Arquivo da categoria: Entretenimento

Gente, tenho recebido muitas mensagens de pessoas interessadas em comprar meus banners de botecos. O propósito do blog nem era esse… Mas pagando bem, que mal tem?

Então, resolvi divulgar as artes que tenho com esse tema que está super em alta.

BOTECO

Dá para pedir só a arte (Jpeg alta resolução) e dá para encomendar o banner pronto, neste caso, o valor depende do m2 da impressão. Mas se você quiser personalizar a sua festa como o Neném e os Pedros, eu penso em uma arte exclusiva para você, é só deixar o seu comentário que entro em contato.

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Cinema: Rota de Fuga

E fui eu ao cinema, serelepe com o dia das crianças, sem a menor noção do que estava passando na telona. Entre horários possíveis e filmes que descarto de cara (terror, por exemplo) estava lá Stallone. Sem sinopse ou saber quem mais no elenco, conta pra mim a nostalgia: Rocky, Exterminador do Futuro e, pro meu filho: a garantia de tiro, porrada e bomba.

Surpresa! Rota de Fuga é também surpreendente, inteligente… Ryan Breslin (Stallone cara amassada) ganha a vida testando a segurança das prisões dos Estados Unidos. Ele se infiltra, com identidade falsa no sistema carcerário e foge de cada uma das cadeias. Claro que tem sempre o menininho mal e em uma armação, Breslin é enviado para uma prisão privada, que ele mesmo ajudou a criar através dos seus estudos de segurança publicados em um livro. Era uma prisão perfeita, aparentemente impossível de fugir e sanguinolenta, afinal de contas, estava a parte do sistema.

rota_de_fuga

A descoberta do motivo pelo qual Breslin escolheu viver a vida estudando presídios, o encontro de um parceiro que o ajuda a fugir e a motivação deste para se aliar, além do golpe de tê-lo posto atrás das grades é o refinamento do filme. Sem contar, claro, que o plano de fuga embora, traga muitas cenas á la Indiana Jones, com aquelas conhecidas veias do pescoço de Stallone quase explodindo na tela, também seja pura Física. Coisa de gente com refinamento.

Arnold Schwarzenegger também dá o ar da sua graça, grisalho, canastrão e tira umas risadas do público. Claro! Todo mundo sabe o que vem na sequencia, mas como não amar a dupla? Ninguém entende melhor de “booom” do que eles.

E depois dessa canseira toda eu pensei: O sistema prisional do Brasil, merecia ter algo nestes moldes, até porque, certeza de que nenhum Fernandinho Beira Mar, teria refinamento para articular uma fuga baseada em Física, senso apurado de observação, treinamento, estratégia, etc, etc, etc. 

Curto e compartilho. =)

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Teatro: O submarino

Baseada na máxima “casamento é igual submarino, até flutua, mas foi feito pra afundar” a peça encanta, embora coloquem nós mulheres em cheque:  Cesar (Marcius Melhem) e Rita (Luciana Braga) se amam, mas não conseguem ficar juntos, graças aos altos e baixos daquela que não vive, mas sonha em viver.

Sabe essa sensação de “estou casada e perdendo o mundo lá fora”? A Rita demonstra muito disso. Não que seja exclusividade do universo feminino este sentimento, muitos homens também não sabem amar (e como tem!), mas no palco há demonstração de que esses altos e baixos são muito mais por conta da inconstância feminina: Homem não se separa. O César, então, se apresenta muito disposto a perdoar e se adaptar as esquisitices da mulher.

De toda forma, é a segunda vez que um texto do Miguel Falabella me toca (talvez porque tenha visto A Partilha e O Submarino em momentos de partilha e afundamento, gerando uma reflexão mais profunda). Muito diferente dos pastelões que ele faz para TV, no teatro, é sensibilidade a  flor da pele e uma graça que em nada beira o ridículo, ao contrário, é muito senso de observação da vida. Desta vez, a peça tem também a mão da Maria Carmem Barbosa, palmas para os dois.

Não vi a primeira versão com o próprio Falabella e a Zezé Polessa, mas a sintonia do Marcius com a Luciana está finíssima. Ele faz graça, improvisa e desmonta a atriz que ri junto com a plateia, mas que se recompõe muito rapidamente e corre atrás dele. Impossível não se apaixonar com a dupla, torcer pelos personagens , porque há muito romance também. E como a gente não acha isso toda hora por ai: é de se cruzar os dedinhos pelo amor. E ele vence. Ou pelo menos fica no ar no último ato.

