazer um lanche até a hora do próximo compromisso, quando o cara dentro do boteco puxa aquele escarro vindo lá da próstata. Sem se levantar da cadeira, lança ao vento em direção a rua e acerta o seu scarpin, que deu o próximo passo a frente bem na hora. Neste momento, vendo aquela coisa grossa bem na ponta do seu sapato caríssimo, há de se dar Graças a Deus pelo alvo não ter sido o peito do pé!

E o povo ainda tem medo de gato preto! Um brinde a sexta-feira 13.

nojo

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