O espetáculo anda navegando pelo Peixe Urbano. Vale muito a pena ficar de olho.  Mas se você pode ir independente de promoção, eles estão no Teatro das Artes, no Shopping da Gávea.

teatro

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Que merda é essa?!

Então eu, que estudei jornalismo, investi uma grana pesada em faculdade, cursos de especialização/atualização, cultura geral, idioma, não consigo deslanchar com a carreira (meu sonho). Fico aqui olhando para este blog que mantenho há anos, pensando na mesmice, na falta de criatividade ou o que mais não me permite transformá-lo em um conteúdo realmente visível para me jogar no mundo, sem ter muito sucesso.

E é justamente no meio desta crise que o Faustão joga no ar o PUM DA ANITTA!

anitta

Exatamente, senhores, em cadeia nacional, a bailarina de cabelo em chamas contou para todo o Brasil que a funkeira poderosa peida igual a todos os mortais e, pior, obriga sua equipe a ficar cheirando seu pum na van. Constrangimento! Não digo constrangimento para a Anitta, não, que sim ficou com sorriso amarelo (não era pra menos), mas pelo conteúdo desnecessário, escatológico e sem razão de ser.  Me senti ofendida como espectador secundário (porque  detesto o Domingão do Faustão, mas minha mãe adora a Dança dos Famosos e por conta disso, assiste a palhaçada inteira pra não perder a hora), como profissional com poucas chances de mercado,como estudante, como brasileira. Não fosse a política do QI, que nada mais é que um jeitinho brasileiro, talvez eu tivesse chances de ser produtora de TV e apresentar uma pauta menos idiota.

Se alegar que era brincadeira, vai brincar mal assim no inferno. E que no inferno não tenha transmissão via satélite para nenhum outro lugar quente ou frio do planeta. Aplausos para o mais “edificante” momento da TV em 2013, só que não! Só que blerc! Só que… Fala sério! Não vou pensar em mais nada útil. Vai ver que cagando pra esta merda toda e malhando glúteo alguém me descobre.

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Cinema: Círculo de Fogo

Sala escura. Tela com seqüências de cenas entre amarelos (introspecção) e vermelhos (extravasos)  que resumem o estado de espírito dos personagens, tiros, porradas em larga escala, bombas de tamanhos fenomenais  e a certeza que há uma nostalgia no cineasta: Certamente esse cara cresceu na década de 80 com todos aqueles seriados japoneses.

Em certo momento do filme, o Gustavo dispara: “Ai, mãe, agora é a hora de chamar o Megazord”.  Quer dizer, a sensação não era só minha, mas também no meu filho gênio, nascido no ano 2000.

Pacific Rim

Como eu brincava de, Power Ranger (rosa), logo me identifiquei com a coreografia para entrar, acoplar e fazer Jaeger se mexer. Quase no final, então, quando aparece um botão dentro dele com um desenho de espada, que põe fim a todos os problemas da Terra… Uau! Eu poderia pilotar um daqueles bichões, sem dúvida nenhuma.

Enfim, não dá para ter muitas expectativas da história, embora o Guillermo Del Toro tente extrair algumas virtudes humanas de um cenário francamente pessimista, como por exemplo, a solidariedade em se adotar uma menininha órfã, no primeiro ataque de Kaiju e fazer dela uma heroína.  O estender de mão, desta que ainda não era a heroína, e que precisava de um empurrãozinho para se livrar do passado nesta batalha de contornos épicos… Fica até bonitinho esse lugar comum.

Mas quando a gosma azul (sangue azul) toma conta da tela, levando de volta a “Geleca” nojenta da década de 80, fica a certeza que o longa nada mais é que o encontro de Godzila com Optimus Prime. É embarcar nessa nostalgia e consumir rápido, como todas as produções deste nível.

Eu aproveitaria para fazer um álbum de figurinhas, com aqueles cromos que brilham no escuro. Nada mais retrô!

Vai uma pipoquinha?

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Teatro: Vem transar com a gente

Há um mês, mais ou menos, me encontrei com a sexpert Tatiana Presser e o ator Nizo Neto – marido da Tatiana, diga-se de passagem -, no Teatro Vanucci. Quer dizer, não foi um encontro propriamente dito, fui assistir a peça do casal, mas o climinha é de um bate papo informal, sobre o que mais brasileiro gosta de falar: sacanagem!

O caso é que estou com a Tatiana e não abro: Muita gente gosta de falar de sexo, posar de quem manda bem na cama, mas na real… Na real tem muita gente deixando a desejar (ou não desejando). E o espetáculo mescla stand-up comedy (muito mais conduzido pelo Nizo) com uma espécie de palestra (brilhantemente articulada pela Tatiana). Com isso, desperta o público para o fato de que sexo é uma arte da conquista, da criatividade, da entrega…

Foto Divulgação

Foto Divulgação

Super indicaria a casais que, há muito tempo juntos, estão virando colegas de quarto. Ou para aqueles que até gostariam, mas neste friozinho, ai que preguiça. Indico também a esses garanhões ai que acham que é só penetração e fui. Chega um momento na vida da gente que é bom ser sincero com sua conduta, com seu corpo, com seus gostos… Ou falta deles.

A peça ainda é pontuada por momentos nos quais o público fica à vontade para perguntar o que quiser. E nesse momento palestra, dá pra sair do armário. As perguntas que não rolam de ser respondidas na hora, por falta de tempo, acabam entrando no blog da dupla: http://vemtransarcomagente.blogspot.com.br/

E não pensem vocês que depois de tudo isso, eles fumam um cigarrinho e viram pro lado na coxia, não. Os dois ficam lá fora agradecendo o público, entregando  certificados de participação (como em uma boa palestra) tirando fotos, trocando idéias… Um poço de gentileza! Coisa de gente bem comida, sabe?!

Enfim… Desculpem o atraso na divulgação (como se alguém estivesse esperando), mas ando sem muita motivação para escrever. Sabem como é, tive que experimentar vários outros brinquedinhos. Hehehe Brincadeirinha!!!

De toda forma, aproveitem que é sexysta e apareçam no Teatro Vanucci. O espetáculo rola de luz apagada mesmo, ninguém vai te apontar como brocha depois. Só, claro, não tire foto pro site na portaria.

Divulgação capturada por ai

Divulgação capturada por ai

OBS.: Eu sei que o valor do ingresso inteiro assusta um pouco, então, vai mais uma dica: fiquem de olho no Groupon, sempre rola promoções para a peça. 

OBS2: Alô, Serginho Groisman, eu daria férias a Laura Muller e colocava a Tati (olha a intimidade que o sexo dá) no Altas Horas instigando a galera. Seria uma respirada no programa. Ah, e pode me levar também como produtora, só a título de experiência. 

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Teatro: Casar pra que?

Eu que vivo me perguntando a mesma coisa não podia deixar escapar essa no Peixe Urbano. Sorte a minha! O espetáculo é muito divertido!

A história, como vocês bem podem imaginar, gira em torno de um casal, que como tantos outros, se casam apaixonados, mas acordam no meio de uma rotina dura de engolir: ele quer ir ao bar, ver o futebol com os amigos, ela quer a companhia dele. Ele quer ver o repórter na TV, mas ela não passa sem a novela. Ela o coloca para dormir no sofá, ele faz guerra para mostrar quem manda na casa. No final, claro, um não fica sem o outro, porque nascemos sexo oposto para infernizar com alguma doçura a vida do outro (se é que isso é possível).  

Foto Divulgação

Foto Divulgação

O texto é do próprio Alessandro Anes, que encena o Pedro Paulo (marido na trama) e, talvez por isso, ele se encontre tão bem no personagem. O ator dá um show de humor! E surpreende no final com ares de improviso, o que sempre é um acerto, porque todo mundo gosta de um bastidor, de uma “falha nossa”, de achar que participou de um momento único. Claro que teatro não é como TV e toda sessão tem lá seus mistérios, mas brincar com isso, foi um grande acerto. Fecha um ciclo de 1h20 fazendo o público rir sem parar.

Claro que não vou estragar esse pequeno deleite. Quem quiser descobrir, vai ter que se aventurar. Eu que virei fã de carteirinha dessa soma Alessandro / Eri Jonhson (diretor), tenho que fazer meus 2 leitores cariocas correrem ao Teatro Leblon, enquanto estão em cartaz.  Falando nisso, produção, libera mais promoção no “Peixe” para a galera, até o final da temporada, né?!

Ah, sim. Não há como não ponderar: Por essas histórias e outras, que só vão parar no palco do teatro porque é ridículo auto reconhecimento que eu, por via das dúvidas, me mantenho solteira. Até porque com o tempo, não há Pedro Paulo ou Ana Lúcia que resista. 

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Teatro: Falando a Veras

Estou para ver uma peça com título tão pertinente. O Marcos fala a vera, gente! É família, vida artística, veículos midiáticos, BBB, MPB e Luan Santana (pelo amor de Deus não misture as coisas, embora já tenha elogiado uma música do cantor alguns posts atrás), tudo de cara limpa, sem interpretar nenhum personagem e sem acessórios em cena.

A sensação que se tem é que você está conversando com um amigo, aquele papo de boteco sem pé nem cabeça: quando se dá conta a hora voou, já se falou de tudo e de nada, sem muita ordem lógica, te deixando mais leve. Confesso que quando ele disse que era o último comentário, acreditei que era piada. Eu e o resto da platéia que, ao invés dos aplausos de pé, ofereceram um sonoro “oooown”, típico de fim do Jô Soares.

Alguém já pediu BIS em peça teatral? Porque eu tive a sensação de que isso aconteceria.

Eu que não tinha visto nenhuma das piadas pelo Youtube tive a agradável sensação de estreia, embora a peça já esteja em cartaz há 4 anos e, segundo o próprio ator, sem mudar nada do texto. Aliás, gente, é uma maldade ficar divulgando pedacinhos das produções na web, você chega ao teatro e logo fica amargando a sensação de Déjavu. Fiz um pacto comigo mesma: espetáculo que eu quero ver, não fica degustando pirataria na rede. Prefiro o genuíno sentimento do novo de outrora (lindo isso!)

Voltando ao atraso, desta vez havia mais dois jornalistas retardatários na plateia: William Bonner e Fátima Bernardes estavam na fileira da frente curtindo a atração no mesmo dia. Muita vontade de pegar um currículo e enfiar em cada orifício daqueles dois, junto com uma carta desespero: “DEIXA EU FAZER TESTE NA PRODUÇÃO DE VOCÊS, PELO AMOR DE DEEEEEUS”! Talvez até passasse despercebido estando no meio de um show de humor. Mas não paguei pra ver. Isso ficou lá na coxia da minha mente desesperada.

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Teatro: Comício Gargalhada

Eu estou sempre na contramão blogueira/jornalística, falando de peças que, na maioria das vezes, não são estreias. Sabem como é… Eu vou ao teatro quando dá (infelizmente, porque por prazer seria rata de coxia) . No entanto, ontem, ao reencontrar Rodrigo Sant’Anna no palco (já tinha visto e me divertido muito com O Patrão), foi apenas uma grande sensação de dejavú. Os mesmos personagens do Zorra Total, claro, são os destaques do espetáculo e, por isso mesmo, a impressão de mais do mesmo.

Não que o ator não seja um escândalo de engraçado. Ao contrário.  Para mim, continua sendo. Porém, desta vez me atrasei de mais em experimentar a peça. Os tipos já são conhecidos, as piadinhas do “Admilson”, então… Até o poeminha do “Urso Panda”, que me fez chorar de rir da telinha, já não surtiu o mesmo efeito ao vivo, afinal de contas, já sei que a bicicleta anda e o urso panda. Quem não sabe?! Só quem tem o privilégio de não passar nenhum sábado à noite em casa.

Devo destacar que me impressionou bastante a sensibilidade do ator em perceber a empatia de alguns personagens mais que outros e, de acordo com o efeito que causava na plateia, demorar mais ou menos com o tipo apresentado. Entre uma e outra personagem, Rodrigo conta suas histórias familiares naquele divertido tom de deboche que pode até ser só parte do texto, mas aproxima mais o ator do público, afinal de contas, ele está sempre “fantasiado” para falar suas bobagens e, ali, de cara limpa, ele consegue também ser bem engraçado.

Rodrigo-SantAnna-Valéria

O espetáculo é aberto com a Adelaide desejando que Deus ilumine cada canto dos caminho dozoto e termina com a Valéria Vasques a única aliás, que não é caracterizada em cena, afinal de contas, é preciso um aparato maior para ficar tão bandida.

A sátira é muito mais relacionada aos programas eleitorais do que propriamente a um comício, exceto pelo fato das personagens estarem ao vivo, mas como a finalidade é angariar votos para coisa nenhuma, afinal de contas, nenhum deles sabe o que fará se eleito, mas o povo brasileiro também considera que voto de protesto é colocar palhaço no poder… O texto dá o seu recado e cumpre a proposta, senão de gargalhadas (pela tal sensação de dejavú), de uma diversão garantida.

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A comida mineira Dom Zelittu’s

Sempre que passava pela porta do Dom Zelittu’s o espaço aconchegante, com cara de fazenda, me chamava atenção, mas nunca tive oportunidade de aproveitar o lugar. Quem sabe faz a hora, não espera acontece, como já dizia Geraldo Vandré. Lindo dia de feriado, pegamos o carro e… Partiu Itaguaí.

Foto: Anderson Luiz

O “apóstrofo s” sempre me incomodou um pouco, devo confessar. Me corrija se estiver errada, mas essa é uma regra gramatical da língua inglesa, que indica posse. Assim, para dizer a comida do Zelittu, você diz Zelittus`s food. Antipatizo um pouco com essa ideia de brasileiro querer adaptar as coisas do exterior para atribuir mais valor ao que é nosso. Se é simplesmente comida mineira, uai, que ela seja, até no nome genuinamente verde, amarela, azul e branca.

Ainda, por um breve momento, imaginei que o “Dom Zelittu” poderia ser um americano, que veio para o Brasil e, de repente, até passava por cima deste estrangeirismo, mas se o Zelittu, é aquele senhor barbudo, de camisa aberta, ostentando um mega cordão de ouro, nos painéis de fotos de artistas… Não. Foi só mesmo uma gracinha no nome do complexo gastronômico e, vida que segue. Vamos experimentar o lugar.

No meio do ano, mais ou menos li com gosto no Jornal Extra, as maravilhas do lugar, que apresentava dois fogões a lenha com uma imensa  variedade de comida da fazenda a um preço bem legal (vamos esquecer que moro longe e ir até lá foi um passeio que exigiu combustível, etc), o que só fez crescer mais minha curiosidade ao lugar que admirava ao longe na estrada.  Realmente, as comidinhas ficam todas na lenha (batata doce tinha gosto de infância mesmo, quando meu avô assava umas para mim no final da fogueira de São João), mas era apenas um fogão, um amontoado de gente se servindo e, em um ambiente escuro, em panelas escuras e sem identificação do que é o que.

Um rapaz que se servia a minha frente comentou que era tentativa e erro. Ou seja, como a comida é liberada, ele ia, pegava alguma coisa para experimentar, sem identificar o que era, porque as panelas não são identificadas com o conteúdo,  e se não desse certo, voltava de novo. Desperdício de comida, não é o que se espera, de um restaurante bicampeão na modalidade Zona Oeste, do tour gastronômico, mesmo almoçando em um local com taxa única. E isso é muito simples de resolver, conforme foto abaixo:

Além disso, senti falta do leitão, do Tutu, de galinha caipira ao molho pardo…  Se estavam lá, estavam timidamente escondidos nas panelas não identificadas. Havia muita feijoada. Para quem gosta, estava bem servido. Fiquei com uma linguicinha, feijão tropeiro, torresmo, batata doce, que era o que me lembrava vagamente o que havia ido buscar. Não deixem de experimentar o pastel de banana, uma das poucas coisas que tem identificação no buffet e é simplesmente fantástico.

Huuum… Torresmo. Nem dói

O que valeu mesmo foi o passeio. O espaço com cara de fazenda, é quase um museu a céu aberto: calculadoras, máquinas de escrever, telefones e mais um monte de antiguidade, se misturam a móveis rústicos na decoração e você viaja no tempo. O lugar é muito mais que comer.

Dom Zelittu’s por Fernanda Freitas

A lojinha de souvenires me encantou muito mais que o restaurante propriamente. É um espaço cheio de artesanato e brinquedos de madeira, que você pode tocar. Estão ali para serem vendidos, mas deixam um exemplar aberto pra se brincar. E eu brinquei: montei cubos de madeira, fiz o desafio da garrafa, jogo da velha com peças de madeira, bonequinhas fofas de pano… Perdi a noção de tempo ali dentro e, a vendedora é simplesmente uma simpatia que conhece todos os truques. Deixei um bom dinheiro por ali, graças ao divertimento que ela me proporcionou.

Aliás, todos os garçons também são bem brasileiros, sem apóstrofo, no quesito acolhimento, simpatia, sugestão… Conhecem o ponto alto da casa e oferecem, conversam, brincam… Dá até para esquecer onde erra o buffet.

Borrão é uma arte contemporânea dessa que vos escreve

Toda a volta do restaurante tem um lago com peixes de todos os tamanhos esperando para serem alimentados. A princípio achei um desaforo a sugestão de comprar a ração, afinal, gastei na loja de brinquedos, gastei com o restaurante… Podiam fazer a cortesia de nos dar um punhado para jogar aos peixes… Mas diante da insistência familiar me rendi… Esqueci do Real pago, foi muito divertido a brincadeira. De fato, faz parte do entretenimento. Ficamos umas 4 horas bem vividas no complexo, apesar de ainda achar que o restaurante peca em variedade.

Nova modalidade de Pesque Pague. =P

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